1231705_498531580237188_223801144_n

Quando se faz uma construção não é segredo para ninguém que tudo começa nos fundamentos, nas bases e naquilo que quase ninguém vê, não aparece. O fundamento é a base de toda boa construção que ainda esta de pé, ele esta bem abaixo do solo como uma raiz de uma árvore linda e frondosa. Quando vemos um edifício enorme, por mais alto que seja existe uma estrutura quase do mesmo porte na sua base.

Quando vamos construir uma casa, morada ou qualquer obra da vida, a maior preocupação deveria ser sua base. Existem sempre sérios riscos numa construção, começando pelo terreno onde estamos trabalhando para o desenvolvimento do projeto até o fim da obra o que pode levar a vida toda. O tempo não perdoa e com ele os desafios naturais vem. Tempestades, chuvas, ressecamento, abalos, ferrugem, mofo, infiltração, desgaste e várias outra situações permanentes. Os desafios são constantes e podem abalar estruturas frágeis. Lembram o ditado – “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura”.

Acredito que a nossa vida, família e a nossa comunidade de fé também é uma casa como a nação de Israel foi na sua peregrinação, a grande casa do povo de Deus foi ampliada com a nova aliança. Construir uma família e viver uma comunidade de fé como não é tarefa fácil. No projeto de construção civil existe cálculos possíveis e exaustivos.

Necessário é cavar muito, ir bem fundo no assunto vida, família e Corpo de Cristo, saber os papéis e suas definições com funções, preparar materiais de qualidade e entender quanto peso vai ser colocado sobre esses alicerces e ter intuição espiritual. Mesmo a vida nos surpreendendo e mudando de rumo como o clima que nos apavora, se faz necessário nos manter firme por ser nessa morada que encontramos o sentido existencial.

Uma das tempestades que mais tem soprado hoje em casas vivas e/ou comunidades de fé (famílias) é o poder e a corrupção. Vivemos em meio a chuvas de ostentações, é uma tormenta sem fim, como em um tsunami sísmico provocando ondas gigantes, a sociedade esta afetada em cheio junto com seus projetos e obras atuais. Quando o vento do mercado e do consumo sopra ou a onda da inveja e do orgulho bate em cheio no fundamento raso e sem qualidade leva a casa junto ou provoca sérias rachaduras. Depois da tempestade, se as casas não resistiram, essas obras ficam condenadas porque vão cair ou se segurar em outra que já esta no chão.

Sem estrutura que segure e que de sustentação a vida, a morada vem a baixo, p teto cai na cabeça de todos. A melhor coisa a se fazer neste momento é não sair colocando a culpa no diabo e nem falar que foi castigo de Deus, também fazemos escolhas e somos responsáveis pela nossa semeadura. Pessoas que porventura não tem escolhas quando faz sua habitação em lugares arriscado, tem que aprender a escolher as suas representações para protege-las. Estamos muito preocupados com a imagem, com a aparência de nossas casas e as comunidades de fé. Damos muita importância aos vitrais, aos púlpitos e a televisão de led que vai estar conectada a “71 canais de entretenimento”, mas esquecemos do que não tem aparência, do que não se vê, da base, do chão! Invertemos as prioridades e nesse caso fundamentamos errado a obra da vida, projetamos e nosso lar em coisas que não da sustentação nenhuma, é simplesmente raso e vai ser levado pela enxurrada, mais cedo ou mais tarde.

Sobre o mesmo chão, quando edificamos nossa morada no Senhor nosso Deus edificamos em Cristo, edificamos a morada em fundamento inabalável, no firme fundamento da vida, da fé. É muito legal ter uma casa aparentemente estável e atraente aos olhos, fazer parte da moda, mas é triste quando vemos que nela não há sentido e que a qualquer momento pode vir ao chão – quanto maior o edifício maior é a queda.

A casa caiu? Comece novamente! Agora pelos fundamentos verdadeiros, cave fundo, vai na raiz, mesmo que não tenha aparência ou que não chame atenção, depois do chão e do fundo do posso não tente dar nova cara ao projeto, dê motivos corretos para uma nova morada, para a existencia verdadeira.

“Se o Eterno não construir a casa, a obra dos construtores não passará de frágeis cabanas. Se o Eterno não guardar a cidade, o vigia noturno não servirá pra nada. É inútil levantar cedo e dormir tarde, Trabalhar como um alucinado. Você não sabe que ele gosta de dar descanso a quem ama?” (Salmo 127,1-2)

Joaquim Tiago
(2/10/13)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s