A rede das palavras

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A rede das palavras


por: Rubem Alves

Sabia que a religião é uma linguagem?

Um jeito de falar sobre o mundo…

Em tudo, a presença da esperança e do sentido…

Religião é tapeçaria que a esperança constrói com palavras.

E sobre estas redes as pessoas se deitam.

É. Deitam-se sobre palavras amarradas umas nas outras.

Como é que as palavras se amarram?

É simples.

Com o desejo.

Só que, às vezes, as redes de amor viram mortalhas de medo.

Redes que podem falar de vida podem falar de morte.

E tudo se faz com as palavras e o desejo.

Por isto, para se entender a religião, é necessário entender o caminho da linguagem.

“…e havia trevas sobre a face do abismo e um vento impetuoso soprava a superfície das águas.

E disse Deus:  ‘_ Haja luz.’  E houve luz…”

“No princípio era a Palavra.”


fonte: ALVES, Rubem. O Supremo dos Oprimidos; pg. 5 - Ed. Paulus; 1987.

O risco religioso

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Alexandre

por: Bráulia Ribeiro

Conhecíamos Alexandre há mais de cinco anos. Chegou com 20 e poucos, com o cérebro já detonado pelo crack. Durante o curso de discipulado foi alcançando coerência, e, ao fim de seis meses, voltou à sua casa para fazer vestibular, ciente do que queria: ser piloto missionário. Terminou o ensino médio, inspirou o pai a estudar e fizeram vestibular juntos. O pai passou em direito — Alexandre, ainda tratando de ser lúcido, não.

Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia religiosa indecifrável. Nas crises, ele nos visitava para longas conversas. Nunca foi mau o rapaz. Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências. Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia. Aconselhava, ouvia.

Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo. Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas, do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos. Meu instinto de mãe se põe de guarda. Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor da floresta que circunda a comunidade.

Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta. Nesse dia Reinaldo está com pressa. Explica pro Alexandre:

— Tô de saída. Tenho reunião com pastores na cidade.

O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança absurda que tem em Reinaldo.

— Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.

Reinaldo começa a se irritar. Explica que não dá. Alexandre implora.

— Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.

— Como? Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga de madrugada falando nelas. Como posso confiar pra te deixar morar aqui?

— Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo numa família de Deus, Reinaldo. Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?

— Hoje não posso. Tô atrasado demais. Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você. Agora acabou.

— Como acabou? Não acaba não, olha.

E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.

Reinaldo se irritou com aquele rolo — me contou depois –, mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena amarfanhada, pra ler o Salmo 136.

— Olha o que a Bíblia fala: “Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre”.

E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor, que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.

Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada quente de bicicleta. Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro, mas nem o parou de novo como seria seu costume. Virou o rosto como se dissesse: “Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu, deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba”.

Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus. Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório. O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois de duas outras tentativas. Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia, desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto. Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram na rua os levitas e não os samaritanos.

• Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, é autora de Chamado Radical. braulia.ribeiro@uol.com.br
fonte: Ultimato

Marcha para quem?

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Para Jesus! Uma Marcha com Donos e Palanques?

Há cerca de um quarto de século, um ministro anglicano no interior da Inglaterra, diante da divisão do Corpo de Cristo e do avanço do Secularismo, teve a feliz idéia de convidar colegas de outras Igrejas para fazerem uma passeata pública, como demonstração de unidade e expressão de fé. Já que a semana que precede o Dia de Pentecostes (no calendário das Igrejas Históricas) é dedicado à unidade dos cristãos, tal evento deveria acontecer sempre no sábado da semana anterior à festa dedicada ao Espírito Santo.

O evento foi denominado de ‘Marcha para Jesus’, e ele deveria ser espontâneo e informal. Organizações como a Jocum, a Primus e a Ichthtus compraram a ideia, e, em 1987, na cidade de Londres, promoveram o primeiro grande evento de massas. Em poucos anos a ideia se propagou por todo o mundo, arrastando multidões cada vez maiores, no que foi jocosamente chamado de “a procissão dos crentes”…

Como tudo no Brasil parece acabar em pizza, samba ou malandragem, eis que a nossa “Marcha” virou marca registrada, patenteada por uma esperta “denominação” pseudo-pentecostal de íntima convivência com o Poder Judiciário daqui e doutras terras. No Brasil a “Marcha” tem dono. Como é um evento único, e uma forma de peitar a sua concorrente a “Marcha do Orgulho Gay”, muita gente tem dela participado, embora a reboque do “apóstolo”, da “bispa”, ou de seus representantes.

E, o que é pior, um ato que em todo mundo é apartidário, aqui virou palanque para os políticos apoiados por seus organizadores, inclusive em ano eleitoral. Políticos a fim de faturar o voto evangélico, e que fazem acordos com os seus organizadores, mas que, conforme seja, não teriam problema em subir nos trios elétricos da colorida marcha concorrente.

O falecido ex-presidente da França, general Charles de Gaulle, afirmou certa vez não ser o Brasil “um país sério” (o que muito nos ofendeu). Mas que às vezes parece que o velho general tem razão, isso parece.

Que Jesus não seja um pretexto, não tenha donos e não seja usado como cabo eleitoral! Cada dia marchemos unidos pelo Evangelho de salvação e transformação.

Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.

Via: PavaBlog

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LULA, DILMA, CRIVELLA, A “BISPA” SÔNIA E O “APÓSTOLO” HERNANDES JUNTOS! MEU DEUS!!!

(…)

Vejam que foto histórica esta publicada no Estadão Online. Lula instituiu ontem o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Participaram da cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o presidente da Câmara, Michel Temer; o senador e “bispo” Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, dono da Igreja Universal,;a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o casal da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes. Crivella é este que aparece à esquerda, contraindo os olhos enquanto entra em conexão, suponho, com o Espírito Santo. Nunca entendi por que certos religiosos, de qualquer denominação, quando julgam entrar em contato com a Pomba Sagrada fazem essa cara.

Há quem faça coisas ainda mais estranhas. É o caso da “bispa” Sônia e seu marido, o “apóstolo” Estevam. Quando o Espírito Santo está presente, eles desandam a falar línguas estranhas. Mangabeira Unger perde feio.  Não sei como se contiveram ontem. Estevam é essa cabeleira grisalha em primeiro plano; Sônia está à sua direita, a cabeleira castanha. Dilma é aquela com ar beato. A foto não deixa de ser um bom retrato do Brasil.

O casal da Renascer acaba de sair da cadeia nos Estados Unidos e já participa de uma solenidade ao lado de Lula e de sua candidata. Não sei se vocês estão lembrados: a dupla tentou entrar naquele país com dólares que não tinham sido declarados, escondidos na capa de uma Bíblia. O leitor cético dirá que estão todos entre iguais. Afinal, a “bispa” e o “apóstolo” apenas portavam “recursos não-contabilizados”.

(…)

Trecho do texto de Reinaldo Azevedo, colunista da Veja.

Vou dar a você poder

poder

Por: Joaquim Tiago

O que eu tenho a dizer sobre determinadas coisas com significados imensos? Não sei o que dizer? Sei que existem significados terríveis e possuídos. É uma longa história de uma longa vida, de um longo domínio do poder. O poder domina as pessoas que domina outras pessoas que dominam um grupo, que dominam uma multidão, que dominam opiniões e que manda para cruz um inocente em nome do engano religioso, que é poderoso.


Por que o poder domina os homens que o querem?
Os homens de domínio fazem poder para se auto apoderar do seu mundo. O poder se alimenta aqui do poder de quem o tem. Poder fazer sua arrogância e a manipulação do mal. É poder que se faz, uma espécie de glória e merece ser adorado ante ao escrúpulo e estupro usando os sentidos que curvam o possível no impossível humano. Transformando-se em desumano.


Quanto poder existe na sua mão e o que fazer com ele?
Quem lhe deu esse poder foi o valor que adquiriu na sofisticada maquina de ilusões da moderna ideologia – mídia. Assim o rato demoníaco do sistema agiu com o Ungido nascido em Belém oferecendo-lhe todo poder do mundo.

A resposta foi na mesma altura de um poder absoluto. Todos agora temos direito de poder decidir. O manipulador – o de decidir no lugar dos outros.

O maior problema é quando passamos a decidir no caminho da revelação e da identidade adquirida na relação com fé. Passamos há não agradar mais aos parasitas e usuários desse sistema perdido.


Que mal pode lhe fazer uma resposta diabo?
O Ungido sabe quem ele é e de que poder tem em suas mãos. Que mal posso fazer há uma pessoa respondendo com o poder da verdade, vivendo a originalidade da própria relação para o discernimento de todas as coisas. O poder do Ungido é o da entrega e da obediência, não é o poder da sorte e nem o da mentira. Não é poder usado em beneficio próprio, mas saber que foi entregue e que essa é a primeira missão (primeira filosofia) e o lugar das outras coisas é pelo poder do Reino do Pai.


O poder da manipulação
A sociedade dos fantoches é dos bonecos manipulados, usados para darem lucros ao grande e poderoso irmão vive sua crise do ser. Arrogantes que se alimentam do sangue para que outros possam (a)parecer. Mesmo enganados esta é uma identidade comprada e uma ideologia forjada pelo auto preço do medo, feito por uma raça de víboras, dos oficiais religiosos, modernos e arrogantes.


Você quer poder? Para quê?

“QUEM NÃO TEM PECADO ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!”

Danilo Gentili
Danilo Gentili

Repórter sem-noção


(…) um dia ele quis ser pastor.

Com 20 anos, era líder de jovens de uma igreja batista (…). Sempre irreverente como microfone nas mãos, costumava levar broncas dos superiores religiosos por subverter a liturgia fazendo piadinhas.

Mas a vida santa não durou muito. Uma vez ele pegou carona em uma caravana de fiéis rumo ao um show da Igreja Renascer chamado S.O.S. Vida. Quase no final do evento o bispo Estevam Hernandes pediu aos seus fiéis seguidores que mostrassem faixas com mensagens cristãs. Danilo levantou um banner: “$0$ Vida” (o “O” era um desenho de uma moeda). A provocação tirou Hernandes do sério. “Veeeio, ele falou pra todo mundo jogar pedra e rasgar a minha faixa”, relembra Danilo.

Felizmente ele sobreviveu ao ataque dos religiosos, mas a carreira de pastor terminou ali.

Trecho da Entrevista feita pela Revista Gloss – set/2009 – nº24


Para os líderes religiosos Custe o Que Custar, o negócio é tirar da igreja quem esta “incomodando o trabalho”. Assim vamos perdendo os que pensam e ficamos com essa caricatura horrível.

Era uma vez…

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Por: Joaquim Tiago

Um reino fantástico, mágico e belo. Vivia-se feliz neste reino fantástico com sua realidade e beleza só quem conseguia fazer mágica.

Havia vários magos, encantadores que ensinavam receitas misteriosas e negociavam o serviço para transformar todas as pessoas que tivessem interesse e possuíssem condições.

Os que não tinham condições podiam recorrer a outros meios que fossem fáceis e dessem condições para se fazer algo para transforma toda realidade presente…

No mundo de faz de conta orquestrado pela grande mídia, faz-se de conta o existir de várias fantasias. É um mundo de sensações. Ele existe e também existe nele uma crise: Quem é o autor dessa história?

Nesta história de uma possível vida – me venderam a oportunidade de ser o campeão, ou não. Na história do impossível – sou um descaracterizado e roubado.

Esse não é um conto infantil onde o bem prevalece contra o mal. O verdadeiro mal é que infantilizaram adultos, não deixaram essas crianças desenvolver a capacidade de escolha. Pessoas não escolhem mais quem vai ser quando “crescer” ou se dará prosseguimento a história da familiar, o mercado faz à escolha.

Quando você era criança, você já brincou de polícia e ladrão? De super-heróis? De cazinha? De time grande de futebol? De qualquer outra coisa teatral? Nestas brincadeiras uma das primeiras perguntas é: Quem você quer ser?

Os espertos escolhem os melhores papéis e assim forma-se o faz de conta na realidade criada. Começamos a fazer o papel de quem somos, ou tentamos ser.

No faz de conta contemporâneo e na infantilização de nossas escolhas o dono da brincadeira nos pergunta novamente: Quem você quer ser?

O “grande irmão” além de perguntar também nos oferece o que temos de fazer ou o que faremos para assumir o papel do mocinho ou donzela linda que terminará como a princesa salva pelo herói loiro de olhos azuis da história com final mágico.

Você já perguntou qual é a moral da história e por que você faz esse papel? Por que lhe deram esse papel? O papel do poder e o poder da representação. Neste faz de conta geralmente não somos e temos que fazer a representação para parecer bem.

O espetáculo vai começar e a brincadeira não tem fim, só existe as regras ditadas para o faça e represente bem, sem nenhuma consciência de quem é. Ideologicamente buscamos ser e representar o papel cobrado por um mundo do faz de conta.

Faz porque assim o conto da vida pareceu real…

Mas qual é a moral da história?

Ser belo, ser famoso, ser rico?

Quem é você?


“_ Então você é Rei? _ Perguntou Pilatos.

_ É senhor que esta dizendo que eu sou rei! _ Respondeu Jesus.

_ Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem esta do lado da verdade ouvi a minha voz.” (Jo 18:37)

PANDEMIA DE LUCRO


cleptomaniasuina

Por: Leonardo Boff

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe suína?… No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos. Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves – gripe aviária – …os noticiários mundiais inundaram-se de notícias… Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves. Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos… 25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25. Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves? Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande. A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas tranasnacionais farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro. – Antes com os frangos e agora com os porcos… – Sim, agora começou a psicose da gripe suína. E todos os noticiários do mundo só falam disso… – Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo …Só a gripe suína, a gripe dos porcos… – E eu me pergunto: se por trás dos frangos havia um “galo”, por trás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque… Os acionista das transnacionais farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú. A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação… Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução. Mais ética, sensata, responsável e humanamente justa, ao menos…

(PASSEM ESTA MENSAGEM COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS REFLITAM SOBRE UM ÂNGULO DIFUSO DA REALIDADE DESTA “PANDEMIA”.)

fonte: CEBsuai

repositório final de idéias

Vem aí A bacia das almas, de Paulo Brabo

Livro é uma coletânea de mensagens do autor a respeito da vida e suas diferentes facetas

brabo

Em novembro, a Mundo Cristão lança A bacia das almas – Confissões de um ex-dependente de igreja, primeira obra de Paulo Brabo pela editora. O livro é uma seleção de mensagens escritas pelo autor em seu blog por um período de cinco anos.

Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano.

Batizado Paulo Roberto Purim, Paulo Brabo afirma que suas idéias estão condenadas à reformulação eterna, são pensamentos inacabados em constante mutação e evolução.

A expressão que deu título ao blog e também ao livro, “bacia das almas”, refere-se ao recipiente em que são depositadas as esmolas nas igrejas, e que acabou gerando a expressão popular “na bacia das almas”, isto é, vender ou ganhar “no último instante, no calor do momento, sem negociação ou ponderação”.

A bacia das almas não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que este envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade. No livro, há um capítulo destinado a essa justificativa. Nele o autor escreve:

“Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja.
Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que, durante esses anos, abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades – ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e autocentradas – de determinada agremiação. Em retrospecto, continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém, contra minha vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, fui obrigado a abandonar essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional).

[…] Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, em vez disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites – apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação.”

As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido.

Clique aqui e conheça a capa do livro.
*Fotos: Paulo Brabo

Fonte: Mundo Cristão
Via: Bacia das Almas

Vem aí A bacia das almas, de Paulo Brabo

Livro é uma coletânea de mensagens do autor a respeito da vida e suas diferentes facetas