Medo e Coragem

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A maior vitória desta crise instalada é o medo coletivo que esta causando.

Pessoas com medo diante do desconhecido e das previsões que mercado oferece.

O medo paralisa todo mundo e nos faz aceitar qualquer condição que seja imposta, mesmo em condições de pura ameaça.

Para vencer o medo é necessário ter coragem e coragem é fruto da fé. Coragem para enfrentar o medo que crise nos faz.

É como o povo atravessando o mar com Moisés. Se olharmos para trás seremos derrotados e mortos pelo exercito de faraó e quando olhamos para frente o mar assusta e ainda não sabemos o que nos espera do outro lado. A fé é continuar caminhando até chegar do outro lado e não parar no caminho para ser engolido pela maré que vai subir ainda mais.

Desafios sempre virão como o gigante dos Filisteus, sua arma secreta. Davi(s) são sempre pequenos diante deles, mas a coragem em enfrentar e lutar com poucos recursos sempre virá da dependência em crer naquele que é maior dos que as pedrinhas e irar ajudar.

Coragem guerreiro, “Pra quem tem fé a vida nunca tem fim!” (Rappa)

“Foi pela fé que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como se fosse terra seca. E, quando os egípcios tentaram atravessar, o mar os engoliu. Foi pela fé que caíram as muralhas de Jericó, depois que os israelitas marcharam em volta delas durante sete dias. 31Foi pela fé que Raabe, a prostituta, não morreu com os que tinham desobedecido a Deus, pois ela havia recebido bem os espiões israelitas. O que mais posso dizer? O tempo é pouco para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas. 33Pela fé eles lutaram contra nações inteiras e venceram.” (Hebreus 11.29-33)

Joaquim Tiago Bill

18/02/16

Onde esta o altar do seu deus?

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Em nossa Atenas de vários deuses e múltiplos templos, temos até uma casa, igreja, santuário, comunidade, centros de vários credos, assembléias, catedrais, mesquita para moradas dos deuses. Fazemos pactos, votos, sacrifícios, rezas e vários processos religiosos e espiritualistas.

O que esta ocorrendo quando não conhecemos a verdade? Temos um santuário para o deus desconhecido; não o conhecemos, não relacionamos com ele, mas sabemos que com sacrifício certo podemos conseguir seus benefícios, assim disse o sacerdote.

Esse deus que mora em muitos santuários e esta sendo adorado nesses dias não se parece em nada ao Rabi Galileu que andava com pessoas humildes e “estranhas”, curava pessoas enfermas e necessitadas sem cobrar dinheiro em troca e nem vendia segredos. Quando faltava alimento seus discípulos tinham que dividir o que tinha e contar com o milagre da multiplicação. “E pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”. Como o filho do carpinteiro será o Rei? Manso e humilde de coração.

Esse deus dos novos templos é um deus estranho e que mais parece aquele que vai assentar mesmo no trono do novo Israel.

Ouvimos falar dele, Cristo do Senhor, mas não temos com ele relacionamento, não temos com ele habitação quando tínhamos que negar a si mesmo pelo seu Pai e o próximo.

A casa esta vazia.

“De fato, quando eu estava andando pela cidade e olhava os lugares onde vocês adoram os seus deuses, encontrei um altar em que está escrito: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse Deus que vocês adoram sem conhecer é justamente aquele que eu estou anunciando a vocês.” (Atos 7.23)

Joaquim Tiago Bill

15/02/16

Uma vida de ilusões

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“Assim, procurei descobrir o que é o conhecimento e a sabedoria, o que é a tolice e a falta de juízo. Mas descobri que isso é o mesmo que correr atrás do vento. Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre.” (Eclesiastes 1.17-18)

De forma rápida e com palavras simples o que é a fé? Acreditar no invisível e torná-lo visível, e melhor dizendo – “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.” (Hebreus 11.1). A fé em Deus não é uma ilusão, Cristo viveu simples pela fé. Acreditar no que Deus faz é lidar com o possível que se torna real através da sua ação. Fé em Deus é lidar com sua vontade e com a eternidade.

Deus não criou um mundo passageiro e temporal, Deus em Cristo venceu a morte, pois Cristo ressuscitou e tem uma morada, Cristo esta preparando a morada para seus filhos também. Todos os que morreram acreditando viveram e venceram porque tinham uma esperança e aqui manifestou o que creram sabendo o que lhes aguarda.

O homem criou um mundo ilusões, o homem contemporâneo tem sua fé em coisas que já passou, “obsolescência programada”. Casas construídas sobre área que um dia será desfeita pelo vento. Tudo esta vencido, tudo esta vendido, tudo esta com data marcada com sua validade exposta. Pessoas iludidas pela datas de vencimentos perdem o valor com o tempo. Passageiros com suas posses para destinos marcados pelo fim de tudo. Não há nada novo e tudo já virou um grande museu de ilusões.

O que vai ficar para sempre? Qual o fruto de tanto trabalho?

Agora tudo depende a quem serviu para quem a vida dedicou.

Joaquim Tiago Bill

(12/02/16)

Cinzas, um sinal de arrependimento

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“E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.” (Gênesis 18:27)  “Em sinal de tristeza, eu vesti uma roupa feita de pano grosseiro, sentei-me sobre cinzas, deixei de comer e orei com fervor ao Senhor Deus, fazendo-lhe pedidos e súplicas.” (Daniel 9.3)

As cinzas foram um sinal nas histórias bíblicas de arrependimento que lembram o que somos e para onde iremos. O que somos diante de Deus, pois na morte somos reduzidos ao pó como natureza humana.

Um sinal de arrependimento é necessário para nossa vida devocional. O sinal não é apenas um rito, apenas um ritual de passagem ou uma contagem de tempo, nosso sinal de arrependimento dura por toda vida e em toda vida. Precisamos ser sinalizados com o arrependimento.

Arrependimento não é remorso, arrependimento não é apenas uma dor na consciência, arrependimento é mudança de atitude, sacrifício vivo, culto racional. “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12.2)

O grande sinal de arrependimento esta em mudar a maneira de pensar a vida, quando mudamos nossos pensamentos sacrificando nosso egoísmo, orgulho, ódio e inveja; estamos admitindo que não passamos de cinzas diante de Deus, não passamos de pó e que a vida pertence somente a Ele sabendo o Espírito Santo o que é melhor para cada um de nós.

Joaquim Tiago Bill

10/02/16 (quarta-feira de Cinzas 2016)

Qual a diferença entre a teologia da prosperidade e a generosidade de Cristo?

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“Eu tenho visto tudo o que se faz neste mundo e digo: tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento. Ninguém pode endireitar o que é torto, nem fazer contas quando faltam os números.” (Eclesiastes 1.14-15)

Correndo o risco de ser simplório para definições enormes que fazem parte até do consciente coletivo construído ao longo da história humana, vou arriscar um pensamento de fundamento bíblico.

A teologia da prosperidade ou confissão de fé positiva (auto-ajuda) ensina que você deve ter, ou possuir (tomar posse) porque você merece e é só saber desejar.

A generosidade ensina que se você recebeu, se você conseguiu com seus esforços, trabalho e vocação do qual o mesmo Deus lhe deu, foram para gerar vida, para repartir, dividir e abençoar ao próximo e a obra de Cristo.

O que a pessoa próspera em nome do seu deus vai fazer com suas posses depois que mereceu? Usar no seu benefício, porque afinal de contas ter merecido é entender de alguma forma sobre aquele que não mereceu. Quem não é merecedor, não soube tomar posse, não usou sua fé de confissão positiva e não brigou com seu deus. Condenado e imerecido, esse já tem sua condição de ser.

O que a pessoa generosa da qual Deus abençou, mesmo com pouco, sabe? Que de nada é possuído das coisas que tem. Todas as coisas são para dar posse e dignidade aos que necessitam. O generoso aprende a cooperar com seu Deus na obra de justiça distribuindo o que não é seu, mas do mesmo Deus que o deu, principalmente a vida. O generoso é semeador.

A vida tem um custo e no mundo que habitamos temos raras generosidades. Estamos em um mundo corrupto, a terra foi amaldiçoada pelo pecado e quem vai crer em um Deus de generosidade? Pessoas estão aprendendo a fazer negócios com Deus e mesmo quase todos os puritanos defensores da ortodoxia contra a mesma teologia de confissão positiva arroga o benefício de que mereceu para ter e a única generosidade cabe aos franciscanos da vida que fizeram seus votos de pobreza, aqueles que parecem não ligar com nada e conta apenas com a misericórdia divina.

A sobrevivência com justiça e dignidade custa o que sabemos para se manter. Quando buscamos o Reino de Deus não estou negando existir, mas existir tem como fundamento e prioridade seu Reino de justiça. Deus sabe o qual a necessidade tanto de pardais, erva do campo e a vida dos seus (leia Mateus 6.24-33). Deus é generoso e ninguém pode negar, caso contrário você pode pedir ele para da um fim em você.

O custo da vida de quem busca apenas o que merece se tornou ganância, e a mística da prosperidade não é desvirtude apenas de algumas igrejas, faz parte de todas as catedrais com escadas rolantes, ambiente climatizado, musica ambiente, praças de alimentação para comunhão e pequenos santuários com ícones, marcas e cultura de adoração.

Joaquim Tiago Bill

4/2/16

O que tem nesse copo?

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“Eu, o Sábio, fui rei de Israel, em Jerusalém. E resolvi examinar e estudar tudo o que se faz neste mundo. Que serviço cansativo é este que Deus nos deu! Eu tenho visto tudo o que se faz neste mundo e digo: tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento.”(Eclesiastes 1.12-14)

Um copo vazio continua sendo um copo, mas sem conteúdo. Quando enchemos o copo com alguma substância ou com algum liquido passa a ser um copo de café, um copo de água, um copo de suco ou um copo com alguma coisa.

Ser um copo é muito importante, sua função é das mais significativas para ajudar na manutenção da vida. O copo cumpre um propósito de acolher a substância geralmente líquida e facilitar a ingestão humana e em alguns casos especiais, ajudar a ingestão de alimentos para outros animais.

Sem a existência do copo como tomaríamos nossa bendita água e o gostoso café bem quentinho? Na mão? Por isso sua existência e permanência são fundamentais. Porém, para que serve um copo vazio? Qual a utilidade de um copo parado sem conteúdo? Qual o valor de um copo que não tem nome? O copo vazio é copo de quê? Copo de nada?

A vida é boa, a existência é de toda necessária, toda vida tem função e propósito, porém sem conteúdo perde o valor, sem conteúdo perde a função. A existência cumpre a função com seu conteúdo e sem o que enche o coração e a mente, podemos nos tornar copos ou corpos vazios.

Corpos na multidão transportando substâncias, boas ou ruins. O que enche sua vida? Todo conteúdo é o que você é, e que se torna.

Você é um copo vazio?

Joaquim Tiago Bill

3/2/16