Ostentado pela Cruz

axicfm1

O mundo e todos em Jerusalém esperavam o messias, todos o aguardavam e tinham esperança de dias melhores.

No relato de João em seu evangelho, nos primeiros dias do ministério de Cristo logo após de ter sido batizado por João Batista seguindo bem a frente ele encontra Simão e o convida para segui-lo, continuando o caminho ele vai para Galileia e encontra Filipe e faz o mesmo convite, tendo ele também aceitado de bom grado.

Quando Filipe encontrou Natanael disse a ele: “‘Encontramos aquele a respeito de quem Moisés escreveu na Lei, aquele anunciado pelos profetas. É Jesus, filho de José. Ele veio de Nazaré!’. Natanael perguntou: ‘Nazaré? Você está brincado!’.” Filipe falou com ele para vir e ver de perto, convidou para vê-lo como ele é. Natanael em seu primeiro contato com Jesus o Messias, fica surpreendido com a revelação sobre quem ele era e de onde esteve, o que levou Natanael a seguinte conclusão: “ ‘Rabi! O senhor é o Filho de Deus, o Rei de Israel!’.” Tudo esta registrado no evangelho de João no capítulo 1 a partir do dos versos 35 até o 51.

O Rei dos Judeus, esse é o tão esperado senhor, a esperança de um Messias libertador de Israel, um libertador revolucionário, forte e político, um rei nos moldes de Davi vindo do povo, da plebe.

João Batista aparece batizando e chamando todos ao arrependimento, seguidos por seus discípulos asceta, eles vão atravessando toda a região do rio Jordão anunciando a mensagem do arrependimento para os que creem serem também batizados pois Deus perdoará, esta era sua mensagem: “ ‘Alguém está gritando no deserto: Preparem o caminho para o Senhor passar! Abram estradas retas para ele! Todos os vales serão aterrados, e todos os morros e montes serão aplanados. Os caminhos tortos serão endireitados, e as estradas esburacadas serão consertadas. E todos verão a salvação que Deus dá’.”(Lucas 3,4b-6). A multidão vinha se encontrar com João Batista e ele gostava muito de deixar claro, estava chegando alguém mais importante do que ele e que ia batizar a com o Espírito Santo, com fogo.

João Batista acabou chamando muito a atenção dos sacerdotes que logo envia os levitas para investigarem se ele era o Messias do qual todos estavam aguardando ou temendo seu nascimento. Quando o encontraram perguntaram logo quem ele era. João Batista não disfarça e vai direto ao assunto: “ ‘Eu não sou o Messias’.” (João 1,20) Então quem é você? Elias o arrebatado que poderá voltar também? Um profeta? E João Batista disse novamente, não. Os oficiais precisavam levar uma resposta até seus superiores, dai insistem com João Batista no que ele declara ser apenas: “a vóz do deserto preparando o caminho reto”, o que pode ter ocasionado uma maior intriga sem solução. “ ‘Eu batizo apenas com água. Uma pessoa que vocês não conhecem já está entre nós. Ele vem depois de mim, mas é muito mais importante. Na verdade, não sou digno de carregar a sua mala’.” (João 1,26-27)

João Batista viu a Cristo, Cristo foi até ele para ser batizado, batizou e ouviu Deus com sinal da pomba em sua cabeça quando pronunciou: “ ‘Você vai ver o Espírito descer e parar sobre um homem. Esse é quem batiza com o Espírito Santo’. E eu vi isso e por esse motivo tenho declarado que ele é o Filho de Deus.” (João 1, 33-34)

Muitas as evidências, muitas são as declarações e revelações acerca do Messias, de Cristo, o grande rei, nosso libertador que veio para salvar a todos desde o seu nascimento como no batismo e início de seu ministério, ele foi acompanhado de grandes sinais, milagres e prodígios principalmente entre os pobres, humildes e quebrantados de coração.

Sobretudo quando lemos os evangelhos algumas pessoas assustam, parece o libertador ter tomado outro rumo, parece que Cristo toma outro caminho e nesse momento não deixou também de ser incompreendido, até mesmo por João Batista. A voz do deserto que preparou o caminho quando estava aprisionado por Herodes questionou: “ ‘João, o Batista, nos enviou para perguntar: O senhor é aquele que estávamos esperando, ou teremos de esperar mais?’ (…)”.(Lucas 7,18-23) Logo vei a boa nova em resposta por Cristo demonstrando todos os feitos aos menos favorecidos e ainda mandou o recado para o maior entre todos os homens até aquele dia, com uma assinatura – “E felizes são as pessoas que não duvidam de mim!” (Lucas 7,18-23)

O Rabi revolucionário que ostenta o reino onde o maior é aquele que deve servir a todos é o que caminha para morte, sendo entregue nas mãos dos seus inimigos. Cristo não enganou a todos, Ele é a encarnação da verdade como amor, ele da testemunho da verdade, “todos os que são da verdade me ouvem” (João 18, 37) porém nem todos entenderam.

Jesus Cristo faz o caminho revolucionário até Jerusalém, muitos acreditavam em uma tomada do governo novamente e expulsão dos romanos, mas aconteceu o que parecia contrário e tudo que ele fez foi ensinar como amar, iniciou o seu reino mas ele não é como os reinos deste mundo. Em Jerusalém o grande Rei e prometido Messias foi traído, já estavam desconfiados, entregue nas mãos das autoridades e condenado como um criminoso por formação de quadrilha, incentivar as pessoas a terem consciência da verdade e através da fé em Deus, o que foi provocando uma ira nos religiosos. Ele proclamou outro Senhor para um Novo Reino.

Agora Jesus tem a Cruz para ostentar sua vida.

A morte de Cristo tem duas dimensões – espiritual e natural o que entendo ser a mesma coisa em funções diferentes. Ele negou todos os poderes deste mundo em todas as dimensões praticas convertendo ao poder do amor ao Pai e ao próximo.

Para o conceito hebraico yasha, “salvar”, significa “salvar pessoas de um perigo ou catástrofe” ou “libertar cativos”, salvação neste mundo, salvação política em todas as dimensões, assim o fez mas não entenderam o Cristo como Rei sendo entregue assassinado, ou não entenderam que reino ele veio inaugurar pois a salvação Hebraica e também social e política. Essa ele já estava realizando no amor. Na maior parte entendemos mais como o conceito grego soteria traduz para nós, esse tendia a referir-se ao ato de ser resgatado da “existência corporal” e dai ficamos pensando por que então para eles era tão importante ter um libertador integral. Salvação na cultura grega é ser aliviado do fardo de uma “existência material”, em outras palavras salvação deste mundo e não no mundo, dicotomia das coisas, ex: é só ir para o “céu”, o que faz muitas pessoas pensarem que não precisam se envolver com boas obras segundo Efésios 2,10.

Ele veio para nos salvar espiritualmente da condenação do pecado e ele em todas as suas dimensões, assim ele foi condenado como a nossa justiça, porque a justiça do Pai não era mais a mesma praticada neste mundo e mesmo os legalista já não sabiam ser justos.

Cristo é nosso sumo sacerdote que foi a nossa justiça perfeita, justificando-nos em si em sua condenação e como ovelha não abriu a boca, o homem perfeito remindo o mundo.

Ele veio nos ensinar a viver como pessoas salvas. Você não vai ser crucificado em uma praça pública, pelo menos na maior parte dos países onde há liberdade para expressar sua fé, sobretudo cada discípulo vai levar a cruz no seu sacrifício vivo é a única garantia de ostentação da sua vida, ou na melhor definição sustentação. É o que sustenta nossa vida, o sacrifício de Cristo.

O que ostentou nosso grande Rei e Messias? A vida de Cristo foi seu amor e seu sacrifício, sua cruz. Se a semente não cair e morrer não haverá fruto, não haverá a nova família, não haverá um novo Reino, o testemunho da verdade.

O que sustenta nossa vida é o amor de Cristo que nos livra da condenação de si mesmo e da ostentação dos que se poupam acreditando ganhar a vida, pois essa já se perdeu.

Seu sangue é a nova aliança, seu sacrifício a nova vida. Foi perdendo a vida que ele há novamente formou e tentando achá-la que a perdemos todos os dias.

A sociedade vive sem vida se ostentando em nada, o deus do vazio, o mercado financeiro muito antes também conhecido como mamom, os salvos se ostentam em Cristo porque ele venceu o mundo, o único que pode nos doar a vida, no sacrifício vivo da mudança da nossa mente operado pelo Espírito Santo.

Quando você quiser viver se ostente também em sua cruz porque fora dela tudo é falso e passageiro e morto.

A mesma cruz que ostentou a morte de Cristo é que sustenta a nova vida de quem esta Nele, fora dele não há sustentação e toda ostentação é falsa e sem vida.

Joaquim Tiago

Ostentando a Cruz

Jesus carregando a Cruz

 

“E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Filipenses 2:8)

Uma promessa em Gênesis 3,15 – “Declaro guerra entre você e a Mulher, entre seu descendente e o descendente dela. Ele ferirá sua cabeça, e você ferirá o calcanhar dele.”. Quando é que Deus deixou de cumprir uma de suas promessas? Nunca! Não sabemos a contagem do tempo, andamos em ansiedade e com pressa, mas em Deus tudo é eterno e agora. Tudo começou em amor e terminará em seu amor.

O primeiro homem falhou e falhou a humanidade junto, escolheu conhecer o bem e o mal como Deus, ser como Ele e não depender Dele para qualquer conhecimento. O homem não conhece mais a si mesmo, o outro e faz uma grande confusão na sua independência, chama o que é ruim de bom e o que é bom de ruim e com o passar dos tempos conseguiu multiplicar o erro. “Vejam o que aconteceu: a humanidade conhecia Deus perfeitamente, mas deixou de tratá-lo como Deus, recusando-se a adorá-lo, e foi reduzida a um tão terrível estado de insensatez e confusão que a vida humana perdeu o sentido (…) Como se recusaram conhecer Deus, logo perderam a noção do que significa ser humano: mulheres não sabiam mais ser mulheres, homens não sabiam mais ser homens (…) são vazios de Deus e do amor divino, perversos infelizes e sem amor humano.” (Romanos 1,18-32).

O filho do homem vei com a promessa e cumprindo todo amor ao mundo, o único filho que foi dado para que todos os que cressem nele possam ter vida eterna (João 3,16). O filho do homem veio resgatar a humanidade da não humanidade, porque agora temos um novo Adão, um novo modelo para sermos, sendo uma nova pessoa, no que é ser humano. Ele possuía a humanidade real. “Tentem pensar como Cristo Jesus pensava. Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito dessa condição, de modo algum. Quando sua hora chegou, ele deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano! E, depois disso permaneceu humano. Foi sua hora de humilhação. Ele não exigiu privilégios especiais, mas viveu uma vida abnegada e obediente, tendo também uma morte abnegada e obediente – e da pior forma: A CRUCIFICAÇÃO.” (Filipenses 2,5-8)

O mal neste mundo e seu sistema de governo nos desumaniza, nos faz cada vez mais desumanos, indiferentes e independentes de Deus e do próximo e ficamos ostentando o falso e o ridículo de nossa mais profunda crise existencial, usamos o mal para o bem próprio e o bem para maltratar, inversões de valores de quem já não conhece a Deus. Uma sociedade perdida e sem salvação tentado salvar a si mesmo e seus interesses no caminho que não seja o sacrifício.

A glória de Cristo foi sua humilhação, também seu caminho, Ele ostentou o amor e esse sacrificial, porque todo amor como verdade é sacrifício e quem não é não conhece a Deus porque Deus é amor e quem não ama esta perdido e não sabe quem ser. Quem não ama não sabe o que é ser verdadeiramente humano como Cristo foi.

“Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina”

(Fernando Pessoa – O guardador de rebanhos – VIII)

Joaquim Tiago

(22/10/13)

Cultura da Ostentação

charge ostentacao

“Jesus respondeu: ‘Meu Reino não consiste naquilo que pode ser visto. Se fosse, meus seguidores lutariam para que eu fosse entregue aos judeus. Mas não sou esse tipo de rei, não um rei conforme o mundo’.” (João 18,36)

Nas minhas aulas de antropologia meu sábio professor, missiólogo, nos ensinava que a cultura são as lentes que nos faz enxergar o mundo, os óculos que abre nossos olhos para entender a realidade. Deus não tem cultura, Ele esta acima de qualquer cultura, nós é que temos e fazemos nossa cultura, mitos, costumes, religiões, doutrinas, repetições milenares, disciplinas. Deus pode comunicar conosco através da cultura, usar a cultura para nos falar de forma que entendamos e na sua ação mudá-la.

A palavra costume se diz em grego: ethos – donde temos também a palavra ética. Em grego, existem duas vogais para pronunciar e grafar nossa vogal e : uma vogal breve, chamada epsilon, e uma vogal longa, chamada eta. Ethos, escrita com a vogal longa, significa costume; porém, escrita com a vogal breve, significa caráter, índole natural, temperamento, conjunto das disposições físicas e psíquicas de uma pessoa.

Todos os costumes que temos estão profundamente relacionados aos valores que cultivamos, a ética que temos ou que nos é proposta por nossa sociedade e fazem parte da nossa cultura e como enxergamos o mundo em nossa volta – Exemplo: No Brasil temos o costume de comer arroz com feijão e carne para quem tem mais condições ou ovos para os menos condicionados, isso varia em algumas regiões já na China a culinária da parte norte (inclusive de Pequim) se caracteriza principalmente pela importância das massas e frituras: talharim, pastéis, bolinhos de carne, etc.

Um dos costumes morais e valores que estão fortemente presente nos dias atuais é advindo do mercado marcante e nesse o da ostentação. Enxergamos o mundo de hoje por lentes dos óculos que nos vendem para abrir nossos olhos ao consumo.

Se por um lado não teríamos necessidade de ostentar aquilo que é natural na vida como o dom que Deus nos oferece, por outro lado uma ética distorcida nos faz viver/ver o que a sociedade nos pede, nos cobra assustadoramente e nos vende como a solução e depois impõem seus juros – uma cultura criada por homens gananciosos.

Você já notou que numa generalização cultural somos preocupados insistentemente com a imagem e como somos forçados a colocar nossas “boas” fotos em redes sociais. Ficamos perturbados como seremos vistos, curtidos e como estamos aparecendo, porque é assim que culturalmente se enxerga a vida, também pela lente da ostentação, até do que não somos ou do nada que estamos vivendo. Já vi gente que por um tempo conseguiu manter-se nessa linha depois sumiu, faliu, ta devendo e pensa em voltar.

Fico pensando quando Pilatos perguntou a Jesus Cristo se ele realmente era o rei dos judeus, rei dos judeus naquela situação, entregue para ser julgado como criminoso pelo seu próprio povo. Em um silêncio profundo, juntamente com um olhar messiânico da paz, Cristo responde a ele – “O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO”.

Cuidado meu caro amigo(a), nessa cultura de ostentação o preço que se paga é alto de mais porque os valores são outros e não os da vida real, são falsos e implantados por outro reino, outro governo. O que vemos constantemente pelas lentes sociais é uma profunda crise existencial forçada, assim, o que mais se deseja é ser ostentando com o que na verdade não somos.

Joaquim Tiago

(17/10/13)

Ostentação cultural

manga fruta

Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo; pois a vaidade será a sua recompensa. (Jó 15:31)

 

Uma grande mangueira ostenta seus frutos, em tempos de manga encontramos mangas lindas e crescente, a mangueira mostra sua natureza e também sua  função. A ostentação celebra, exibe.

Quando uma árvore ostenta seus  frutos apenas esta mostrando quem é oferecendo seu melhor trabalho, sua melhor produção e porque faz parte da criação de Deus.

O pavão quando abre suas lindas penas fazendo um baile de encantamento esta ostentando aquilo que tem de melhor, suas maravilhosas cores e desenhos que formam todo um conjunto harmônico.

A natureza ostenta o que simplesmente é, e da forma como foi criado.

Em nossa natureza humana essa ideia ganhou outros adereços e outras conotações devido a grande crise existencial sobre quem somos e como seremos aceitos.

Se o sentido de uma mangueira é gerar seus frutos, qual o sentido da vida humana? A existência de uma mangueira como de vários espécies de plantas esta ligado ao seus frutos que geram mais frutos e abençoa a terra e de quem é beneficiado com sua generosa safra. Quem já chupou uma manga doce sabe do que estou falando.

Nós seres humanos estamos permanentemente buscando sentido ao que somos e o que viemos produzir com nosso trabalho neste universo, gerar frutos que abençoa, que ostenta a existência. Mas, que frutos estão sendo gerados? São seus?

Diferente de uma mangueira ou de um pavão que se afirmam naturalmente e não estão muito preocupados em serem aceitos, já sabem a que veio, em nossa profunda crise de ser rejeitado ostentamos muitas vezes quem não somos, o que não temos, perdidos no que queremos.

Ostentamos o que nos é imposto por uma cultura cada vez mais artificial e antinatural que se beneficia economicamente da crise de cada um. Se você não possui o que dar sentido aqui nesse mundo, não demonstra e não leva vantagem. Quem você é?

Fico pensando qual foi realmente os frutos da ostentação de Cristo.

Cristo naturalmente também humano, o homem perfeito, sem Ele sua crise não terá fim.

Joaquim Tiago

(16/10/13)

 

O monstro na sua vida

Coringa-Divulgacao

 

“Primeiro vem o orgulho; depois, a queda – quanto maior é o ego, maior é o tombo.” (Provérbios 16,18)

Hoje em dia todos temos uma razão para o erro que seja politicamente “correta”, estamos tentando sobreviver sob a lei da vantagem e de si proteger. Faz-se uma teoria enorme em defesa própria para dar razão ao pecado e porque foi cometido, feito com as próprias mãos.

O grande fator é que esquecemos ou tentamos ignorar que mesmo usando todos nossos argumentos nada vai mudar os fundamentos da vida e as consequências serão sempre as mesma e possivelmente piores.

As consequências de um erro pensado, elaborado, transforma o nosso monstro num ser cativo, domesticado, faminto e grande. Esse monstro vai consumir a existência do seu dono, mesmo com toda razão de uma pseudomoral, a vida nessa vida perde todo seu valor, toda verdade de ser.

Cuidado com o que você aprova ou com o que esta sociedade esta permitindo tão assustadoramente, cuidado com as terríveis palavras – “esta certo, você foi a vítima” – neste momento, quando você acreditar que esta ganhando na verdade estará perdendo, estará morrendo em si, estará se afundando, afundado no orgulho, na auto suficiência.

Quem foi chamado pelo Espírito Santo ouviu a voz dizer para NÃO se anular numa neurose religiosa, foi chamado a ter identidade, ter existência e nessa aprender a saber fazer a escolhas, escolher amar e o amor é um sacrifício.

Nosso monstro tem fome de direitos, tem fome de si mesmo, do grande ego, da morte em vida e não da vida que morre para outra vida.

A decisão é sua/nossa, domesticar e alimentar o monstro e esse mesmo vir a nos engolir e assim a sociedade maldosamente aplaudir expressando uma boa teoria dando razão que garante o errado “correto”. Não adianta fugir, ele vai atrás de você, não adianta mentir com uma nova teoria, ele quer te mastigar e não adianta dopá-lo com alguma espécie de droga legal ou ilegal, é a sua existência que ele quer. Você deve enfrenta-lo, hoje mesmo. Como?

O amor é uma DECISÃO, uma escolha da vida para a vida, e é a melhor maneira de vencer a si mesmo, de sacrificar seu monstro. Mas, cuidado que ele volta com outras teorias e razões por isso não perca seu foco, sua verdadeira razão de vida.

“Ouçam com atenção: a não ser que o grão de trigo seja enterrado no solo e morra para o mundo, não será nada mais que um grão de trigo. Mas, se for enterrado, irá brotar e se reproduzir muitas e muitas vezes. Do mesmo modo, qualquer um que se apega à própria vida apenas com ela é a está destruindo. Mas, se você perde sua vida, sem criar obstáculos ao amor, você a terá para sempre, pois é a vida real e eterna.” (João 12, 24-25)

Joaquim Tiago

(15/10/13)

Por fé no mundo sem fé

Pela fé estou sendo chamado a caminhar em um mundo já sem fé.

Paulo quando escreve ao seu discípulo Timóteo naquele tempo e contexto, estava preparando seu filho na fé para ter ânimo, nos últimos dias daqueles dias as pessoas não suportariam a verdade (2Tímoteo 4). Paulo apóstolo o instrui para seu tempo e do nosso também, avisa-o para manter-se firma na fé e conservar sempre a sua consciência limpa, fazer o que tem certeza do que deve ser feito, sem medo (1Timóteo 1).

Acreditar quando todo mundo esta acreditando não é muito difícil, a mídia faz isso todo tempo conosco. Acreditar que a bíblia não é palavra de Deus esta fácil, não é mais difícil desacreditar na verdade, mesmo porque os que professam crer, quase não crê em toda bíblia e só em “promessas”.

A fé não é uma palavra cabalística e mágica ou um sentimento de alto ajuda que transforma todas as coisas num simples passe de encantamento, fé é o conhecimento de Deus e da sua vontade e saber quem Ele é, saber que Deus tem poder para realizar todas as coisas, inclusive dizer não as nossas paixões.

Como você vai chegar até Deus se você não acredita Nele? Em outros casos desconfia de sua vontade. Se confiamos em tudo menos em Deus, não confiamos em quase nada porque tudo neste mundo passa como a chuva de ontem. Deus permanecerá e sua vontade também, mesmo você não acreditando. Deus ira atender quem o procura (Hebreus 11, 5-6), porém vivemos em um tempo em que a última coisa que as pessoas procuram é Deus e quando pensa em fazer é via mágica que também chamam erroneamente de fé. Leia Hebreus capítulo 11 e descubra como aquelas pessoas tinham fé e o que receberam.

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

 

Joaquim Tiago

(3/10/13)

“A Casa caiu”

1231705_498531580237188_223801144_n

Quando se faz uma construção não é segredo para ninguém que tudo começa nos fundamentos, nas bases e naquilo que quase ninguém vê, não aparece. O fundamento é a base de toda boa construção que ainda esta de pé, ele esta bem abaixo do solo como uma raiz de uma árvore linda e frondosa. Quando vemos um edifício enorme, por mais alto que seja existe uma estrutura quase do mesmo porte na sua base.

Quando vamos construir uma casa, morada ou qualquer obra da vida, a maior preocupação deveria ser sua base. Existem sempre sérios riscos numa construção, começando pelo terreno onde estamos trabalhando para o desenvolvimento do projeto até o fim da obra o que pode levar a vida toda. O tempo não perdoa e com ele os desafios naturais vem. Tempestades, chuvas, ressecamento, abalos, ferrugem, mofo, infiltração, desgaste e várias outra situações permanentes. Os desafios são constantes e podem abalar estruturas frágeis. Lembram o ditado – “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura”.

Acredito que a nossa vida, família e a nossa comunidade de fé também é uma casa como a nação de Israel foi na sua peregrinação, a grande casa do povo de Deus foi ampliada com a nova aliança. Construir uma família e viver uma comunidade de fé como não é tarefa fácil. No projeto de construção civil existe cálculos possíveis e exaustivos.

Necessário é cavar muito, ir bem fundo no assunto vida, família e Corpo de Cristo, saber os papéis e suas definições com funções, preparar materiais de qualidade e entender quanto peso vai ser colocado sobre esses alicerces e ter intuição espiritual. Mesmo a vida nos surpreendendo e mudando de rumo como o clima que nos apavora, se faz necessário nos manter firme por ser nessa morada que encontramos o sentido existencial.

Uma das tempestades que mais tem soprado hoje em casas vivas e/ou comunidades de fé (famílias) é o poder e a corrupção. Vivemos em meio a chuvas de ostentações, é uma tormenta sem fim, como em um tsunami sísmico provocando ondas gigantes, a sociedade esta afetada em cheio junto com seus projetos e obras atuais. Quando o vento do mercado e do consumo sopra ou a onda da inveja e do orgulho bate em cheio no fundamento raso e sem qualidade leva a casa junto ou provoca sérias rachaduras. Depois da tempestade, se as casas não resistiram, essas obras ficam condenadas porque vão cair ou se segurar em outra que já esta no chão.

Sem estrutura que segure e que de sustentação a vida, a morada vem a baixo, p teto cai na cabeça de todos. A melhor coisa a se fazer neste momento é não sair colocando a culpa no diabo e nem falar que foi castigo de Deus, também fazemos escolhas e somos responsáveis pela nossa semeadura. Pessoas que porventura não tem escolhas quando faz sua habitação em lugares arriscado, tem que aprender a escolher as suas representações para protege-las. Estamos muito preocupados com a imagem, com a aparência de nossas casas e as comunidades de fé. Damos muita importância aos vitrais, aos púlpitos e a televisão de led que vai estar conectada a “71 canais de entretenimento”, mas esquecemos do que não tem aparência, do que não se vê, da base, do chão! Invertemos as prioridades e nesse caso fundamentamos errado a obra da vida, projetamos e nosso lar em coisas que não da sustentação nenhuma, é simplesmente raso e vai ser levado pela enxurrada, mais cedo ou mais tarde.

Sobre o mesmo chão, quando edificamos nossa morada no Senhor nosso Deus edificamos em Cristo, edificamos a morada em fundamento inabalável, no firme fundamento da vida, da fé. É muito legal ter uma casa aparentemente estável e atraente aos olhos, fazer parte da moda, mas é triste quando vemos que nela não há sentido e que a qualquer momento pode vir ao chão – quanto maior o edifício maior é a queda.

A casa caiu? Comece novamente! Agora pelos fundamentos verdadeiros, cave fundo, vai na raiz, mesmo que não tenha aparência ou que não chame atenção, depois do chão e do fundo do posso não tente dar nova cara ao projeto, dê motivos corretos para uma nova morada, para a existencia verdadeira.

“Se o Eterno não construir a casa, a obra dos construtores não passará de frágeis cabanas. Se o Eterno não guardar a cidade, o vigia noturno não servirá pra nada. É inútil levantar cedo e dormir tarde, Trabalhar como um alucinado. Você não sabe que ele gosta de dar descanso a quem ama?” (Salmo 127,1-2)

Joaquim Tiago
(2/10/13)