jesus curando o cego

 

“Assim como me enviaste ao mundo, eu os envio ao mundo”  João 17, 18

Teoria é conhecimento e conhecimento espiritual é fé. Fé é o conhecimento das realidades espirituais, aquilo que não se vê mas crê na sua existência trazendo para existir. (Hebreus 11,1).

Coragem é colocar a fé em prática, é ter atitude e sem medo exercer e acredita.

Disciplina é praticar com ordem, com conhecimento e organização.

Quando tomamos conhecimento ou nos é revelado um entendimento e não colocamos em prática o que nos falta é coragem, atitude. Quando agimos com entusiasmo sem ordem, desorganizado, correndo o risco de dar errado o que nos falta é disciplina.

Infelizmente nós criamos uma distância e diferenças entre teoria que é o conhecimento e a prática, principalmente nós os ocidentais, o que pode fazer do conhecimento teórico algo inútil correndo o risco de morrer até o próximo conhecimento ser colocado.

“A fé sem obras é morta!” (Tiago 2, 18-20) – Nós falamos que temos fé, mas qual o resultado da sua fé, o que ela tem produzido? Será que esta faltando coragem, atitude e nela disciplina? Visão daquilo que deve ser feito e como deve ser feito? Fomos salvos mediante a maravilhosa graça de Cristo para realizarmos as boas obras. (Efésios 2,10)

 

1. Como foi feito o chamado em Cristo?

A transformação do conhecimento em prática. O chamado de Cristo aos seus discípulos foi feito pelo caminho, caminhando com fé ao encontro dos que criam (Lucas 5, 1-12).

Já havia muitos discípulos que vei das caminhadas de Cristo, que já estavam seguindo Jesus, porém o Mestre separa para si um grupo íntimo, os 12 vocacionados, os 12 discípulos (Lucas 6, 12-19).

Pelo caminho Jesus chamou Mateus (Mt 9,9-13). Ele era judeu com nome judaico Levi. Trabalhava para si mesmo prestando serviço ao governo de Roma. Seu trabalho era uma concessão pública e era muito rendoso. Por causa de seu trabalho era desprezado e odiado por seus compatriotas. Jesus o amou, presenteou com uma grande salvação. O chamado de Cristo a Mateus o fez deixar seu serviço para dedicar a sua nova vocação (se é que podemos chamar de vocação). Já outros discípulos continuaram com sua vocação/dom, mas sendo discípulos e onde estavam fizeram sua contribuição, veja Nicodemos.

O chamado de Nicodemos (João 3). Nicodemos converte, mas não é um apóstolo, continua sua profissão e faz sua contribuição universal como discípulo. Nicodemos era um Fariseu que, como “líder dos Judeus”, parece ter sido um membro do Sinédrio. Ele aparece três vezes no Evangelho de João. Nicodemos é algumas vezes identificado como discípulo secreto de Jesus ou como um que representa aqueles que tinham falta de fé suficiente para o apoiar abertamente. Jesus quando estava de noite, veio quando era dia, trazendo consigo generosas quantidades de especiarias para ajudar José de Arimatéia a preparar o corpo de Jesus para ser colocado no sepulcro e fazendo publica seu discipulado. Mesmo não sendo um apóstolo deu sua contribuição de discípulo e de chamado.

Você deve deixar tudo que te impede de ser um discípulo de Cristo, porém você pode ser um discípulo de Cristo em inúmeras situações inclusive trabalhando, prestando seu serviços.

 

3. A teoria e conhecimento em Cristo (João 17, 6-12)

Em Lucas 10 Jesus coloca seus discípulos a prova e a prática, ele envia 70 deles para irem e repetirem sua prática com fé. Esse conhecimento era passado de forma teórico e prática em todo tempo, o talmidim tinha que comer da poeira dos Rabinos como discípulos tinham que andar com Cristo em toda parte vendo- realizar todos os milagres e sempre orando.

Uma igreja de Cristo é feita de discípulos de Cristo que vão alcançar outros discípulos de Cristo. A coragem no chamado esta na prática do discípulo de Cristo.

O que é um discípulo?  “Um discípulo é alguém que crê em tudo que Cristo disse e faz tudo que Cristo manda.” No contexto do Novo Testamento não existe ninguém que seja convertido e não seja um discípulo. Convertido, salvo, discípulo, são todos termos que se referem a uma mesma pessoa, sendo que, cada termo salienta um aspecto diferente da vida ou experiência desta pessoa. Quem é discípulo de Cristo obedece ao seu Chamado.

 

4. “A grande omissão na grande comissão”

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28:19-20)

Por que vivemos uma grande crise da igreja e muitos estão se tornando tão desigrejados? Estamos assistindo a grande omissão na grande comissão, na inversão das polaridades. A primeira ordem de Cristo foi para fazermos discípulos dele/para e assim nos reunirmos como comunidade/igreja da melhor forma para os discípulos terem comunhão e nela o partir do pão, oração e conhecimento do Senhor. Vivemos o contrário, nos omitimos em sermos discípulos e em alcançar outros discípulos para construirmos igrejas sem eles ou discípulos de um programa ou de uma instituição.

“É um erro trágico pensar que, ao partir, Jesus estava nos dizendo para começarmos igrejas, conforme a definição desse conceito nos dias de hoje. De tempos em tempos, pode ser apropriado começar uma igreja. No entanto, o objetivo de Jesus para nós é muito mais amplo que isso. Ele deseja que estabeleçamos postos avançados ou bases de operação para o reino de Deus onde quer que estejamos. É desse modo que a promessa de Deus a Abraão — de que por meio dele e de sua descendência os povos da terra seriam abençoados (Gn 12:3) — é levada a seu cumprimento. O efeito externo dessa vida em Cristo é uma revolução moral perene, até que o propósito da humanidade na terra tenha se cumprido. (…) Devemos enfatizar que a Grande Omissão da Grande Comissão não se refere à obediência a Cristo, mas, sim, ao discipulado, ao aprendizado com ele.”WILLARD, Dallas – A grande omissão; Ed. Mundo Cristão

O que nos falta não é tempo, vida e conhecimento, o que nos falta é coragem, atitude, a mesma que ouve em Cristo Jesus que mesmo sendo Deus esvaziou-se da sua Glória vindo a ser servo, tornando-se humano, foi sua hora de humilhação (Filipenses 2,5-8).

Joaquim Tiago, 19/11/13

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