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O mundo e todos em Jerusalém esperavam o messias, todos o aguardavam e tinham esperança de dias melhores.

No relato de João em seu evangelho, nos primeiros dias do ministério de Cristo logo após de ter sido batizado por João Batista seguindo bem a frente ele encontra Simão e o convida para segui-lo, continuando o caminho ele vai para Galileia e encontra Filipe e faz o mesmo convite, tendo ele também aceitado de bom grado.

Quando Filipe encontrou Natanael disse a ele: “‘Encontramos aquele a respeito de quem Moisés escreveu na Lei, aquele anunciado pelos profetas. É Jesus, filho de José. Ele veio de Nazaré!’. Natanael perguntou: ‘Nazaré? Você está brincado!’.” Filipe falou com ele para vir e ver de perto, convidou para vê-lo como ele é. Natanael em seu primeiro contato com Jesus o Messias, fica surpreendido com a revelação sobre quem ele era e de onde esteve, o que levou Natanael a seguinte conclusão: “ ‘Rabi! O senhor é o Filho de Deus, o Rei de Israel!’.” Tudo esta registrado no evangelho de João no capítulo 1 a partir do dos versos 35 até o 51.

O Rei dos Judeus, esse é o tão esperado senhor, a esperança de um Messias libertador de Israel, um libertador revolucionário, forte e político, um rei nos moldes de Davi vindo do povo, da plebe.

João Batista aparece batizando e chamando todos ao arrependimento, seguidos por seus discípulos asceta, eles vão atravessando toda a região do rio Jordão anunciando a mensagem do arrependimento para os que creem serem também batizados pois Deus perdoará, esta era sua mensagem: “ ‘Alguém está gritando no deserto: Preparem o caminho para o Senhor passar! Abram estradas retas para ele! Todos os vales serão aterrados, e todos os morros e montes serão aplanados. Os caminhos tortos serão endireitados, e as estradas esburacadas serão consertadas. E todos verão a salvação que Deus dá’.”(Lucas 3,4b-6). A multidão vinha se encontrar com João Batista e ele gostava muito de deixar claro, estava chegando alguém mais importante do que ele e que ia batizar a com o Espírito Santo, com fogo.

João Batista acabou chamando muito a atenção dos sacerdotes que logo envia os levitas para investigarem se ele era o Messias do qual todos estavam aguardando ou temendo seu nascimento. Quando o encontraram perguntaram logo quem ele era. João Batista não disfarça e vai direto ao assunto: “ ‘Eu não sou o Messias’.” (João 1,20) Então quem é você? Elias o arrebatado que poderá voltar também? Um profeta? E João Batista disse novamente, não. Os oficiais precisavam levar uma resposta até seus superiores, dai insistem com João Batista no que ele declara ser apenas: “a vóz do deserto preparando o caminho reto”, o que pode ter ocasionado uma maior intriga sem solução. “ ‘Eu batizo apenas com água. Uma pessoa que vocês não conhecem já está entre nós. Ele vem depois de mim, mas é muito mais importante. Na verdade, não sou digno de carregar a sua mala’.” (João 1,26-27)

João Batista viu a Cristo, Cristo foi até ele para ser batizado, batizou e ouviu Deus com sinal da pomba em sua cabeça quando pronunciou: “ ‘Você vai ver o Espírito descer e parar sobre um homem. Esse é quem batiza com o Espírito Santo’. E eu vi isso e por esse motivo tenho declarado que ele é o Filho de Deus.” (João 1, 33-34)

Muitas as evidências, muitas são as declarações e revelações acerca do Messias, de Cristo, o grande rei, nosso libertador que veio para salvar a todos desde o seu nascimento como no batismo e início de seu ministério, ele foi acompanhado de grandes sinais, milagres e prodígios principalmente entre os pobres, humildes e quebrantados de coração.

Sobretudo quando lemos os evangelhos algumas pessoas assustam, parece o libertador ter tomado outro rumo, parece que Cristo toma outro caminho e nesse momento não deixou também de ser incompreendido, até mesmo por João Batista. A voz do deserto que preparou o caminho quando estava aprisionado por Herodes questionou: “ ‘João, o Batista, nos enviou para perguntar: O senhor é aquele que estávamos esperando, ou teremos de esperar mais?’ (…)”.(Lucas 7,18-23) Logo vei a boa nova em resposta por Cristo demonstrando todos os feitos aos menos favorecidos e ainda mandou o recado para o maior entre todos os homens até aquele dia, com uma assinatura – “E felizes são as pessoas que não duvidam de mim!” (Lucas 7,18-23)

O Rabi revolucionário que ostenta o reino onde o maior é aquele que deve servir a todos é o que caminha para morte, sendo entregue nas mãos dos seus inimigos. Cristo não enganou a todos, Ele é a encarnação da verdade como amor, ele da testemunho da verdade, “todos os que são da verdade me ouvem” (João 18, 37) porém nem todos entenderam.

Jesus Cristo faz o caminho revolucionário até Jerusalém, muitos acreditavam em uma tomada do governo novamente e expulsão dos romanos, mas aconteceu o que parecia contrário e tudo que ele fez foi ensinar como amar, iniciou o seu reino mas ele não é como os reinos deste mundo. Em Jerusalém o grande Rei e prometido Messias foi traído, já estavam desconfiados, entregue nas mãos das autoridades e condenado como um criminoso por formação de quadrilha, incentivar as pessoas a terem consciência da verdade e através da fé em Deus, o que foi provocando uma ira nos religiosos. Ele proclamou outro Senhor para um Novo Reino.

Agora Jesus tem a Cruz para ostentar sua vida.

A morte de Cristo tem duas dimensões – espiritual e natural o que entendo ser a mesma coisa em funções diferentes. Ele negou todos os poderes deste mundo em todas as dimensões praticas convertendo ao poder do amor ao Pai e ao próximo.

Para o conceito hebraico yasha, “salvar”, significa “salvar pessoas de um perigo ou catástrofe” ou “libertar cativos”, salvação neste mundo, salvação política em todas as dimensões, assim o fez mas não entenderam o Cristo como Rei sendo entregue assassinado, ou não entenderam que reino ele veio inaugurar pois a salvação Hebraica e também social e política. Essa ele já estava realizando no amor. Na maior parte entendemos mais como o conceito grego soteria traduz para nós, esse tendia a referir-se ao ato de ser resgatado da “existência corporal” e dai ficamos pensando por que então para eles era tão importante ter um libertador integral. Salvação na cultura grega é ser aliviado do fardo de uma “existência material”, em outras palavras salvação deste mundo e não no mundo, dicotomia das coisas, ex: é só ir para o “céu”, o que faz muitas pessoas pensarem que não precisam se envolver com boas obras segundo Efésios 2,10.

Ele veio para nos salvar espiritualmente da condenação do pecado e ele em todas as suas dimensões, assim ele foi condenado como a nossa justiça, porque a justiça do Pai não era mais a mesma praticada neste mundo e mesmo os legalista já não sabiam ser justos.

Cristo é nosso sumo sacerdote que foi a nossa justiça perfeita, justificando-nos em si em sua condenação e como ovelha não abriu a boca, o homem perfeito remindo o mundo.

Ele veio nos ensinar a viver como pessoas salvas. Você não vai ser crucificado em uma praça pública, pelo menos na maior parte dos países onde há liberdade para expressar sua fé, sobretudo cada discípulo vai levar a cruz no seu sacrifício vivo é a única garantia de ostentação da sua vida, ou na melhor definição sustentação. É o que sustenta nossa vida, o sacrifício de Cristo.

O que ostentou nosso grande Rei e Messias? A vida de Cristo foi seu amor e seu sacrifício, sua cruz. Se a semente não cair e morrer não haverá fruto, não haverá a nova família, não haverá um novo Reino, o testemunho da verdade.

O que sustenta nossa vida é o amor de Cristo que nos livra da condenação de si mesmo e da ostentação dos que se poupam acreditando ganhar a vida, pois essa já se perdeu.

Seu sangue é a nova aliança, seu sacrifício a nova vida. Foi perdendo a vida que ele há novamente formou e tentando achá-la que a perdemos todos os dias.

A sociedade vive sem vida se ostentando em nada, o deus do vazio, o mercado financeiro muito antes também conhecido como mamom, os salvos se ostentam em Cristo porque ele venceu o mundo, o único que pode nos doar a vida, no sacrifício vivo da mudança da nossa mente operado pelo Espírito Santo.

Quando você quiser viver se ostente também em sua cruz porque fora dela tudo é falso e passageiro e morto.

A mesma cruz que ostentou a morte de Cristo é que sustenta a nova vida de quem esta Nele, fora dele não há sustentação e toda ostentação é falsa e sem vida.

Joaquim Tiago

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