por: Delor

“Nossa certeza é que prosseguir, ainda que não por tentativa e erro, implica erro necessário. Entendemos que toda tentativa é erro necessário, isto é, toda tentativa é inexoravelmente errância”. (Antonio Jardim, Música: vigência do pensar poético, 2005, p. 22).

Porque não podemos admitir que para nos aproximar de alguma coisa é necessário mais do que técnica. O que faz que continuemos redirecionando o valor da verdade, aquilo que é restritamente empírico? Tais questões pertencem a ciência. É no resgatar-mos a dimensão da impossibilidade, do irreal, e da fé naquilo que esta registrado na alma, ou na memória mais profunda, onde se esconde-se a esperança e o sonho, assim como uma musa que ao se esconder nos inspira.

É essa memória que nos leva perseverá até o ato da paixão. Não quero reduzir tudo o que creio a luz científica, permitirei que a novidade do Reino de Deus ensine-me a reconhecer na radicalidade do amor: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros” (João, 13:35).

O caminho do amor é um caminho verdadeiro, porém é sempre um caminho incerto quanto a segurança pessoal, e a resposta hostil que podemos ter do mundo-sistema e das pessoas (o amor é sempre um convite a sair de algum exílio, para um o êxodo, é um sacrifício maior/ Páscoa , deixar de ser escravo é um risco). É impossível que calculemos as probabilidades da eficácia do amor quando nos doamos aos outros por amor.

Para nós que amamos, o amor pode representar sempre risco, para aqueles no qual amamos é sempre novo caminho, uma possibilidade, e uma escolha, entre: a luz e as trevas, a vida e a morte. Amor é vida plena, sob a ameaça constante da morte, mas a morte não pode detê-lo ele ressuscita, por aquele que nos deu o mandamento da amar e que já ressuscitou: Cristo Jesus.

link: Delor Júnior

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Um comentário sobre “Do calculo impossível

  1. Obrigado Bill, mais uma vez esse seu carinho com minhas palavras, mas sei que isso se deve ao nosso elo maior a Palavra, que dEle vem, nos ilumina e habita em nós. Hoje retirei todas as fotos e textos do meu arquivo, e salvei numa pasta do word, quero estar relendo, refazendo, enfim repensando. São textos desde setembro de 2010 quando fiz o face, até dia 15/05/11, últimas postagens. Mas parece que ao excluir do meu arquivo, também foram excluídas dos face’s que havia compartilhado. Não vou utilizar o face mais como se fosse um blog, não sei como isso poderia ser o veículo que necessito, ou se é isto que as pessoas querem ler em redes sociais. Mas buscarei sempre estar gerando novas palavras, num outra forma para o face, e daremos continuidade ao nosso projeto. Abraços.

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