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“Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo.” (Paulo Francis)

Quanto ódio gratuito distribuído nesses dias, às pessoas nunca foram tão do contra. O rancor ganha cada vez mais voz nas redes sociais, nas conversas entre amigos, nos bares, em filas, nas igrejas e nas ruas.

O que estamos odiando tanto? Você já se fez essa pergunta? O que nosso inimigo merece? Cadeia, ficar pobre, ter uma doença, morrer, ser humilhado, ser um perdedor, uma bela surra, terminar o namoro, separação do casamento, ser traído? Qual o desejo que domina nosso coração?

Esta acontecendo revoltas e pedidos de revoluções, inconformismos com as situações dos governos políticos, socais, religiosos, relacionais entre amigos e casais, revolta pessoal. Quanto ódio existe por trás de cada pedido de revolta e revolução? Dizem os especialistas que o ódio pode nos cegar. Não é fácil lidar com o ódio, com esse sentimento maldoso.

“O ódio é um sentimento intenso de raiva e aversão. Traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo. O ódio pode se basear no medo a seu objetivo, já seja justificado ou não. O ódio é descrito com frequência como o contrário do amor, ou a amizade; outros, como Elie Wiesel, consideram a indiferença como o oposto do amor.” (wikipedia.org/wiki/Ódio)

Na opinião de Sigmund Freud, o ódio é um estado do ego que procura realizar-se pela destruição do ser odiado.

O medo é a questão que perturba a mente tão maquiavélica, se tenho medo é melhor odiar e destruir a causa desse medo. Se não puder eu mesmo destruir para evitar ser incriminado pela moral vou usar as palavras, as redes sociais, as conversas de boteco, as fofocas espalhadas maldizendo a vítima. A opressão do dinheiro, fingir ser melhor que o outro, mandar para o inferno, isolar, ser indiferente, desejar o mal com todas as forças do coração, rir da desgraça alheia, tentar ser bem melhor que o odiado.

O sistema financeiro em que sobrevivemos trabalha produzindo medo, o medo de ser e de não ser, de ter e de não ter. O medo é fruto da dúvida e da insegurança e ai surge o ódio de quem é e de quem tem. Ser, ter, parecer e poder, elementos complicados em nossa existência produzido pela mídia que ampara o sistema formando a ideologia.

O amor pode vencer esse medo, o amor vence todo medo, quem ama confia. Mas amor é algo tão subliminar para um mundo tão materialista, o amor é algo tão subjetivo para um sistema tão objetivo, o amor é espiritual e as coisas desse mundo são tão reais. O fruto da violência é olho por olho e dente por dente, se te bateu na face devolva com força maior, se te agrediu verbalmente arrume argumentos que faça o outro ser pior. Quanto mais aumenta o mal, mais o amor acaba. O amor esta parecendo uma real utopia e um engano e aqui nessa terra os fortes sobreviverão, um mundo de meritocracia, darwinismo social, um sistema legalista. Para o sistema o certo é ir tomando a força, ir abatendo o inimigo.

Se você vive ligado nesse sistema e nesse mundo, infelizmente vai continuar com medo, inseguro e com ódio.

Sigo o mestre Jesus Cristo, eu sei que ele enfrentou todo ódio fruto do pecado que havia nessa terra quando aqui esteve. O ódio de Anás e Caifás que viram alguém questionar seus poderes e revelar o que é a lei de fato. Cristo enfrentou o ódio dos fariseus que o seguiam e investigavam sua vida para matá-lo, inventaram tantas coisas para difamá-lo a ponto de afirmar que operava por belzebu. O ódio de Judas, mesmo convivendo com ele tão próximo durante três anos teve a coragem de se vender para traí-lo. O ódio da multidão inflamada quando escolheram o preso Barrabás em seu lugar na crucificação.

Porque os lideres a as pessoas tiveram tanto medo de Cristo Jesus?

Jesus Cristo é a verdade, as pessoas tem medo da verdade! Temos medo de encarar a verdade! Verdade de quem somos de fato, do que temos e do que deveria ser.

Cristo sendo verdadeiro gerou insegurança e insegurança gerou o medo e o medo gerou o ódio. Tudo ficou revelado! Quem todos eram, quem somos e como devemos ser. Mas o mesmo Jesus é o caminho e a vida. O caminho de Cristo é o amor e o amor é contra o sistema e contra o eu, o amor em Cristo é real e mesmo sendo Deus viveu como homem e sofreu toda humilhação.

O mundo não precisa de (mais) ódio, o ódio não conseguiu resolver nada nessa sociedade e a história (mais que) comprovou esse fato, temos que encarar a verdade, é só com amor onde lançamos fora o medo.

Quem de fato é o seu inimigo?

“’Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” (Sermão do Monte – Mateus 5:43-45)

Joaquim Tiago Bill
(20/03/15)

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