Vencendo o medo

davi e golias

Como vencer o medo? Confiança!

O medo não acaba, ele fica lá como um sinal de pisca alerta e uma luz no fundo da vida ou como o despertador no modo “soneca” que a cada 10 minutos vai mostrando que a hora está passando e o tempo está acabando.

O alarme aumenta a medida que a confiança vai diminuindo e não sabemos mais que horas são. Não sabemos se ainda temos tempo depois de tanto prorrogar os 10 minutos. Só vencemos o medo se confiarmos na hora certa e que o pisca alerta apenas está mostrando que sabemos qual atitude tomar para não ficar parado ali vendo o perigo que corremos e o risco que temos.

O medo vai ser menor se tivermos a maior confiança. Como confiar, como aumentar nossa confiança? Como saberemos crer?

Vai depender sempre em quem ou no que depositados nossa real certeza. Ter certeza é saber que fizemos tudo o que esteve ou está honestamente e justo ao nosso alcance e que depois somente dependerá de quem nos fez saber e nos capacitou com a certeza de poder agir. É como um médico em uma operação que honestamente e justamente fará o que sabe mediante a sua capacitação e em seu alcance. Agindo na mesma proporção, só resta depender como no início até o fim e esperar no mesmo que deu a vida o milagre de poder prolongar ou não a existência que esta em suas mãos.

O conhecimento realiza e o milagre da a permanência.

Você quer vencer o medo? Confie na sua capacidade com a certeza que a mesma veio de Deus que lhe deu condições especiais, nossos esforços se somam ao esforço de Deus para sermos quem somos. A oportunidade da vida existem como as chances milagrosas para continuar a arriscar e a lutar.

Lembra de Davi e Golias, um grande desafio! Pequeno garoto capacitado nas batalhas do trabalho na sua vivência nos campos de sua atividade pastoril. O jovem aproveitou a oportunidade assumindo o risco que tinha pela frente. O garoto Davi uniu sua capacitação nos desafios que enfrentava diariamente com a confiança em Deus, foi certeiro seu golpe, derrubando mais um gigante pelo chão.

A dúvida nos leva a viver duas situações extremas – em um momento confiamos apenas em nós e na nossa capacidade individual sem precisar do milagre e em outro momento confiamos que Deus fará tudo e não precisamos tomar na vida nenhuma atitude. Dessa forma quando nada acontece ou simplesmente tudo começa a dar errado surge uma grande dúvida que elimina profundamente nossa confiança e certeza.

O melhor caminho é saber que pelo milagre da vida fomos capacitados e recebemos do seu depósito dons para lutar pela permanência e em viver. Em nossa existência precisamos fazer todo esforço assumindo nossa parte, reconhecendo que os futuros resultados que já não depende de nós, isto é, quando as pedras acertarem a fonte do gigante, dependerá Dele, de quem confiamos integralmente como um verdadeiro milagre, desde o início até o fim.

Resumindo, você é capaz! Você tem vida e tem força, aproveite a sua parte que lhe foi confiada e trabalhe, faça acontecer, mas saiba, que para tudo acontecer desde que você se tornou mesmo capaz já dependíamos de Deus para a vida continuar, a existência permanecer e o milagre se revelar.

“E Davi disse ao filisteu: “Você vem contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou. Hoje mesmo o Senhor o entregará nas minhas mãos, e eu o matarei e cortarei a sua cabeça. Hoje mesmo darei os cadáveres do exército filisteu às aves do céu e aos animais selvagens, e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Todos que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e ele entregará todos vocês em nossas mãos”. (1 Samuel 17:45-47)

Joaquim Tiago Bill

Inexistente Vida

Poucas coisas neste mundo em crise produzem vida e todo ser vivo infelizmente está condenado a morrer. O humano tornou a existência desumana. Os seres que apenas vivem em causa própria perdeu a causa da vida e assim abraçaram a recompensa da morte. Nossa maior crise é a de sobrevivência. Sobrevive aqui neste sistema a lei do mais forte, do mais belo, do mais importante, do que possui posses ou dos que são possuídos por todas elas. Como já bem cantou o poeta – “O povo foge da ignorância apesar de viver bem perto dela”. Com tantos recursos para a vida em um planeta que deveria ser um jardim ainda tristemente assistimos muitas mortes, somos vítimas da desumanidade vigente. A crise do ser humano desumano está nele insistir existir do Eterno existente.

“Aqui esta um resumo de tudo: assim como uma única pessoa errou e nos deixou todo esse problemão com o pecado e a morte, também uma única pessoa fez o que era certo e nos livrou de tudo isso. Mais que apenas nos livrar do problema, ele nos trouxe para a vida! Um homem disse não a Deus e afundou muita gente no erro; outro homem disse sim a Deus e consertou tudo o que estava errado.” (Romanos 5.18-19)

Joaquim Tiago Bill

Diga sim a Deus com a sua vida

A vida em Cristo começa nessa vida quando vivemos outra vida através da graça. Quando a vida aqui termina e morrermos porque mesmo assim ainda somos pecadores, aqueles que viveram em Cristo terão uma nova vida, na ressurreição que é vida eterna.

“Aqui esta um resumo de tudo: assim como uma única pessoa errou e nos deixou todo esse problemão com o pecado e a morte, também uma única pessoa fez o que era certo e nos livrou de tudo isso. Mais que apenas nos livrar do problema, ele nos trouxe para a vida! Um homem disse não a Deus e afundou muita gente no erro; outro homem disse sim a Deus e consertou tudo o que estava errado.” (Romanos 5.18-19)

Comunidade, a imagem de Deus

familia salgado

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:26,27)

Qual é a imagem feita em sua criação?

Deus criou a humanidade, Adam, a sua imagem. Como é essa imagem? Onde esta refletida a glória do Senhor?

Quando Deus criou o homem a sua imagem, criou também o casal Adão. A imagem e semelhança de Deus são expressas no casal (Gn 5.1-2). São eles duas funções em uma pessoa sem a individualidade e os dois eram Adam (humanidade).

Deus é uma comunidade, a sua imagem só poderia criar outra comunidade que foi feita a sua semelhança. Deus é uma família, ele criou outra família conforme a sua imagem e semelhança. Deus é uma comunhão, Ele criou a comunhão à sua imagem e semelhança.

Comunidade, família e comunhão.

Nós refletimos a imagem de Deus quando existe a comunidade, família e comunhão. Para a humanidade Deus deu uma ordem e uma missão, cuidar do planeta no modelo do jardim nas bandas do oriente, um ecossistema que nos ensina a cuidar uns dos outros.

O que é uma comunidade?

A maior necessidade humana que temos é a de pertencimento, de pertencer a um lar, um éthos, um oikos, uma casa cultural, uma casa espiritual e emocional. A própria natureza de Deus está vinculada a condição do relacionamento: “Deus é amor” (1Jo 4.16). Amar significa relacionar-se com um elo de cuidado e compromisso entre os que estão se relacionando.

Nossa primeira necessidade é a do relacionamento, como da mãe com o filho dependendo dela para sustentar a vida e sustentar suas emoções. Após Deus criar o universo e a terra com todos os seus animais e a vida natural e mesmo o homem relacionando com todos os seres viventes e com o próprio criador na virada do dia, viu ele que não era bom que estivesse só, em um sono profundo tirou uma parte do homem e fez alguém que fosse a sua altura, isto é, que correspondesse a semelhança e a mesma imagem.

Fomos criados no relacionamento e para relacionar. A união é base da nossa existência.

O maior desastre e o perigo eminente surgem quando essa base começa a quebrar, quando a comunhão toma outros rumos contaminados pelo pecado.

O orgulho é o pai de todos os pecados capitais e um dos seus filhos mais terríveis são a inveja e o egoísmo. O desastre para toda comunidade e comunhão é não refletir mais a imagem e nem a semelhança de Deus, isso acontece quando os relacionamentos começam a serem trincados.

Como então manter a sagrada comunhão com Deus e com os outros? (Mt 12.30-31)

Comunhão vem do que é comum. O que os primeiros cristãos de Atos tinham em comum? (Atos 2.42 – 4.32-33)

O ensino dos apóstolos, a vida em comunidade, a refeição comunitária e a PRÁTICA DA ORAÇÃO. Um só coração, uma única mente!

  1. Um só coração em Atos

No contexto de Atos ninguém tinha de si que era maior, ou que deveria ser “melhor” que o outro, fazemos todo o possível para ser melhor no que nos compete a fazer para o outro e não para ser melhor que o outro.

O avivamento experimentado por eles já estava levando a todos a venderem suas posses e repartir entre eles e os que tinham faltas. A imagem de Deus era tão forte que atraia pessoas de todos os lados e esses cristãos estavam caindo na graça do povo, algo bem diferente de nossos dias quando crentes tem causado mais inimizades e repulsa do que encantamento dos vizinhos.

Não sei se um dia aqui no século 21 do hiper consumismo chegaria a tanta comunhão e socialização milagrosa dos bens. Entender que o Pai é Nosso e o pão é de todos, porém é evidente e um sentimento de Cristo. Ninguém tinha de si mesmo ser melhor, ter melhores recursos e deixar o próximo ali da comunidade em falta. Ninguém queria mostrar-se mais rico e a riqueza será sempre para abençoar os outros e nunca para acumular como sinal de que é mais abençoado e especial.

  1. Ninguém é igual a ninguém!

“Devemos amar o outro e não ser o outro.” (Dr. Cloud & Townsend; pg 93)

As pessoas no mundo caído têm muita dificuldade em se aceitar como é, e fantasia que o outro tem que ser o que ela quer que seja. Não podemos sentir o que o outro esta sentindo, nem pensar pelo outro, nem agir no lugar do outro.

O grande apóstolo Paulo é bem diferente do grande apóstolo Pedro. Quando Saulo de Tarso veio a converter sua vida a Cristo ninguém quis acompanhá-lo, ele não em primeira mão bem aceito pelos apóstolos por medo e somente o corajoso Barnabé o discípula.  Tiago é diferente de João e Marte é diferente de Maria.

Nossa comunhão não é para sermos pessoas iguais e a graça esta na multiforme e dimensões diferentes. Nossa comunhão tem que atravessar a formatação e uniformização das características que nos fazem pessoas especiais com nossos dons e gostos. Temos a nossa identidade e a coisa mais terrível é ter que perdê-la para ser aceito por um companheiro ou por um grupo.

Nosso amor precisa aprender a amar o outro como ele é e não como queremos que ele seja e que busquemos aceitar quem somos e somarmos nossas forças e características que se completa para formar essa grande teia de valores multiformes.

  1. Existem limites no jardim

Precisamos aprender também sobre os limites, pois pessoas que amam têm uma linha onde consegue ir. Todos são limitados e isso nos faz depender do outro.

Os limites devem ser respeitados e geralmente não gostamos de ouvir o outro dizer NÃO. Quando repudiamos o NÃO da pessoa amada provavelmente estamos agindo como crianças e ainda queremos fazer tudo que der na cabeça, pintar e bordar.

Quando ouvimos o NÃO imaginamos inconscientemente que estamos enfrentando a rejeição. O trauma de ser rejeitados pelos amados acontece sem saber se ele esta gostando da brincadeira de mau gosto. A pessoa amada não vai deixar de te amar, ela provavelmente só não esta afim de “brincar”, de “conversar”, as pessoas não conseguem da atenção o tempo inteiro porque precisa também de sua atenção interior e conversar, brincar consigo mesmo e com outras pessoas. Seu companheiro (a) quer descansar, passear e meditar.

“Os controladores não conseguem respeitar o limite das outras pessoas. Resistem em assumir a responsabilidade pelo própria vida, por isso precisam controlar a vida dos outros.” (Dr. Cloud & Townsend; pg 59)

Nossa comunhão se realiza na liberdade e não em controlar a vida do outro, pessoas que não estão livres para amar são forçadas a convier com o erro da obrigação e transpor os limites de si mesmo sem dar conta.

  1. Amor incondicional

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 João 4:19-21)

O incondicional obviamente não esta ligado a uma condição (rs), esta ligado a graça, ao favor.

Qual a condição que nos faz amar? Amamos como Cristo nos amou primeiro, incondicionalmente.

Pense bem: Em que condições Cristo nos encontrou para nos amar? Não pense na justiça moral, somente no amor que nos creditou sua justiça de dádiva.

Incondicional é aprender como o outro é, isto é, não aceitar e nem concordar com o erro feito fora de Cristo, é respeitar o outro na sua natureza sem impor condições, a nossa condição. Incondicional não é concordar com o erro e sim concordar com Cristo.

Pense em um relacionamento conjugal condicionado apenas a uma parte, ao gosto de um dos companheiros, infelizmente nem de longe essa tentativa de união é um casamento e sim a anulação da identidade de alguém para que seja apenas a individualização de uma parte.

Pense em um relacionamento entre pai e filho que seja apenas condicional, o filho tem apenas que ser aquilo que os pais querem e não pode assumir sua identidade e escolhas simples como as profissionais.

Pertencer a outro, ser um com outro não precisa de condições que favorecem apenas uma parte, mas favorece os dois e a todos e para tanto sempre será sacrifical, é dar de si para outro sem cobrar o mérito, a meritocracia mundana, é cooperar com o Eterno na sua obra.

O que nos atrapalha a amar incondicionalmente é o ódio e a raiva e este sentimento é fruto da frustração de não ter o que o outro tem ou de não ser o outro é; esse pensamento terreno e demoníaco tem um nome, se chama INVEJA. A cura esta na oração que é a melhor relação com o Eterno e em se aceitar cada vez mais, adorando a Deus por ter lhe feito assim. “Não culpe seus pais, são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer.” (A Legião)

Nossa comunhão esta totalmente condicionada a Cristo e Cristo nos amou incondicionalmente.

A imagem é O Corpo

Somos um corpo com vários organismos juntos, milhões de células, inúmeras bactérias, uma porção de membros, uma interdependência e uma dependência orgânica existencial. O corpo de Cristo é Cristo como cabeça! A imagem de Cristo neste mundo é a comunidade de seus membros que manifesta seu corpo onde é, onde proclama que ele chegou. Cada parte cumpre a sua função, cada função funciona na função de um corpo e no corpo nenhum órgão conseguirá funcionar sozinho, nenhum órgão sobrevive sem o outro, sem comando, sem sangue, sem oxigênio, sem alimentação, sem partir o pão, sem olhar nos olhos do outro e dizer eu te amo, me perdoa, me ajuda a caminhar, para onde estamos indo, me de sua mão, leia para mim um poema, diga-me um salmo, me ajude em oração.

Quando nós não conseguimos mais pertencer ao outro na comunhão, certamente o risco é de não pertencermos mais ao corpo de Cristo. Se não somos mais comunhão, comunidade, não temos mais a imagem e nem a semelhança dele que esta focada na relação.

A comunidade refletira como espelho a Cristo quando Ele for o cabeça e aprendermos definitivamente a relacionar com amor.

Joaquim Tiago Bill

Como se justifica a vida?

Cristo lavando pes

“Ao aceitar, pela fé, o que Deus sempre desejou para nós – consertar nossa situação com ele, tornar-nos prontos para ele -, alcançamos tudo isso com Deus por causa do nosso Senhor Jesus. Mais ainda, abrimo-nos para Deus e descobrimos, ao mesmo tempo, que ele já se abriu para nós e nos achamos no lugar que ele queira que estivéssemos – perante a graça de Deus, na presença dele, expressando nosso louvor.” (Romanos 5.1-2)

A obra de Deus na vida de Cristo nos justifica a viver. Esse justo vive pela fé da qual o próprio Cristo é o autor. A vida de Cristo nos mostra como se deve ser.

O que Deus esta desejando é nós tornarmos prontos para Ele e assim a justificação em Cristo tem dois pontos fundamentais que são: 1) A obrada da redenção creditada a nós sem mérito; 2) O outro é a obra que o próprio Deus quer realizar conosco através da sua vontade, como fez em Cristo, isto é, levando a nossa cruz e sacrificando a nossa própria vontade.

A obra de fé em Cristo não é nossa, humana e caída, não é apenas a nossa maneira de pensar, não é um sentimento e um atributo intelectual. A obra de fé, como a fé de Abrão que creu e isso lhe foi imputado como justiça (Gn 15.6) é ouvir e obedecer a Deus mesmo sem religião (Rm 4).

Podemos nos justificar diante de Deus como muitos tentaram, como muitos ainda tentam buscando a meritocracia ou os próprios méritos. Quem esta em missão é Deus e nesse caso somos seus cooperadores obedientes.

Lembra quanto em certa ocasião um perito na lei (fariseu) tentou colocar Jesus Cristo a prova e se justificar com suas obras religiosas? Ele lhe perguntou:
_”Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”
Cristo lhe perguntou:
_”O que está escrito na Lei? Como você a lê?”
Ele respondeu:
_”Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo.”
_Disse Jesus:
_”Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá.”
Na dúvida e na mão da contramão do que fazia, ele querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
_”E quem é o meu próximo?”
Cristo lhe contou uma história bem interessante para poder ilustrar o seu próximo (parábola). A história da vida real foi sobre um homem ESTRANGEIRO que estava fugindo dos horrores da guerra em sua aldeia com toda a sua família, ele tentava salvar seus filhos e buscar um futuro melhor. Mas no meio do caminho dificultoso pelas montanhas havia o grande mar onde foram atingidos pela tempestade e grandes ondas, desafios naturais que não tinham como transpassá-los devidos os poucos recursos de transporte como carros de guerra e fortes navios. O filho atingido foi deixado pelo caminho, as margens da praia. Durante o êxodo desesperado pela sobrevivência passou religiosos, passou toda uma potência religiosa que esta assistindo em seus recursos tecnológicos, mas não podiam ajudar. Eles tinham suas justificações e não deviam politicamente se envolver e nem quiseram atender o pobre ESTRANGEIRO. Somente um Cisjordânio (samaritano islâmico) o ajudou. Ao que Jesus lhe perguntou…
_”Qual destes três você acha que foi o próximo da família que foi vitimada pela maldade humana em todas as suas guerras?”
O perito da lei religioso afirmou:
_”Aquele que teve misericórdia dele!”
_“Jesus lhe disse: Vá e faça o mesmo!”
(Lucas 10: 25-37)
Saber da fé é uma coisa, mas ser transformado em justo pela fé é outra coisa menos religiosa e bem diferente! A vida não se justifica por nossos méritos, se justifica por aquele que é por nós.

A obra de Deus não somos nós que fazemos, é Ele quem realiza através de nós quando obedecemos como Cristo Jesus foi obediente.

Joaquim Tiago

11/09/15

Justificador

O que vem a ser a justiça?
Etimologicamente, este é um termo que vem do latim justitia. É o principio básico que mantém a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal. A justiça é aquilo que deve fazer de acordo com o direito, a razão e a equidade.
 
Em Aristóteles aprendemos que os meios para se atingir a felicidade são as virtudes (formas de excelência), discutidas por ele na Ética a Nicômaco. As virtudes são disposições de caráter cuja finalidade é a realização da perfeição do homem, enquanto ser racional. A virtude consiste em um meio-termo entre dois extremos, entre dois atos viciosos, um caracterizado pelo excesso e outro pela falta, pela carência.
 
Aristóteles divide as virtudes em dianoéticas (ou intelectuais), às quais se chega pelo ensinamento, e éticas (ou morais), às quais se chega pelo exercício, pelo hábito. As virtudes éticas, enquanto virtudes do saber prático, não se destinam ao conhecer, como as dianoéticas, mas à ação. Para sua aquisição o conhecimento tem pouca ou nenhuma importância.
Das virtudes dianoéticas, a de maior importância é a phrónesis (prudência), capacidade de deliberar sobre o que é bom ou mal, correto ou incorreto. Das virtudes éticas, a mais importante é a justiça.
 
A justiça cumpre a lei na busca do direito de todos e do necessitado. A lei para Jesus Cristo se resume no amor, aquele que ama cumpriu toda a lei. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’” (Lc 10.17). “Porque o fim da Lei é Cristo, para justificação de todo o que crê.” (Rm 10.4) “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.” (Tm 1.5)
 
Jesus Cristo é nosso justificador, morreu para fazer-se justiça em nosso lugar, deu a sua vida para que tivéssemos o direito de ser salvo e ter a vida eterna.
 
Joaquim Tiago
9/9/15

Justificando a Vida

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“Ao aceitar, pela fé, o que Deus sempre desejou para nós – consertar nossa situação com ele, tornar-nos prontos para ele -, alcançamos tudo isso com Deus por causa do nosso Senhor Jesus. Mais ainda, abrimo-nos para Deus e descobrimos, ao mesmo tempo, que ele já se abriu para nós e nos achamos no lugar que ele queira que estivéssemos – perante a graça de Deus, na presença dele, expressando nosso louvor.” (Romanos 5.1-2)

Quem nos faz justos? Cristo por sua justiça.

A obra de Deus na vida de Cristo nos justifica a vida e a viver.

E como vive o justo? Vive pela fé.

A fé da qual o próprio Cristo é o autor. A vida de Cristo nos mostra como é o ser humano e de quem é depende a vida para ser.

Os modos viventes de Cristo justificam o que é a viver, pensando na forma como Ele venceu o aguilhão da morte, pois a vida não termina aqui.

A justificação é a obra de Deus em nossa vida nos tornando justos diante Dele através da obra de Cristo e sendo confirmada, santificada pelo Espírito Santo. A obra que nos salva com a transformação de quem não somos e achamos que somos. A salvação sempre será o que Ele é, sua vontade.

 

Joaquim Tiago

8/9/15