por: Joaquimtiago

O amanhã nos assusta mais do que dia de hoje. A surpresa que nos cerca do que pode ou não acontecer não nos deixa dormir a vontade.

Preocupações latentes, mirabolantes e sem fim vai e vem na mente que não quer parar. A mente não quer parar e nem precisa parar por que é dela esse reino da preocupação excessiva e racional.

São inúmeras incertezas constantes que nossa mente tem que trabalhar racionalmente para resolver, inúmeros cálculos seguros, previsões fundadas em estatísticas e opiniões de mestre dos saberes terrenos do que pode e não pode acontecer. Nosso mundo hoje é regido pela razão matemática financeira capitalista neoliberal e propagadora do consumismo. O mundo financeiro é regido por guros economistas que sabe prever onde plantar para poder explorar os frutos, quanto ele vai pesar, quanto vai valer e quanto vai dar de lucro. As previsões para melhor profissão, a melhor dieta, a melhor roupa para ir à festa.

Só sabe fazer previsões quem entende bem do assunto de como as coisas vão acontecer até o futuro, baseado nos cálculos cartesianos e seguindo bem as regras. Porém o dia de amanhã continua nos assustando, principalmente se você e eu virar estatística da porcentagem de pessoas que irá fracassar, por não cumprir a ordem dos que podem ser bem sucedidos e felizes: no amor, na segurança e no sucesso profissional.

E as previsões da saúde? Todo dia se acha algo novo do que pode salvar sua vida e pode matá-lo, principalmente os alimentos cancerígenos e os que podem evitar, exemplo clássico é o humilde ovo de galinha que de vilão se tornou novamente mocinho.

Existem outras previsões que vão de experimentos científicos a mitos em nossa cultura social. Para cada dor temos um remédio e para cada sintoma um médico especialista phd e mestre. Para cada assunto que surja na mídia um especialista formador de opinião, extremamente fundado em sua própria visão, irá falar do assunto juntamente com outros especialistas de outras áreas que vão opinar sobre o mesmo assunto e dar também suas contribuições e visões do mesmo assunto. Bom, ai ficamos discutindo sobre as várias opiniões e a que forem melhor a nós vamos defender, é lógico.

Precisamos de respostas por que muitos de nós andamos preocupados, angustiados e não conseguimos mais dormir direito. Essas respostas têm que ser boas e lógicas para confiarmos, tem de vir a ser boas previsões do tipo – “tranquei a casa direitinho com todos os requisitos agora ninguém poderá entrar”.  As pessoas não querem nem mais casar por não confiar no outro.

Encontramo-nos na era em que cada ser humano acredita ter a resposta certa para todas as perguntas, caso ele não tenha se firmará em quem diz ter. Todas essas respostas e soluções têm escondido algo terrível nesta era do super-homem.

Não tenho nada contra estatísticas, previsões e estudo científicos e até me sirvo de muitos deles como possíveis ferramentas. A ciência em todos os ramos tem seu lugar, mas infelizmente no coração do novo homem tomou um lugar de deus.

Assistimos religiosamente um culto ao ser humano, são várias as formas de culto. Aquilo que cremos é o que nos guia e nos orienta, não cremos mais em soluções espirituais se não forem meramente lógicas e racionais que possamos dominar e manipular, que estejam em nosso domínio. Não cremos em soluções espirituais emocionais de paz, preferimos ficar perturbados incansavelmente pensando em uma solução. Não conseguimos ter intuições por que não nos emocionamos e choramos, preferimos à frieza da ação calculada e essa finja se emocionar. A emoção ficou cativa à diversão onde o prazer é o alvo do individualismo, do aproveitamento e do ganho consumindo objetos, pessoas, animais e outros meios que não possam me trazer problemas.

Assistimos o culto ao ser humano.

Quem precisa de Deus? E se Deus nos incomodar? Se tivermos que depender de Deus? E se Deus não estiver ao nosso serviço? Para que Deus serve?

Mesmos tendo todas as respostas que o ser humano conseguiu encontrar e as soluções que vieram ajudar a humanidade ainda encontramos problemas sem solução. O grande mal do século é a depressão.

A solução não é uma definição deuses humanos para Deus e sim Deus para pequenos humanos, se não continuará apenas deuses humanos sem Deus.

O amanhã continua nos assustando e desconfiamos que todas as previsões possam falhar. Todo divertimento pode causar um vazio maior ainda por que ele só existe para ocupar a mente de quem sabe que este sozinho, mesmo cercado por um bando de gente interesseira em consumir um ao outro. Não há limite para preencher o vazio e todos usam de tudo que possa aplacar a dor da solidão sem solução. Continuam confiando em si mesmas, acreditando que encontraram o caminho sozinho orientadas pela lógica do nada e de coisa nenhuma. O mercado deus se aproveita de quem esta perdido e ilude vendendo soluções caras e inúteis.

Quem poderá preencher o vazio do homem hipermoderno?

Quem dará essa resposta?

“Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte.” Pv 16:25

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