O ser banal

por: Joaquim Tiago

Estou assistindo literalmente a ideologia da banalização.

E não estou falando somente dos programas televisivos porque já se tornou público e notório o que querem transmitir e como querem garantir a audiência.

Estou falando da condição de vida que se propaga e que querem ter nesses dias. Absorvemos o ritmo da música e vamos dançando a valsa da morte. Numa valsa como essa troca-se de par e não importa mais o sexo, o importante é dançar.

Vejo pessoas anestesiadas e sem reação, só ouvindo a melodia dizendo: – vem dançar comigo. Encantados pela beleza do mundo que nos cerca e pela ternura do caso com o descaso por um caso a mais.

O que ser banal?

É ser comum ou o que é comum para o nosso viver social.

E o que é comum socialmente hoje em dia?

O comum dos nossos dias é viver apavoradamente com medo e ansioso aproveitando o que o eu decidir. Comum não é entregar a vida sacrificando em nome do desconhecido mas garantir pela razão com uma falsa segurança o que posso ser, ganhar e ter prazer. Comum é ser tolerante! Ser tolerante esta sendo minha dificuldade com esses dias. Tudo que cultivo como valores são contraditórios, alguns que quase se perdem na guerra.

Mas o fato é que não consigo tolerar tanta besteragem, tanta burrice em nome do suposto prazer e da vulgaridade. O momento mais vulgar esta em como são formados os consumidores de veneno com gosto de liberdade, porém com digestão de encarceramento.

Como ser intolerante?

Como tolerar ladrões que me roubam sem deixar perceber e sem anunciar o assalto?

Como tolerar alguém que me chama de irmão por pura obrigação e a única coisa que ele quer dividir comigo são conveniências.

Como tolerar a corrupção de todos os “getinhos” brasileiros, inclusive os da religião em nome da boa fé?

Como tolerar os atores encenando um mundo, uma vida e um salvação de ilusão?

Como tolerar quem banaliza os famintos, órfãos e viuvas?

Como tolerar o banal que quer abusar da falta de discernimento?

As pessoas estão fazendo o que querem porque o deus desse momento é a vontade do eu. Eu quero e eu faço porque tenho minha própria liberdade. Ou sempre que devemos respeitar a vontade de cada um estamos defendendo o direito própria vontade. É imposto preciso tolerar.

O que é banal é comum e todos estão fazendo e ninguém esta aguentando segurar a pressão. Esta sendo convencido por todo mundo e quem não for uma pessoa comum ficará fora da dança e sem par, não vai poder bailar a mesma valsa da morte em vida.

O ser banal é apenas um ser comum, comungando nessa mesa da própria vontade de cada um. Tem coisas que ainda da para tolerar, mas tem muitas coisas uqe não me faz tão comum, não me faz nada bem.

Meu caro ser banal, preste atenção, podemos ser tolerantes mas não da para mim comer nessa mesa porque tenho gosto diferente e vejo a vida com outro sabor, mesmo que no fim pareça algo apenas pessoal. Cultivar valores onde a verdade só pode ser um e único por que é uma pessoa e não apenas uma racionalização me ajuda no caminho da vida e em faz bem.

Logo as pessoas vão insistir em continuar com as mesmas atitudes devido ao hábito, devido ser a única coisa que resta fazer e que se tem para ser feito neste mundo. Infelizmente é o caminho da mentira onde seu salário é a morte em vida.

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.”  (Salmos 51 : 10)

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Vidas Compartilhadas

por: Joaquim Tiago

Qual a grande vitima do tempo presente? A família!

Nunca uma instituição foi tão atacada como a família segundo pesquisadores e historiadores e por quê? Estamos vivendo a grande era do individualismo.

Vivemos dias tão forte onde não se encontra mais pessoas que carregam e nem suporta o rotulo de um clã, de um grupo ou de uma família. Cada pessoa esta desesperadamente em crise em busca de uma identidade pessoal, única e superficial. Com isso não encontramos mais compartilhamento de um valor entre pessoas, mas valores de cada um. As pessoas não querem compartilhar mais os mesmos valores por que seus valores podem prevalecer e devem prevalecer. As pessoas não vão compartilhar valores monetários pois cada um esta ganhando para si, para ter e acumular e ser o que podem e devem ser. Com seus valores monetários incompartilhados comprarão o passaporte da identidade tendo como representa-lo em uma posse ou objeto.

Vidas que não compartilham, que não divide, que não vivem desejando o bem do próximo, mas vivem salvando-se, preservando-se e alimentando o egoísmo e a vaidade.

Onde deveríamos encontrar uma maior intimidade entre as pessoas? Onde encontramos uma maior e melhor maneira de experimentarmos vidas realmente compartilhadas? Na família!

Mas qual família? Qual valor compartilhar, o meu, o seu ou o do outro? O valor individual e quem não gostar? Quem vai abrir mão dos valores e negociar?

No final dessa história presente pessoas amargam a solidão por que não se completam, apenas saboreiam seu egoísmo pensando em sua liberdade. Aproveitam um dos outros e não aproveita viver, por que ninguém se completa sozinho em si mesmo. E quem vai ceder?

Compartilhar valores não é perder a identidade, muito pelo contrário, é ser e não querer que o outro seja como você quer, mas gostar do que ele é e assim caminharmos no que somos e no que concordamos, compartilhando como sendo e se formando, um evoluindo o outro, sendo da mesma família, oferecendo o que tem de melhor e assumindo que o fim da caminhada é a mesma, mesmo que seja de formas diferentes.

“Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?” Am 3:3