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“Nesta vida sem sentido eu já vi de tudo: um justo que morreu apesar da sua justiça, e um ímpio que teve vida longa apesar da sua impiedade.” (Eclesiastes 7.15).

Já dizia o Maluco Beleza – “Mas é de batalha que se vive a vida”.

Que sentido há nessa vida quando vemos o leme do navio mudar derrepentemente. Fazemos muitos planos, sonhamos e criamos regras para todos eles e num vento noturno, numa tempestade tudo muda e o barco toma outro rumo. Pensamos em todos os sonhos como se fossem real e devemos sonhar onde realmente vamos ancorar nossas embarcações com nossa família, mas o tempo não respeita nossa viagem, ás águas se revoltam. O navegante Paulo naufragou em meio a ilhas bem distantes numa viagem missionária, estava tudo certo para chegar em seu destino. A melhor coisa a se fazer neste momento é não desesperar, é realmente alimentar a fé, ficar em silêncio e refazer toda viagem, se refazer, Paulo sabia quem os estava levando e para onde, refazer todos planos para saber se vamos chegar ao porto realmente seguro.

Se você conversar com um viajante, um pescador experiente labutado de travessias e perguntar o que ele já presenciou, vai ouvir a resposta seguinte: “eu já vi de tudo”! A vida é mesmo uma grande surpresa e assustadora, um grande mistérios que ronda-nos e não precisa ser muito crente e nem ter papo de religioso para perceber as coisas, vejo existências inexplicáveis.  Acreditamos sempre que encontramos determinados sentidos e esse nos faz sonhar, nos faz trabalhar para poder ganhar o mundo ou todo mundo que nos foi propagandeado, mas numa pequena mudança de rumo vemos tudo desmoronar, o sentimento de frustração é o pior que se pode imaginar e nos perguntamos – mas eu acreditei tanto, porque?

O sábio já disse, encontramos sentido naquilo que a gente faz, na expressão de quem somos, aqui vejo que o perigo é maior, justamente aqui, fazer para quem e porque, fazer é sentido e expressão do ser. Mas a quem vamos oferecer é o que nos completa? Vivemos fazendo, trabalhando e exercitando todo tempo o que temos e quem somos, se não sabemos a quem oferecer tudo fica sem o devido sentido e a batalha da vida esta perdida. Velejamos sem rumo ou num rumo em que a fantasia midiática nos fez sonhar para benefício de quem nos aliena.

Saiba para quem você esta navegando, saiba quem esta lhe dando essa viagem, por que como Paulo, se um dia o barco naufragar, se ele enterrar no meio de um banco de areia, você não vai ficar frustado, mas aprenderá que ali também faz parte do tempo e do sentido, o sentido da vida.

O temor do Senhor é princípio de toda sabedoria.

Joaquim Tiago

 

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