Causar para a vida

A vida não é apenas um acontecimento. Os acontecimentos da vida não é apenas a sua sobrevivência. O que é a vida?

O que pode causar a vida e o que podemos fazer da vida uma causa?

Quais as causas dos acontecimentos que ocorrem em sua vida? Os acontecimentos não são apenas por ocasiões, todos os acontecimentos tem causa e existem ocasiões que sempre estarão abaixo dos melhores motivos da existência.

As causas que faz da vida muito melhor do que qualquer acontecimento tem motivos bem claros e melhores do que qualquer ocasião surpreendente, mesmo estando sujeitos as ocasiões.

Ninguém pode dar a si mesmo e a outro o fôlego e a permanência, podemos cooperar com a sobrevivência e é dever de quem serve amar ajudar. Quem da a vida é quem criou, a existência permanente.

A vida criada de quem formou o tudo para cada ser foi feita com uma causa. Para cada ecossistema existe um universo de cooperação e nele cada parte tem sua função, tem motivos que não são por ocasiões em busca da sobrevivência. No ser homem existe consciência da relação.

Quem abandonou seu criador, abandonou sua causa, não quer mais a árvore da vida e consciência verdadeira na relação. O que foi feito pela semelhança em sua liberdade preferiu o fruto do conhecimento do bem e do mau, tornou-se causa de si mesmo e agora apenas sobrevive aos acontecimentos do exercício da sua força em contradição.

Joaquim Tiago Bill
(27/05/15)

Em que lugar deveria estar na mesa do Senhor?

Neste domingo ouvimos pelo amigo Jorginho na sua função pastoral a exposição de João 13, revelando o lugar dos discípulos na mesa do Senhor e principalmente o lugar privilegiado de João recostado no peito de Cristo, o lugar de Pedro e o lugar de Judas tão próximo e tão longe.

Cristo abre aquele momento com a palavra assustadora de que um dos que ali estavam iria traí-lo, ou já estava o vendendo e também se vendendo ao estado, a religião do poder e a prosperidades. E quem poderia ser esse negociante?

Como começar uma reunião dessa forma, como cear depois de saber que o momento ficou sem gosto ou ficou amargo? Pedro estava curioso, queria saber, e quem sabe, comprovar que não era ele, ou Pedro queria mesmo era pegar o cabra que estava tramando essa safadeza. João logo tão próximo conversou com Cristo para saber de quem se tratava.

O sinal o próprio Cristo anunciou ofertando o primeiro pedaço do pão da ceia molhado no vinho para o traidor, que recebendo e percebendo saiu da reunião e foi possuído por Satanás.

Nessa mesma reunião estão presente o Cristo, a intimidade, o curioso, o traidor e o próprio inimigo, Satanás. Frequentamos hoje a mesma mesa do Senhor, em nossas reuniões da igreja e nas ceias congregacionais. Qual é seu lugar, onde estamos ocupando, o lugar que preferimos ser?

“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. (Mateus 6:33,34)

Joaquim Tiago Bill
(25/05/15)

Entretenimento Religioso

entrenimento religioso

O fardo da vida é pesado e esses dias tem deixado um volume cada vez maior. Enfrentamos desafios constantes e como no dito popular, é matar um leão por dia. A crise sempre rondou o mundo, e agora ronda com afinco nossas vizinhanças.

Devido ao grande estresse do acumulado de preocupações e a correria para cumprir todos os compromissos diários estamos sempre naquela situação de cansaço e da fadiga, convivemos com a ansiedade prevendo o tempo futuro sem saber se vamos dar conta de cumprir com tudo.

Nesse momento nada melhor do que o entretenimento, nada melhor do que esquecer os problemas e aliviar o fardo se divertindo ou sendo levado pelo caminho da autoajuda. Distraímo-nos com tudo que pode nos satisfaz e nos levar a um alívio imediato, como já disse o poeta: “satisfação garantida, obsolescência programada”.

Como a religião também é social, dependendo da situação ela acaba adquirindo rápidos padrões da nossa cultura, principalmente esses que dão mais resultados e mais retorno, logo o entretenimento será uma forma de culto.

Pessoas estão frequentando muitos cultos para buscar esse alívio imediato, se distrair e sair do sufoco gerado pelo peso da vida estressante ou o contrário, fazem do entretenimento e distrações um culto e seus elementos divindades adoradas. Os líderes tem agora uma nova função, gerar algo emotivo e que traga uma distração com um bom entretenimento no nível dos mais sofisticados para atender aos consumidores.

As sagradas palavras de Jesus Cristo “negue-se a si mesmo, tomem também sua crus” (Mt 10,38) e “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16:33) já não fazem mais sentido. Nessa contextualização hermenêutica da pós-modernidade transformou o texto em… Obrigado Jesus porque você levou a crus por mim e tende bom animo que você não será afligido em nada e seu chamado é de cabeça nessa terra, vencedor, vitorioso, e os que te viram passar na prova hoje vão ter que te ver sorrindo deles.

O homem sempre enfrentou esse tipo de problema, a busca de um deus ou algo sobrenatural que responda seus anseios, que faça algo em troca de uma oferenda, de um sacrifício, de um trabalho encomendado, de uma lógica do credo no crédito. Dá-se um crédito ao deus, deposita um crédito nesse deus para que ele fique devendo um favor, uma alegria e resolver meus problemas adquiridos com essa vida aflita. Os adoradores desses deuses o buscam de forma que lhe de um retorno, uma alegria, um distração, um alívio e uma satisfação garantida, uma solução bem prática e na autoajuda. Bezerros de ouro são adorados por que o Deus se calou ou porque esta demorando, nesse momento ninguém se aquieta diante do mistério vislumbrando a voz no silêncio. Nesse momento o sacerdote não aguenta a pressão do povo que pede uma forma para serem atendidos.

Entretenimento pode ser bom, faz parte da vida se divertir, faz parte da vida ter momentos de lazer e de prazer, mas isso não resolve as questões mais sérias, em alguns casos só nos faz esquecer e adiar o que tem que ser feito e como agir. Natural para o ser humano querer fugir dos problemas para não assumir culpa, ter juízo e consciência. Melhor ter um deus para resolver a nossa parte onde transferimos para sua conta nossas necessidades.

No culto feito com a vida existem momentos em que não da para brincar e vamos ter que suportar o que é sério e necessário. Como iremos à igreja e como igreja chegará até nós? Vamos esquecer os problemas, resolver os problemas ou trazer mais problemas para a vida? “Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja.” (1Co 14.26) “O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. (Ef 4:14-16).

Na vida do culto onde existe uma junção cada parte deve realizar sua função crescendo em amor onde o corpo fique ajustado pelo auxílio de todos. O culto não é o seu entretenimento particular e você não é um cliente em potencial ouvindo um animador de eventos que fica inventando teologia egoísta de poder.

Deus que é Pai de Cristo Jesus se manifesta na forma da comunhão onde damos graça pelo pão que é o corpo de Cristo repartido a todos entre todos. “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. (Mt 18,20)

Joaquim Tiago Bill
(22/05/15)

Sexo sem Compromisso

cereja

A prostituição, o adultério e o sexo sem compromisso é uma atração da não correspondência. Correspondência vem de co-responder, de equivalência e retribuição.

O ato que não corresponde ao próximo ele é subtraído à força. Forçadamente porque responde apenas aos próprios anseios da posse. Não retribui por ser comprado pelo mau emprego e pago no uso indevido no corpo do próximo e semelhante.

O ato que adultera o compromisso firmado, responde também para benefício próprio na busca do prazer egoísta. O ato sem compromisso busca respostas vazias para alimentar os usuários de corpos no gozo da solidão insignificante.

Tirar a força, sequestrar o semelhante, adulterar compromissos para si mesmo e buscar o prazer na irresponsabilidade e não ter compromisso é fazer sempre do outro objeto de uso individualista, por vingança ou prazer próprio. Nada disso corresponde a ninguém, não responde a vida porque não retribui, somente subtrai para fruto do egoísmo e da masturbação mental. Vontade consumista, hedonista. Tudo isso é injustiça e injustiça é PECADO!

Temos que ser justo com o outro e consigo mesmo, responder a vida correspondendo por fidelidade e o compromisso. Se queremos o prazer da satisfação e do gozo precisamos pensar que sozinhos tudo é fantasia individualista. Satisfação com o próximo é união, unidade e casamento. Quem recebe prazer também pode da prazer, quem oferece prazer por amor não se sente obrigado, mas grato. Quem oferece por gratidão esta numa aliança formalizada e comprometida e não esta sozinho imaginando apenas para si um mundo de ilusões.

Devemos aprender a dar para poder saber receber, aprender a relacionar numa aliança e aliança é o compromisso para não retirar, subtrair apenas para si na ilusão de que a vida é só sua. Não devemos se prostituir, nem se vender apenas a si.

“Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele”. (Hebreus 10:38)

Joaquim Tiago Bill
(04/05/15)