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O mundo sofre por seus exageros, pessoas sofrem por falta de limites. Essa é a cultura do consumismo, do esbanjamento, cultivo do ventre, a fome que não termina o olho maior que a barriga. Moderação não deveria ser um tema apenas de comerciais de cerveja, as drogas são variadas como seus vícios. Sem medir a dose alguns problemas vêm rápidos e outros em longo prazo dão seus sinais de morte.

O excesso é ir além da conta, ex ceder, abandonar-se, deixar a vida. No caminho inverso, a moderação vem de uma boa medida, modular, trabalhar para harmonizar e ser modesto evitando os excessos. A moderação pode e deveria ser exercitada na alimentação, no uso das redes sociais, na exposição de imagens pessoais, no trabalho, no consumo, nas paixões, nas competições, no sexo, na religião, na ganância, na fala e em resumo no tempero da vida.

Numa sociedade e cultura de exageros os acontecimentos desequilibrados se transformam em embriagues (porres), obesidade, dependências químicas, masturbação, idolatria religiosa, fofoca. Maratonas exaustivas acompanhando redes sociais, insatisfação de ficar em casa no fim de semana com a família, dívidas com cartão de créditos e outros financiamentos, acumulo, desperdício de alimentação e uma infinidade de coisas que não tem paz.

No geral pessoas demonstram insatisfação, na cultura do mais, do muito e do excesso dificilmente encontramos pessoas satisfeitas com a vida e consigo. Na sociedade do excesso convivemos com a falta, é pregado pela mídia o que ainda necessitamos para ser feliz. O além do que já temos, o além do necessário. Além de ser, precisamos ter, se o não o tiver é não ser nada. Essa lógica do sistema social lucra muito com as necessidades sem medida.

As pessoas estão sofrendo se ocupando com o futuro devido ao medo causado pela falta inexistente. Na falta existe a dependência e precisa de ajuda. No individualismo depender do outro é angustiante. Os pensamentos são dominados por toda essa ansiedade, sozinhos sem precisar do outro não temos nenhuma garantia.

Tudo pode ter uma boa medida que leve a moderação das ações, satisfação e equilíbrio no pensamento. Toda medida deve ser justa, a balança não pode tender aos lados egoístas. O justo é dominado por bons pensamentos, pelo que melhor acredita, por sua fé que pode lhe trazer cura e a melhor medida de satisfação com a vida.

Um conselho de Paulo – “Resumindo amigos, o melhor que vocês têm a fazer é encher a mente e o pensamento de vocês com coisas verdadeiras, nobres e respeitáveis, autênticas, úteis, graciosas – o melhor, não o pior; o belo, não o feio. Coisas para elogiar, não para amaldiçoar. Ponham em prática o que aprenderam de mim, o que ouviram, viram e entenderam. Façam assim, e Deus, que é soberano, irá tornar real em vocês a mais excelente harmonia.” (Filipenses 4.8-9)

Joaquim Tiago Bill

(13/01/17)

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