Justificativas da Vida

Justificar-se é um caminho que buscamos varias vezes quando precisamos de uma boa desculpa, uma boa alternativa para aliviar a consciência, aliviar do erro, da engano.

Cometemos atos segundo nossas “melhores” ideias, nossas maiores paixões e até nossas principais vontades. Quando algo sai do nosso normal e não cumpre a expectativa, buscamos uma resposta que possa satisfazer a nós mesmo e que não nos culpe (tanto). Varias vezes buscamos alternativas para não nos levar a assumir o erro e que nos deixe de forma aliviada e de consciência leve.

Seria como uma criança quando briga com seu irmão e sua mãe lhe chama a atenção, logo a desculpa é – “foi ele que mexeu comigo primeiro” e a resposta do outro irmão é sempre a mesma desculpa de volta. Talvez você tenha uma boa justificativa para não congregar mais com seus irmãos, mas de onde ela vem?

Uma justiça feita por conta própria é arriscada e pode nos manter no engano. O conselho é, seja justificado pela fé (Rm 1.17). O justo que se justifica em sua fé, vive pela fé. A fé pode ser agora nossa nova consciência, nossa maneira de enxergar o mundo e como agir, a fé é a maneira de sacrificar nossos pensamentos e ser renovado na maneira de pensar (Rm 12.1-2).

Quando a fé nos justifica agimos buscando a vontade de Deus, precisamos conhece-la e confiar que é perfeita e boa e assim devemos sacrificar nossas justiça pela a Dele, a de Cristo.

 

Joaquim Tiago Bill

10/5/16

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“Do que colherem, deem a quinta parte ao rei; usem as outras quatro partes para semear e para alimentar vocês, os seus filhos e as pessoas que moram com vocês.” (Gênesis 47:24)

Dizem que “nem todo judeu é rico, mas não se vê um judeu mendigando”. Essa não mendicância decorre de um hábito antigo, de que é denominada pelo Judeu como: “seguir a lição de José”.

O cerne dessa lição é que todo judeu aprende desde o berço que deve ter reservas suficientes para viver pelo menos SEIS meses caso alguma tragédia se abata sobre o sua sobrevivência.

Com o tempo do Egito de seca e fome, a família de José aprendeu que se é rico não pelo que se ganha, mas pelo que se poupa. Não confunda poupar com ser miserável! Ser miserável e ser AVARENTO, ter medo de perder o que acumulou, consumista e egoísta.

Nas escolas, deveriam ensinar as crianças a não ter cartões de crédito para comprar merenda, mas viver apenas com 70% do que se ganha dos pais. Guardar a décima parte do dinheiro que se ganha dos pais como poupança. Dividir com quem não tem pelo menos 10% e bem como sempre se reinvestir em desenvolvimento pessoal 10%.

No caso de José la no Egito, um quinto representa 20%, guardado por 6 meses nos celeiros daria novamente 100% de reserva da produção para viver mais SEIS meses.

A nossa crise de grana e a crise Brasileira e até mundial é também uma crise do consumismo, de gastos com dinheiro virtual emprestados a juros altíssimos, financiamentos muito exorbitantes do que ainda não foi produzido.

Se estamos nesse Egito de seca e escassez, ta no momento de ler novamente a história de José la nessa terra.

Joaquim Tiago Bill
(7/4/16)

Medo e Coragem

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A maior vitória desta crise instalada é o medo coletivo que esta causando.

Pessoas com medo diante do desconhecido e das previsões que mercado oferece.

O medo paralisa todo mundo e nos faz aceitar qualquer condição que seja imposta, mesmo em condições de pura ameaça.

Para vencer o medo é necessário ter coragem e coragem é fruto da fé. Coragem para enfrentar o medo que crise nos faz.

É como o povo atravessando o mar com Moisés. Se olharmos para trás seremos derrotados e mortos pelo exercito de faraó e quando olhamos para frente o mar assusta e ainda não sabemos o que nos espera do outro lado. A fé é continuar caminhando até chegar do outro lado e não parar no caminho para ser engolido pela maré que vai subir ainda mais.

Desafios sempre virão como o gigante dos Filisteus, sua arma secreta. Davi(s) são sempre pequenos diante deles, mas a coragem em enfrentar e lutar com poucos recursos sempre virá da dependência em crer naquele que é maior dos que as pedrinhas e irar ajudar.

Coragem guerreiro, “Pra quem tem fé a vida nunca tem fim!” (Rappa)

“Foi pela fé que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como se fosse terra seca. E, quando os egípcios tentaram atravessar, o mar os engoliu. Foi pela fé que caíram as muralhas de Jericó, depois que os israelitas marcharam em volta delas durante sete dias. 31Foi pela fé que Raabe, a prostituta, não morreu com os que tinham desobedecido a Deus, pois ela havia recebido bem os espiões israelitas. O que mais posso dizer? O tempo é pouco para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas. 33Pela fé eles lutaram contra nações inteiras e venceram.” (Hebreus 11.29-33)

Joaquim Tiago Bill

18/02/16

Uma vida de ilusões

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“Assim, procurei descobrir o que é o conhecimento e a sabedoria, o que é a tolice e a falta de juízo. Mas descobri que isso é o mesmo que correr atrás do vento. Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre.” (Eclesiastes 1.17-18)

De forma rápida e com palavras simples o que é a fé? Acreditar no invisível e torná-lo visível, e melhor dizendo – “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.” (Hebreus 11.1). A fé em Deus não é uma ilusão, Cristo viveu simples pela fé. Acreditar no que Deus faz é lidar com o possível que se torna real através da sua ação. Fé em Deus é lidar com sua vontade e com a eternidade.

Deus não criou um mundo passageiro e temporal, Deus em Cristo venceu a morte, pois Cristo ressuscitou e tem uma morada, Cristo esta preparando a morada para seus filhos também. Todos os que morreram acreditando viveram e venceram porque tinham uma esperança e aqui manifestou o que creram sabendo o que lhes aguarda.

O homem criou um mundo ilusões, o homem contemporâneo tem sua fé em coisas que já passou, “obsolescência programada”. Casas construídas sobre área que um dia será desfeita pelo vento. Tudo esta vencido, tudo esta vendido, tudo esta com data marcada com sua validade exposta. Pessoas iludidas pela datas de vencimentos perdem o valor com o tempo. Passageiros com suas posses para destinos marcados pelo fim de tudo. Não há nada novo e tudo já virou um grande museu de ilusões.

O que vai ficar para sempre? Qual o fruto de tanto trabalho?

Agora tudo depende a quem serviu para quem a vida dedicou.

Joaquim Tiago Bill

(12/02/16)

Cinzas, um sinal de arrependimento

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“E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.” (Gênesis 18:27)  “Em sinal de tristeza, eu vesti uma roupa feita de pano grosseiro, sentei-me sobre cinzas, deixei de comer e orei com fervor ao Senhor Deus, fazendo-lhe pedidos e súplicas.” (Daniel 9.3)

As cinzas foram um sinal nas histórias bíblicas de arrependimento que lembram o que somos e para onde iremos. O que somos diante de Deus, pois na morte somos reduzidos ao pó como natureza humana.

Um sinal de arrependimento é necessário para nossa vida devocional. O sinal não é apenas um rito, apenas um ritual de passagem ou uma contagem de tempo, nosso sinal de arrependimento dura por toda vida e em toda vida. Precisamos ser sinalizados com o arrependimento.

Arrependimento não é remorso, arrependimento não é apenas uma dor na consciência, arrependimento é mudança de atitude, sacrifício vivo, culto racional. “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12.2)

O grande sinal de arrependimento esta em mudar a maneira de pensar a vida, quando mudamos nossos pensamentos sacrificando nosso egoísmo, orgulho, ódio e inveja; estamos admitindo que não passamos de cinzas diante de Deus, não passamos de pó e que a vida pertence somente a Ele sabendo o Espírito Santo o que é melhor para cada um de nós.

Joaquim Tiago Bill

10/02/16 (quarta-feira de Cinzas 2016)

Qual a diferença entre a teologia da prosperidade e a generosidade de Cristo?

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“Eu tenho visto tudo o que se faz neste mundo e digo: tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento. Ninguém pode endireitar o que é torto, nem fazer contas quando faltam os números.” (Eclesiastes 1.14-15)

Correndo o risco de ser simplório para definições enormes que fazem parte até do consciente coletivo construído ao longo da história humana, vou arriscar um pensamento de fundamento bíblico.

A teologia da prosperidade ou confissão de fé positiva (auto-ajuda) ensina que você deve ter, ou possuir (tomar posse) porque você merece e é só saber desejar.

A generosidade ensina que se você recebeu, se você conseguiu com seus esforços, trabalho e vocação do qual o mesmo Deus lhe deu, foram para gerar vida, para repartir, dividir e abençoar ao próximo e a obra de Cristo.

O que a pessoa próspera em nome do seu deus vai fazer com suas posses depois que mereceu? Usar no seu benefício, porque afinal de contas ter merecido é entender de alguma forma sobre aquele que não mereceu. Quem não é merecedor, não soube tomar posse, não usou sua fé de confissão positiva e não brigou com seu deus. Condenado e imerecido, esse já tem sua condição de ser.

O que a pessoa generosa da qual Deus abençou, mesmo com pouco, sabe? Que de nada é possuído das coisas que tem. Todas as coisas são para dar posse e dignidade aos que necessitam. O generoso aprende a cooperar com seu Deus na obra de justiça distribuindo o que não é seu, mas do mesmo Deus que o deu, principalmente a vida. O generoso é semeador.

A vida tem um custo e no mundo que habitamos temos raras generosidades. Estamos em um mundo corrupto, a terra foi amaldiçoada pelo pecado e quem vai crer em um Deus de generosidade? Pessoas estão aprendendo a fazer negócios com Deus e mesmo quase todos os puritanos defensores da ortodoxia contra a mesma teologia de confissão positiva arroga o benefício de que mereceu para ter e a única generosidade cabe aos franciscanos da vida que fizeram seus votos de pobreza, aqueles que parecem não ligar com nada e conta apenas com a misericórdia divina.

A sobrevivência com justiça e dignidade custa o que sabemos para se manter. Quando buscamos o Reino de Deus não estou negando existir, mas existir tem como fundamento e prioridade seu Reino de justiça. Deus sabe o qual a necessidade tanto de pardais, erva do campo e a vida dos seus (leia Mateus 6.24-33). Deus é generoso e ninguém pode negar, caso contrário você pode pedir ele para da um fim em você.

O custo da vida de quem busca apenas o que merece se tornou ganância, e a mística da prosperidade não é desvirtude apenas de algumas igrejas, faz parte de todas as catedrais com escadas rolantes, ambiente climatizado, musica ambiente, praças de alimentação para comunhão e pequenos santuários com ícones, marcas e cultura de adoração.

Joaquim Tiago Bill

4/2/16

O que tem nesse copo?

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“Eu, o Sábio, fui rei de Israel, em Jerusalém. E resolvi examinar e estudar tudo o que se faz neste mundo. Que serviço cansativo é este que Deus nos deu! Eu tenho visto tudo o que se faz neste mundo e digo: tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento.”(Eclesiastes 1.12-14)

Um copo vazio continua sendo um copo, mas sem conteúdo. Quando enchemos o copo com alguma substância ou com algum liquido passa a ser um copo de café, um copo de água, um copo de suco ou um copo com alguma coisa.

Ser um copo é muito importante, sua função é das mais significativas para ajudar na manutenção da vida. O copo cumpre um propósito de acolher a substância geralmente líquida e facilitar a ingestão humana e em alguns casos especiais, ajudar a ingestão de alimentos para outros animais.

Sem a existência do copo como tomaríamos nossa bendita água e o gostoso café bem quentinho? Na mão? Por isso sua existência e permanência são fundamentais. Porém, para que serve um copo vazio? Qual a utilidade de um copo parado sem conteúdo? Qual o valor de um copo que não tem nome? O copo vazio é copo de quê? Copo de nada?

A vida é boa, a existência é de toda necessária, toda vida tem função e propósito, porém sem conteúdo perde o valor, sem conteúdo perde a função. A existência cumpre a função com seu conteúdo e sem o que enche o coração e a mente, podemos nos tornar copos ou corpos vazios.

Corpos na multidão transportando substâncias, boas ou ruins. O que enche sua vida? Todo conteúdo é o que você é, e que se torna.

Você é um copo vazio?

Joaquim Tiago Bill

3/2/16

O que podemos ser agora?

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“E as coisa que vão acontecer amanhã? Ninguém se lembrará delas também. Você acha que será lembrado? Pode esquecer!” (Eclesiastes 1.1-11)

Se tem algo que gostaria muito de saber esse é o amanhã. Queria muito prever o futuro da minha vida e das pessoas que amo. Quando olho para frente e tento enxergar só vejo nuvens e previsões com garantia em certezas que carrego. Algumas certezas são exatas conseqüências e outras conseqüências da sorte, do mistério e da vida que se descobre.

O passar do tempo é feito de uma construção chamada esperança ou pessimismo. Quem espera, espera o quê? O melhor de forma melhor? Ou já não espera e tenta viver no amanhã sem conhecer o presente? O presente já é um grande susto, ou a grande falta do melhor daquilo que já foi. O que pode vir daqui alguns momentos, alguns dias?

A coisa que vão acontecer amanhã ninguém lembrará… Férias inesquecíveis, amores perdidos, a sensação do primeiro trago, da primeira vez, de abrir a embalagem do presente. Quando o amanhã se revelar, tudo que vai ficar é apenas o que pode continuar. Esperar não é nada fácil quando já não podemos ficar preso ao que já foi. Não podemos fazer novamente o que nunca mais virá. O que podemos fazer agora?

Ser tudo! Ser agora a vida que sabe onde tem esperança. Nessa esperança o que ficar com o passado lembre-se que tudo foi feito para que a vida seja a certeza no Eterno.

Joaquim Tiago

29/01/16

 

O que restou da vida?

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“O que resta de uma vida inteira de trabalho sofrido? Uma geração passa e outra geração chega, mas nada muda – é sempre a mesma coisa.” (Eclesiastes 1.1-11)

Trabalhamos para receber o emprego e o emprego geralmente não faz do trabalho seus planos. “Meus amigos todos estão procurando emprego” (Legião). O que afinal queremos ganhar, qual a recompensa e que salário buscamos?

Sonhamos com a fortuna, o sistema nos faz almejar o que não vai permanecer e todo o trabalho pode perder o sentido, logo teremos que nos ocupar ainda mais, aumentar a carga de horário, aumentar a forma de ganhar, aumentar a forma de ser recompensado para poder usufruir de tudo que sou obrigado. Estamos construindo uma fabrica de coisas que nos usarão como ferramentas da construção de coisas que nos ocuparão para fabricar o mundo de coisas que serão descartadas para ser usadas pelo lixo tóxico de um mundo que sustenta uma fabrica de coisas que são apenas coisas que perderão sua função se não estiverem nos usando como coisas.

O trabalho tem que ser feito, mas ele não é apenas uma coisa da vida, a vida da trabalho para ser quem se deve. Perder o sentido da sua vocação quando estamos ocupados intensamente tentando ganhar o mundo virou uma coisa só, coisas que vão se perder. A vida inteira pode ser feita com o trabalho de quem nasceu para cumprir sua missão ou quem apenas veio para ser a coisa que já se perdeu na ultima recompensa e não no legado que não termina porque a causa da vida deve ser continuada.

Joaquim Tiago

28/01/16

Gastando os olhos que já não enxergam

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“Será que os olhos não casam de ver nem os ouvidos de ouvir? O que foi será novamente, o que aconteceu acontecerá de novo.” (Eclesiastes 1.1-11)

O que chama nossa atenção, desperta nosso olhar? As passagens de todas as coisas? Quando tentamos contemplar uma obra de arte e não vemos além do ilustrado seu significado, ficamos na superfície das pinceladas, da impressão.

O que assistimos esta passando, o que vemos já foi presente e se tornou história. O filme que passou pode despertar um sentimento de que não vimos tudo ou vimos os bastante do que já não é e não foi e nunca será. A beleza na maquiagem será lavada, borrada e acabará. Se a imagem que temos não nos dá significado é porque passou como passa a água que caminha para seu destino, como as fotos de quem um dia foi bonito para um tempo e feio para o outro, uma foto de onde se esteve, mas hoje e nunca vai esta.

Os olhos cansados estão gastos e estão turvos, embaçados e não consegue mais enxergar. Uma cegueira que o deus deste século conseguiu vendar. Os olhos habituados a invejar, odiar e desejar o que não tem e o que não é seu só vê o que não existe e o que já passou. Feche seus olhos, apague as luzes do seu celular e de outros meios de passagens e tenta olhar o que esta dentro, a que existe na imagem interior, o que existe dentro onde ninguém pode ver e só você.

Joaquim Tiago

27/01/16