Pré-conceito, conceito e casamento

The White House is illuminated in rainbow colors after today's historic Supreme Court ruling legalizing gay marriage in Washington June 26, 2015.    REUTERS/Gary Cameron
The White House is illuminated in rainbow colors after today’s historic Supreme Court ruling legalizing gay marriage in Washington June 26, 2015. REUTERS/Gary Cameron

Para muitas questões da vida existem conceitos formados e adotados como prática e sentido. Existem conceitos diferentes a respeito de Deus adotados por várias religiões e até mesmo grupos comunitários e sociais.

Os conceitos são formados principalmente e devidamente nas famílias, no ambiente familiar, quando ainda criança as pessoas aprendem seguindo o exemplo dos seus tutores e posteriormente em grupos sociais e hoje em demais mecanismos de convívio.

Conceitos devem ser aprendidos, ensinados e compartilhados em seus meios. Conceitos não podem e nem devem ser impostos, obrigados, principalmente dentro da sociedade maior e livre, laica. Temos que aprender a respeitar o conceito de vida do outro que não fere a cidadania e a ética social.

Conceitos sobre o que devo vestir e alimentar não deveriam ser uma ideologia imposta num pré-conceito do que seja o melhor e mais bonito para ser comprado.

No pré-conceito já temos a definição no termo, a palavra se define, é um pré-julgamento, uma definição de antemão onde as pessoas formulam idéias antes de conhecer e aprender sobre o determinado conceito. Muitos já fazem um julgamento até mesmo impondo o seu conceito sobre a escolha do outro, não respeitando a liberdade e decisão.

O grande mal estar social de redes é que quase não existe fundamentação em conceitos defendidos e pregados. São ideologias superficiais e ondas da moda onde se mistura várias idéias, é o famoso pluralismo ideológico facetado e politicamente correto. Todo mundo agora fala da crise financeira, mas poucos apontam um conceito formado, fundamentado. Ter um pré-conceito é muito mais fácil e bem mais rápido.

Tenho um conceito formado sobre casamento e relacionamento entre pessoas do mesmo sexo e de sexos diferentes e até mesmo sobre o que é o sexo. Se alguém aceitar conhecer posso explicar. Convivo com um grupo social com o mesmo conceito (até onde eu sei RS..). Não estou aqui convivendo nessa sociedade e ambiente livre para impor este conceito.

Sei que existem outras formas de casamento e outras normas culturais, outros conceitos e modalidades, isso não é novidade no mundo. Numa sociedade laica e livre todos merecem respeito. Se existe uma luta jurídica para assegurar os direitos civis nos contratos sociais de casamento, tais como divisão de bens ou comunhão de bens e reconhecimento social, os cidadãos em questão merecem TODO O RESPEITO e devem ter seus direitos garantidos por um estado democrático constituído de leis que os garantem sem discriminação.

Respeitando as diferenças conviveremos bem melhor, não precisamos de guerra e nem de perseguição, isso é uma batalha que já esta perdida em todos os lados.

Nas redes sócias existe liberdade de conceitos e cada pessoa posta o que deseja, mas conceitos não podem ser impostos, conceitos são ensinados e aprendidos. Respeitando sua liberdade, mereço a liberdade que tenho nos meus conceitos formados quando os tenho, sem pré-conceito e imposição.

“Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres” (Voltaire)

Joaquim Tiago Bill

A morte da fama

Banksy artwork

Ser famoso deve ter suas vantagens, inclui-se aqui na fama principalmente as redes sociais, mesmo depois de morrer a pessoa pode ter seu desejo eternizado e de forma trágica não ir descansar. Luxuria capital.

Redes sociais expõe e amplia cada vez mais o lado podre de uma sociedade postada, curtida e compartilhada (fatiada).

“Quem não sonhou em ser um jogador de futebol” (Skank) ou quem pelo menos não sonhou em ter um minuto de atenção e fama, mesmo usando a bizarrice e a desgraça alheia. Os livres fins acabam justificando todos os meios de liberdade no uso das moderníssimas funções do (i)Smartphone, o que faz do seu constante uso uma paranoia coletiva.

Usuários adoecidos pelo condicionamento psíquico são obrigados a aproveitar cada pedaço da vida para gravar, fotografar e filmar aquele momento, mesmo ele sendo desnecessário, é a exposição da ostentação e da irrelevância.

Dantesco sentimento, uma verdadeira disposição mental reprovável. Privacidade para momentos individualistas e esquizofrenia para mostrar a fatia do que se chama de sucesso.

Agora nem os mortos podem descansar mais, e da bizarrice da fama em busca de atenção e ser eternizado, vale qualquer curtida, compartilhada e postar-se ao lado do defunto reconhecido, que pode causar a fama fúnebre, mesmo sendo de forma trágica.

Com tudo isso, quem vai descansar em paz?

Joaquim Tiago Bill