Pondé em entrevista a rev. Veja

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo. Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

Esse entrevista esta rev. Veja, link click para ler

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sabedoria

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina

Por uma espiritualidade contemporânea

Joaquim Tiago

A noção que tenho observado na busca da espiritualidade contemporânea é também boa parte do que vivo. Somos afetados neste dias pelas necessidades de siginificados para a vida, significados espirituais que de sentido ao espírito humano.

Precisamos de orientação mais do que nunca e algo que de sentido, que alimente nossa fome de existência. Mas onde podemos buscar? Onde vamos encontrar e como se nos falta tempo?

O mundo contemporâneo é cunhado por uma enchente de informções e o consumismo desenfreado que agride a noção que podemos ter de vida. O mercado invade a noção espiritual e sem pedir licença toma o lugar de Deus e nos deixa vicíados nas prestações financeiras da conduta de vida.

Estamos todos ocupados em “ganhar a vida” perdendo simplismente a noção do que de fato estamos ganhando, se é a vida ou a morte.

Neste processo tem mais significado a vida quem tem mais bens e o bem dos valores que são invisíveis deixam de ter seu papel.

Mas os bens pregado pelo mundo do mercado contemporâneo são finitos, a maioria descartáveis, assim “mais do que nunca” devemos buscar o verdadeiro, enfrentar todas as concorrências e assumirmos uma significativa espiritualidade.

O poderes e o mundo foram oferecidos a Jesus na tentação do deserto registrado nos evangelhos. Jesus em sua busca espiritual soube responder a altura seu oponente, os valores são bem definidos pelo mestre e sua espiritualidade no deserto continua. Espero que tenhamos a mesma atitude que houve em Cristo para de fato termos uma espiritualidade contemporânea, que saibamos primeiro buscar pela comunhão do Pai e assim rejeitar as dúvidas impostas pelas propóstas sem sentido do inimigo netes dias.

Todos em direção…

As buscas e disputas,

As forças e condutas,

O medo e o discursso,

A vida e a luta,

A existência e a tensão,

 

Quanta imagem e quanta imaginação,

Mundo fundo, mundo louco,

Um mundo razo na transposição,

 

O que querem os homens?

Só querem, e o que são?

Fica essa busca

Fica claro essa de questão.

 

Joaquim Tiago

02/07/11