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“Elimine a causa e o efeito cessa.” (Miguel de Cervantes)

Existem formas de conhecermos as pessoas e uma bem funcional é quando usamos nomes comuns agregados ao que fazem da vida, por exemplo: Você conhece seu José? Qual José? O José carpinteiro. Você conhece a dona Maria? Qual? Dona Maria esposa do José Carpinteiro.

Somos também o que realizamos com o que somos.

Deus presenteou a humanidade com pessoas dons, ele não apenas concedeu dons as pessoas, mas pessoas que são dons, são talentos, suas características se confundem com quem são.

O dom é um presente de Deus, uma capacitação, pessoas nascem com preferências naturais, todo dom pode ser aperfeiçoado. O dom é algo que poucos tende-se melhor para realizar uma função. O talento é o jeito que temos para realizar algo especial.

Temos o relato bíblico sobre uma comunidade muito rica em pessoas dons, a comunidade de Coríntios. Uma comunidade com muitas manifestações (1Co 12). Porém, nessa mesma comunidade houve muitos problemas por conta da imaturidade (1Co 3.1-3), vaidades, invejas. No mesmo ambiente onde havia muitos talentos, também havia muita imaturidade pessoal e com isso foram perdendo o propósito de ser, por também perderem a causa, perderem o que definia a causa da existência de como gastar sua vida.

Para que serve um dom?

Qual a utilidade de um talento?

Qual a causa de uma vida?

Onde gastar a vida?

A humanidade vive seus graves e grandes problemas com pessoas que apenas sobrevivem em causa própria. A única causa da vida que incomoda as pessoas no geral e chama a sua atenção são as vaidades pessoais e o usufruto de um sistema econômico para estar bem sucedido segundo o que o consumindo prescreve, segundo o que o mercado dita. E para piorar a situação temos também o mercado gospel que acaba operando pela causa do próprio mercado.

As maiores crises existenciais estão latentes dentro dos que gastam sua vida na inutilidade de pensamentos vazios.

Pessoas não perdem o dom, pessoas podem tentar esquecer, enterrar, tentar ignorar, mas não tem como perdê-lo. O fato é como iremos usá-los, como gastar a vida no que somos realizando a vida. Conheci recentemente um missionário que gasta seus talentos e sua vida em desastres de proporções enormes, tragédias como terremotos, furacões. O missionário sabe trabalhar com ferramentas pesadas para cortar metais, ferros retorcidos, quebrar concretos e encontrar pessoas em escombros.

Nossos problemas, não são os talentos, a genialidades de alguns, a forma como o compositor escreve a música ou como o açougueiro faz o corte da carne, nossos problemas não é com o talento de quem sabe liderar e administrar, o problema maior é quando ele descarrega todo seu poder de liderança para o tráfico, para o contrabando, ou para corromper parlamentares.

Nossos maiores problemas é o que faremos com nossos dons, isto é, onde gastaremos o que nascemos para realizar e fazer, onde gastaremos nossas vidas.

Esse foi o maior problema da comunidade de Coríntios, vejo isso em outras comunidades bem talentosas dos dias atuais e cabe aqui a mesma exortação de Paulo “A cada Cristão é dado algo a fazer, que mostre como Deus é: todos ganham, todos são beneficiados.” (1Co 12.7)

Joaquim Tiago Bill

18/01/16

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