Por: Joaquim Tiago

Quem faz parte da nova aliança, quem é o novo Israel de Deus?

O templo físico era referência de Deus sobre a terra no meio do seu povo. Em Jerusalém era o centro e foco sacerdotal dos sacrifícios pelos pecados. O foco das sombras que estava se apagando.

Havia uma revolução nos dias de Cristo na terra e por Cristo. A revolução do amor e dos milagres que estavam acontecendo fora do templo. Naqueles dias além da síndrome de outra destruição do grande templo, glória de Israel, advinda pelo medo dos novos dominadores, Cristo vem e traz uma informação importantíssima sobre um bom sinal e uma boa nova destruição do “templo”.

Ali em suas margens, havia crescido um comércio, uma feira, um covil de ladrões que é expulso a chicotadas pelo zelo do Mestre – “Aos que vendiam pombas disse: ‘Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado’!” (Jo 2.16) – Os judeus aficionados por sinais logo lhe pedem um, para comprovar tal autoridade em agir, pois alguém estava atrapalhando os negócios.

O sinal é este: “Jesus lhes respondeu: ‘Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias’.” (Jo 2.19) – Para os judeus que tipo de sinal poderia ser este? – “Os judeus responderam: ‘Este templo levou quarenta e seis anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em três dias’?” (Jo 2. 20). Que tipo de pessoa poderia fazer essa afirmação ameaçadora? Como poderiam saber sem crer que o mestre haveria de morrer e ressuscitar ao terceiro dia.

Noutra ocasião após um outro dialogo de sinais e boas novas com os farizeus, no mesmo lugar, já na saída em suas portas e escadas, um repente de encantamento junto a um passeio turístico em Jerusalém toma os discípulos para com Jesus, nas margens do templo. Após mostrarem para o mestre toda estrutura formosa e imensa (Mt 24.1) são surpreendidos com uma afirmação demolidora do Mestre: “Vocês estão vendo tudo isto?”, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”. (Mt 24.2).

Isaias, o profeta messiânico já havia anunciado e Cristo Jesus foi realmente “esmagado por causa das nossas iniqüidades” (Is 53:5); o templo que é seu corpo foi destruído e só no terceiro dia foi “reconstruído”, ressuscitado com glória.

Dois fatos ocorrem posteriormente já nas ações apostólicas registradas por Lucas envolvendo o tão famoso templo. Umas dessas é cura de um mendigo que ficava a sua porta (At 3:6-19;) depois com toda revolução crescente ocorre o julgamento injusto e calunioso de Estevão em (At 7). Tudo piorou só por que o cara falou que Deus não habitava (e nunca habitou) em templos (casas) feitos por mãos humanas como já dizia os profetas. Os sacerdotes resistindo à ação do Espírito Santo e ao novo ensinamento que estava se espalhando, condena ao apedrejamento Estevão e persegue duramente os apóstolos.

Muitas pessoas estavam convertendo e indo também ao templo cumprir obrigações, outros ainda seguiam suas tradições judaicas. Porém por volta do ano 60 d.C, já com o domínio total do Império Romano a vida judaica foi oprimida levando a uma enorme insatisfação entre as pessoas o que gerava violência esporádicas. Até que se rompeu uma revolta. As forças romanas, lideradas por Tito, arrasaram Jerusalém por volta do ano 70 d.C e posteriormente derrotando o último baluarte judeu em Massada 73 d.C.

O templo foi destruído, a glória foi tirada de Jerusalém, Deus não habitava mais no templo que não mais existia. Onde Deus poderia estar habitando sem templo? Deus habitou em todos os tempos não em casas feitas por homens.

O novo tempo


Chegou à hora (e já passou da hora!) em que irão/iremos adorar o Pai em Espírito e em Verdade, não é mais Samária ou em Jerusalém, não existe mais um local pré-determinado.

Chegou à hora do exercício da verdade, do exercício do ser.

Como adorar a Deus e ser o seu templo no tempo de Narciso? “É que Narciso acha feio o que não é espelho…” (Caetano Veloso).

Como adorar a Deus num tempo sem Deus?

Como sacrificar tempo sem tempo para ser sacrifício vivo e diário para o Senhor?

Como ser adorador se o ser de hoje é possuidor, consumista? Como ser adorador no trabalho se estamos cheios de inveja, egoísmo, tentando levar vantagem, aproveitar da boa vontade do próximo?

Como ser adorador na segunda-feira e esquecer que domingo é religioso?

Como ser adorador e preocupar com a essência deixando que a forma se molde a fome de justiça?

Como ser adorador em um mundo contemporâneo cheio de templos e com tanta falta de templos vivos onde o Espírito Santo habita nos convencendo a cada dia quem somos e por que devemos mudar.

O fato é que construímos outros templos em tempos hiper-modernos!

O sacrifício do novo templo e da nova aliança é sua (minha) vida. Sem renovação/mudança de atitude não veremos a Deus (Rm 12:1,2).

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