Contextualização da loucura da Cruz

por Joaquim Tiago, Baseado em 1Co 1.22-25

Os ‘consumistas’ pedem sinais miraculosos de prosperidade; os ‘niilistas’ para eles tanto faz como fez, deus morreu e é covarde.

Nós porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os ‘consumista’ em seu individamento e individualismo ritualizado e loucura para o ‘niilista’ pós-moderno que prefere se entregar ao acaso hedonista longe de qualquer sacrifício pessoal.

Mas para os que foram chamados, tanto os que consomem para sobreviver em um país dito emergente ou como existêncialistas dependentes, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.

Porque a loucura de Deus é mais sábia do que as resposta produzida pelo ser humano que tentou fazer na sua fuga, em seu mercado dos horrores; e a fraqueza de Deus é mais forte do que a morte, a fraqueza de Cristo e seus díscipulos é a sua força contra um mundo sem sentido.

Visto que tanto os judeus pedem milagres como os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é para os judeus, na verdade, uma pedra de tropeço, e para os gentios uma estultícia; mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

Pois a estultícia de Deus é mais sábia que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens. I Co 1.22-25

O segredo do casamento

Por: Stephen Kanitz

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

 Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

fonte: http://blog.kanitz.com.br/

“Na casa do meu Pai há muitas moradas”

por: Joaquim Tiago

Você já passou por necessidades do tipo individamento financeiro, perceguição no emprego, violência familiar, briga com o professor, vizinhança que pertuba, e outra situação em que só uma mudança poderia ser a saída?

Você já se viu em um lugar que somente com uma fuga daria para resolver o problema?

A ida para um outro país, para um outro estado, para um mosteiro, para uma outra igreja, para a boêmia (“aqui me tem de regresso”), para morar sozinho…

A história do filho pródigo é uma das mais contadas em todos os tempos, fazia parte da culltura judia, Jesus a narra para os farizeus (Lc 15). A história como muitos já sabem conta a saga de um filho em crise existêncial que mesmo estando aparentemente bem resolve sair de casa para “aproveitar a vida”. Nesta casa havia dois filhos e esse rapaz pródigo era o mais novo. Ele pede ao pai o adiantamento da herança para poder ir para uma terra distante. Partir para o mundo, sair sem rumo, pegar uma carona até o próximo posto de gasolina, fugir…

Acredito que esse rapaz tinha um sonho comum de liberdade, queria tentar bater azas e foi em busca da tal da felicidade e essa fora dos olhos do pai. O filho foi buscar o sentido da vida fora do que já existia ali na fazenda ou qual é razão de ser, ou como muitos que conheço, saiu sem rumo mesmo, “sem lenço e sem documento”.

Ele foi e acabou sofrendo as consequências. Gastou todo dinheiro com irresponsabilidade, esteve nas melhores boates e com garotas de programa como conta história (Lc 15.13;30). Mas um dia o dinheiro acabou, o cartão e o cheque especial estorou o limite e foi bloqueado, já não hávia mais crédito, nem na padaria da esquina e esse moço começou a sofrer com as consequências de suas aventuras de como tentar achar respostas.

Naquele tempo uma grande fome estava se espalhando sobre a terra, uma onda de desemprego e escassez na economia onde ele veio a passar necessidades (Lc 15.14). Como ele entendia de fazenda procurou emprego com o dono de uma que o mandou cuidar dos porcos, algo complicado para um judeu. Sua fome chegou a tal ponto de querer a comida dos porcos, mas nem essa ele pode experimentar (Lc 15.16).

Do que este jovem estava fugindo? O que seu pai representava?

O Pv 4.23 nos ensina a cuidar bem do coração, porque dele depende toda a vida, lê-se coração aqui com nosso espírito e nossas faculdades mentais e emocionais.

Somos pessoas de natureza inconstante, temos muitos desejos e quase todos eles são incentivados por esse sistema mundano de consumo. Decidimos uma coisa e fazemos outra e estamos sempre enfrentando uma crise porque desejamos demais.

Esse jovem certamente não sabia o queria da vida e sua certeza no momento era deixar o pai de lado para fugir. As vezes agimos assim também com Deus, acabamos deixando o pai de lado porque não sabemos o que queremos da vida e nem de Deus.

O que fazer com o desejo realizado?

A herança não foi negada, talvez ele insistiu até o pai aceitar, o pai foi justo e atendeu. A paternidade não foi negada. As vezes queremos tanto uma coisa e no final se a temos já perdemos. Pedimos e até termos algo de Deus como um dom, mas como usá-lo?

Quando ele caiu em si teve sorte por não ser tarde de mais, mesmo vivendo uma vida de miséria teve clareza de sua situação. Enquanto estamos bem, o dinheiro ta rolando, ainda não escorregamos, temos saúde, vamos levando, vai gastando a vida até que se quebre a cara e volte-se ao juízo (Lc 15.27). Ai surge o pensamento: Na casa do meu pai eu posso ser gente novamente, não preciso fingir e nem pagar por isso, posso existir sem ter que disfarçar. Muitos não tem a mesma sorte e não consegue voltar, principalmente os que conhece o entorpercente crake.

Dinheiro é poder, uma entidade que da uma certa força para existência, mas um dia a festa acaba e o jovem novamente foi bater no chiqueiro da crise existêncial.

A principal parte dessa história foi a atitude que ele tomou, foi humilde em reconhecer de onde vei e onde estava.

Você esta fugindo do seu pai?

Quando você pensa em sair de casa ou mudar pra bem longe ou mesmo quem já esta distante, como você faz para suprir a falta de um pai? Todo jovem quer ser independente, ter suas responsabilidades e arcar com elas.

O Pai nosso de cada dia não é simplismente nosso pai biológico. Quantos de nós não queremos a mesma coisa, ter uma vida idependente, sem precisar recorrer ao Pai Celestial e ai fugimos, mudamos de uma lugar para outro arrumando uma saída. Quando não há dependência relacional passamos pelo processo de cumprir um ritaul sem vida. Que dia vamos cair no juízo e arrepender, sair desse chiqueiro existêncial. Na casa do Pai de Jesus a alimento para o espírito.

A herança já nos foi dada pela graça, temos a vida e essa é uma boa recompensa. Agora o que faremos com ela?

Nosso Pai não é um pai que simplismente abandona o filho a própria sorte poupando a si mesmo de mais uma grande dor de cabeça. Essa é a história do Senhor nosso Deus, um pai apaixonado pela sua criação. Ele esta esperando, um dia o filho voltar para fazer uma festa, se alegrar com o retorno do filho a comunidade esperitual.

Jaco mentiu para seu pai Isaque, mas não conseguiu mentir para Deus.

Onde você esta agora como filho? Pense na herança que o Pai lhe deu, sua vida, o que você esta fazendo com ela? Onde esta gastando sua herança? Do que você esta fugindo?

Seu Pai esta lhe esperando, esperando sua volta, a uma festa preparada para você (Lc. 15.32).