Oferta é Amor

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O amor é uma oferta, o amor é uma oferta e é gratuita, não espera nada em troca.

Quem NÃO ama nunca irá saber o que é ofertar, dar, oferecer sem esperar receber. Naturalmente que o amor é saber oferecer, ele é a oferta para suprir a necessidade. Todo amor é uma oferta e toda oferta para ser genuína é feita em amor.

Paulo escrevendo aos Coríntios em sua segunda carta, capítulo nove e versículo sete, anuncia em auto e bom som – “Deus ama quem dá com alegria, Deus ama o doador que se alegra com a doação”.

Tudo que é feito com/em amor não é feito esperando o que se pode ganhar, que retorno vai dar. Tudo que se tem na vida foi Deus quem deu para ser partilhado, Deus nos da á vida e quem não semeia não conhece a dádiva.

O coração é um órgão importante em nosso corpo, nele se realiza a circulação sanguínea, uma máquina divina. O coração é a base do funcionamento do sistema circulatório dos animais e seres humanos. Acreditava-se antigamente que o coração era o centro da vida, das emoções, consciência e pensamento, por sua grande importância para os seres humanos. O coração se tornou uma grande metáfora da nossa consciência e emoções.

 

A Lei do Amor

Existe uma grande preocupação teológica dos que querem escapar da fundamentação da oferta e dessa mesmo relacionado ao dízimo (10%). A argumentação mais explorada é que a prática do dízimo ficou na Antiga Aliança feita pela lei. O que ficou para a Nova Aliança e o que substitui a lei? A graça feita por amor ou o amor realizado pela graça.

Na Aliança de Deus feita pela Lei da consciência exterior instituída por Moisés, era separado do trabalho e produção 10% para administração dos que cuidavam do templo e ritos cerimoniais. Na Aliança feita pelo Sangue de Cristo, o que prevalece é o amor, os que amam e doam em louvor e adoração 100%. Por tanto Deus nesse momento ama quem pode dar segundo seu coração, isto é, segundo sua consciência da oferta como Cristo se ofertou e com alegria.

Dentro da ótica de Cristo é mais fácil ser consciente com 10% em disciplina para ajudar, do que fazer o amor acontecer 100% além. Não existe cálculo para amar, porque todo amor deve ser sem medida, ofertar o amor é dispor o que for necessário.

O grande risco de “segundo o coração do homem” é quando a o ser humano não se converte a Cristo, porque todo coração pode ser enganoso. Muitas deduções teológicas dizem que não precisa se preocupar mais com o dízimo, à lógica é correta desde que o amor tome esse lugar. Onde não a consciência do amor é necessário que a lei moral empreste a consciência exterior. Só é correto pensar dessa forma quando o amor que esta no coração domina a consciência! Se o raciocínio não for este o que sobra é apenas desculpas de quem não quer amar, se envolver e colaborar nem com 1%.

“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6.21) Nesses dias de consumo elevado e irrestrito, a parte da consciência e coração que tem muita dificuldade de converter é o bolso, porque esta muito ligada ao tesouro da vida, de onde se espera o resultado para ser e aparecer. O bolso é a falsa credibilidade da garantia do futuro. Acredita-se muito no celeiro, no depósito da alma como o jovem rico, hoje o consumo é a resposta para o coração solitário. A obra de Deus já não é mais um tesouro para corações consumidos de individualismo.  A obra de Deus já não é mais segundo o bom coração, boa consciência, a obra de Deus já não é mais uma oferta e essa crise generalizada inclue os que pedem e os que podem ofertar.

O que faz falta não é recursos para generosidade acontecer, o que impede o compromisso não é a falta de tempo e dinheiro, é a prioridade e o amor!

Deus só ama quem da com alegria (2Cor 9.7). Só se alegra com a oferta quem ama! O restante é religião.

Não precisa explicar que o dízimo foi uma lei disciplinar bíblica (quem não sabe disso?). Precisamos aprender e entender é qual é a necessidade real e como encarar seus desafios comunitários!

A oferta é de amor, a lei só funciona quando não sei amar e só é enriquecido quem for generoso, toda generosidade resulta em ação de graças para quem recebeu no amor de Cristo a vida para compartilhar.

Joaquim Tiago Bill

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Quem não vai se Dobrar?

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Em uma leitura recente alguns dados foram levantados pelo seu autor em relação à cultura cristã, feito por uma profunda análise histórica, a obra constatou que a mesma cultura perdurou até meados do fim da década de 70, após esse período o ocidente veio se tornando uma cultura pós-cristã ou pós-cristianismo. Hoje estamos avançando em um secularismo forte onde igrejas estão perdendo seu campo de atuação cultural, temos a religião e a vida sem interferências do cristianismo. Tudo isso acontecendo mesmo quando algumas religiões avançam aprendendo com o mercado da fé, o que em sua essência não muda quase nada, porque muitas acabaram perdendo o cristianismo fundamental e essencial.

De outro lado, uma analise na área de doenças emocionais demonstra que saímos do século da depressão e esta cotado para este século, ser o da ansiedade endêmica, o da síndrome do pânico e o da sociopatia (quase) generalizada.

Medo, transtorno obsessivo causado pelo medo e pessoas desprovidas de sentimentos e emoções, pessoas frias e sem temores é o que nos espera dentro de uma cultura social também vista como pós-cristianismo. Essa cultura não sabe mais qual é o seu maior problema existencial o que afeta as pessoas e a dor que existe desde seu nascimento.

Quando o missionário for trabalhar no campo, ele pode ir para uma outra cultura que adora outros deuses, com outros processos existenciais. Aqui no ocidente e nas cidades mais urbanas o campo missionário da cultura pós-cristã enfrentará aqueles que conheceram Deus, mas por algum motivo não quer mais uma relação de comunhão. A realidade social o faz misturar Deus com deuses do entretenimento religioso.

Estamos entrando na cultura que vive com medo, a única violência que consegue enfrentar é a de seriados como “the walking dead” e jornais sensacionalistas, tudo feito atrás do controle remoto. A cultura que sofre com o pânico do amanhã, pânico de quando faltar dinheiro para seu ópio.

O sociopata moderno não sente um pingo de arrependimento quando tudo que domina seus sentimentos é levar vantagem, ultrapassar seus supostos concorrentes, atropelar quem estiver na sua frente. Sociopatas desprovidos de sentimentos odeiam a lei, são egoístas e frios, sentem prazer na derrota do próximo, no fim do casamento da pessoa invejada, na desgraça que acometeu a família do inimigo, na instituição que quebrou no dinheiro que ganhou levando vantagem e passando a perna no “amigo” bobo. Mas nessa terra tudo dá e o que se semeia é colhido.

E não adiante tentar responder com o celeiro cheio, hoje mesmo pedirão sua alma!

“Reservei para mim sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal” (Rm 11:4)

Joaquim Tiago Bill

A Fé que esta Morrendo

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Como se encontra o terreno do seu coração?

Qual motivo tem levado pessoas nestes dias a abandonarem a fé, digo a fé em Cristo. Não se arrependem e não existe temor, respeito e devoção. No fim, o que resta aos incrédulos que não se arrependem é apenas a religião dos rituais e negócios.

Cristo conta a história de um agricultor que estava trabalhando na semeadura, lutando para plantar e colher bons frutos. O trabalho do agricultor na plantação exige esforço e esperança que a semente encontre no solo um bom lugar onde possa ser germinado, crescer e dar o fruto necessário no seu tempo. Alguns fatores comprometeram o trabalho do agricultor, fatores que podem prejudicar as sementes até levar a sua morte.

Cristo explica a seus discípulos com essa parábola que o agricultor esta plantando a palavra da fé, mas algumas caíram à beira do caminho, outras em meio às pedras e outras estão sendo sufocadas por ervas daninhas.

 

A fé que esta morrendo a beira do caminho

A fé que esta morrendo ou já se findou esta a beira do caminho como uma semente que é pisada pelas pessoas e comida pelos pássaros. A palavra de Cristo não esta encontrando lugar para ser germinada, nem tem terreno para produzir a fé e nem a esperança. Nesse jeito de ser a verdade vai ficando na beirada como lixo ou entulho.

A beira do caminho a semente é apenas pisada por pessoas que passam por ali, que passam por você. A beira do caminho nas cidades mal educadas o que mais se encontra é o descarte do desnecessário para ser e recolhido e levado, usei e jogo fora. A beira do caminho, o perambulante dessa era, o inimigo da verdade que anda pisando nas pessoas e entulhando lixo em consciências arranca do coração essa semente, a palavra.

Tendências de um pós-cristianismo em um mundo de cultura secularizada. Deus esta aqui apenas como um bom prestador de serviços nas mais variáveis necessidades do consumo. Há um fenômeno de infantilização social, crianças desejosas com seus egos no tamanho do seu estomago, não sabem ouvir a palavra não dentro de um contexto da permissividade. Hoje é estranha a palavra disciplina espiritual, mas não é estranho ter o cego hábito das redes sociais.

Há os que preferem viver a beira do caminho, a beira da verdade, a beira da vida, mal direcionado, perambulando entre o sim para Deus e o sim de para si. No fim acontece o assalto dos dominadores dessa era, é quando a fé morre, uma multidão sem rumo vai pisando na palavra e a semente vira comida dos pássaros de rapinas.

“…Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? ” (Lucas 18:8)

Joaquim Tiago Bill

 

Quando a Injustiça Governa

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Na sociedade atual o que falta não são governos e ideologias políticas, o que falta é justiça e pessoas justas. Os partidos poderiam disputar honestidade mais do que poder de certezas. Os que mais lemos por aqui são analistas aproveitando de cada violência extrema para responder com uma atitude mais radical de linchamento a xingamento.

Quanto mais injustiças sofremos, menos amor temos!

Justiça é a distribuição moral dos direitos pessoais e sociais e dos éticos deveres. O justo busca o correto direito do outro, principalmente dos menos favorecidos, dar e receber o direito e cumprir moralmente todos os deveres sociais.

A sociedade pós-moderna criou a moral de si para si, sem ética, uma moral individual que responde apenas ao direito de falar, impor, roubar e aproveitar de toda e qualquer situação, isso até na religião sem fé.

A crise social é apenas a ponta do iceberg, vai além do que estamos vendo e debatendo, porque não há um justo se quer e nem quem busque a Deus. (Rm 3.10)

Joaquim Tiago Bill

rótulos

Acostumados com os rótulos, eles tentam definir o que se trata o conteúdo da embalagem.
Os rótulos faz parte da apresentação, da aparência, dos sentimentos que provocam, da cor e principalmente servem para facilitar a mensagem e conquistar o cliente, o consumidor.
Quem lê apenas rótulos e marcas confia e em quase todos casos não tem conhecimento do que esta ingerindo ou do que se trata o conteúdo assim denominado. Rótulos é mais prático para entender, conhecer do que se trata aquilo ou aquele da mais trabalho, mais leitura e aproximação.
Por falta de discernimento, preguiça e pela busca infernal de uma boa aparência acontece sempre a rotulação. Quase tudo é rotulado, o que feio pela concorrência, o que é bonito pelo dono de si.
É necessário pensar quem é o “beberrão”, o “que senta com os cobradores de impostos”, o “negão”, a “bicha”, o “vagabundo”, o “pecador”, a “feia”, o “esquerdopata”, o “rico”, o “pobre miserável”, o “fascista”, o “reacionário”, o “idealista”, a pessoa “feliz que se deu bem”, quem nunca “fracassou”, o bem “sucedido”, o “sucesso”.
É necessário ler além do que se vê, o que é um refrigerante e o que é “Coca-Cola”, e o que realmente “mata” a sede.
Infelizmente esse é um enorme desafio e estamos longe de resolver, longe do conhecimento de fato e ai é mais fácil interpretar pelo que se vê, o sentimento que desperta para efetuar a compra ou rotular a concorrência.
O consumidor fica feliz adquirindo aquilo que desejou.