ceia da paixao

A páscoa também conhecida como a festa dos pães sem fermento marca o dia exato em que Deus libertou o povo Israelita da escravidão no Egito.

O Eterno deu ordens a Moises para instituir a festa para que todos lembrassem e quando os filhos perguntassem o porquê eles deveriam explicar a eles: “É o sacrifício da Páscoa feito ao Eterno, que não passou pela casa dos israelitas no Egito quando o atingiu com morte. Em vez disso, ele nos resgatou.” (Êxodo 12,27) “Esse dia da libertação e da dedicação deverá ser comemorado, foi instituído por Deus a Moisés e de Moisés para o povo” (Êxodo 13,3-5).

Nesta ocasião os israelitas passavam sete dias comento pães sem fermento e todo primogênito deveria ser dedicado ao Senhor e um cordeiro era sacrificado.

 

A festa dos pães sem fermento.

A festa da páscoa também ficou conhecida como a festa dos pães sem fermento, deveriam pegar todo fermento dentro de casa e jogar fora.

Por que não usar o fermento nos pães?

Um pouco de fermento pode levedar toda a massa, o fermento muda o caráter do pão e ele fica de forma diferente, não é original.

O fermento era símbolo de corrupção e da maldade – veja Mateus 16,6. O fermento ilustra a falsa doutrina, Paulo em 1 Coríntios 5,6-8, faz um paralelismo entre a festa dos pães ázimos e o tipo de pureza que o crente deve ter – veja Mateus 16,12. Todo sacrifício deveria ser feito sem fermento.

 

Nossa páscoa.

O mais interessante em toda essa história de vida e de fé é que Cristo participa com seus discípulos antes da sua morte e sacrifício da mesa da páscoa, ele convida seus discípulos a comerem e comemorar a última páscoa (Lucas 22,7-8).

No momento em que Cristo esta com os discípulos naquela última ceia Ele também é o cordoeiro pascoal, o cordoeiro presente que pronuncia o pão como sua carne e o vinho como seu sangue, carne e corpo entregue por todos e o vinho e sangue como a nova aliança. Jesus Cristo é nosso cordeiro santo que uma vez por todas foi sacrificado para nos libertar do pecado e da morte.

 

Nossa páscoa diária.

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“O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.” (1 Coríntios 5:6-8).

Jesus Cristo é a nossa páscoa e ela agora se faz todos os dias, não temos apenas um feriado para estar nela, ela já esta pronta. O cordoeiro pascoal tirou o pecado do mundo. Como devemos comemorar do nosso culto de todos os dias?

Para a páscoa do cordeiro que tirou o pecado mundo devemos tirar o fermento da vida e da igreja, assim se comemora a páscoa. Só comemoramos a páscoa com pão sem fermento, sem deformação.

Prestem a atenção, havia um fermento na igreja de Corinto, algo muito grave que estava contaminando todo o pão que é todo o corpo, um pecado grave. O filho pai estava tendo um caso com sua madrasta de seu pai, e todos sabiam e não faziam nada (1 Coríntios 5,1-3), mas o pior disso tudo é que a fama já havia se espalhado que eles eram imoral e para piorar ainda mais essa situação, eles estavam orgulhosos disso tudo.

Paulo já tinha explicado que eles não deviam se associar aos imorais do sistema, mas não os imorais que vivem no sistema mundano como nosso, mas claramente e simplesmente os que se dizem irmãos e professam a mesma fé e são da rebelião do sistema mundano.

Não existe páscoa com fermento e não existe sacrifício com pecado.

Quando lemos esse texto nos apegamos à situação de pecado e de escanda-lo, mas a situação que Paulo determina como algo terrível e que estava corrompendo a igreja e mudando todo o corpo era o ORGULHO.

Se existem um fermento que tem alterado nossa vida e a igreja é seu orgulho. Segundo Tomás de Aquino o orgulho é pai de todos os pecados. Muitas comunidades, igrejas e corpo estão inchados e corrompidos por causa do seu orgulho e não é fácil lidar com ele, esse é um fermento forte, muda tudo, corre-se o risco da rebelião. Não pode existe a páscoa com orgulho, não se comemora o sacrifício de quem nos amou e se humilhou com orgulho.

Nossa páscoa já esta pronta, ela é presente, o nosso presente da salvação, comemoremos nossa festa com Cristo retirando todo fermento que nos tem prejudicado, que não nos faz.

“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Provérbios 16:18)

Feliz Páscoa do nosso Cordeiro Jesus Cristo.

Joaquim Tiago

(Páscoa de 2014)

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