A Riqueza da Generosidade

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Estamos a todo tempo clamando por justiça e infelizmente temos que conviver com as injustiças dilaceradas por esse mundo. Vivemos sabendo que somos injustiçados por um sistema de poderes, sistema financeiro e grandes forças que manipulam e corrompe as instituições de governo.

O que é o fruto da justiça?

O Apóstolo Paulo escrevendo a comunidade de Coríntios, agradecendo a ajuda financeira e suas doações, traz o seguinte relato: “Como está escrito: ‘Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados; a sua justiça dura para sempre’. Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e aumentará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.” (2 Coríntios 9:9-11)

Toda generosidade é fruto da justiça!

A justiça que tanto precisamos e protestamos para que aconteça, ela acontece por generosidade. Pessoas que sabem ser generosa convergem sistemas em instrumentos generosos de justiça.

O apóstolo explica que as pessoas serão enriquecidas de todas as formas para que sejam GENEROSOS! Serem generosos em qualquer ocasião e por meio dessa mesma generosidade resulte sempre ações de graça.

Sabemos que neste mundo de ninguém e vendido, a ideologia dominante é ser rico, ter muita grana, mas para satisfazer o que, quem e qual pessoa? Gananciosos querem reter, guardar e ter muito dinheiro sem perpetuar o fruto da justiça?

O que falta no Brasil e em todo lugar não é riqueza, falta mesmo é generosidade! A palavra nos diz que “seremos enriquecidos em tudo”. Tudo é o que Deus tem de melhor dentro de sua vontade para suprir cada uma das necessidades integrais do homem. Porém nesse mundo de egocentrismo nem tudo e quase nada satisfaz as pessoas miseráveis e gananciosas!

Quem não é enriquecido por Deus para ofertar o fruto da justiça busca com as próprias mãos aquilo que não consegue satisfazer, o desejo de ser apenas rico.

O Reino de Deus conta com a generosidade, Deus sempre suprirá e aumentará a semente e “fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião”.

Essa é a riqueza da generosidade!

Joaquim Tiago Bill

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Os que se perderam pelo caminho

“Duas pessoas andarão juntas se não tiverem de acordo?” Amós 3.3

Andar na mesma estrada pode ser rotina de muitos, mas nessa mesma estrada muitos já não andam juntos.

As pessoas estão freneticamente correndo no trânsito da vida, seguem suas rotinas apressadamente e se distraem com mais um compromisso e entretenimento.

Na estrada do individualismo cada um esta no seu passo.

Nos dias do profeta Amós, Israel havia se esquecido do seu acordo com Deus, de a aliança. Talvez quem sabe foi devido a tanta rotina com a prosperidade do tempo de paz que os Assírios permitiu? Com seus ricos programas religiosos esqueceu a motivação verdadeira, o fundamento, a razão de estar junto com Deus. As famílias tinham agora mordomias e brinquedos novos para ocupar a vida.

Qual o padrão do sistema? (Rm 12.1-3)

Como duas pessoas andam juntas sem acordo? Impossível! E como se chega a um acordo em um mundo onde se luta cada um por suas vantagens particulares, onde o que importa na negociação é quanto estou ganhando? Quem vai ganhar com esse acordo?

Quem esta de acordo com Cristo?

Só esta de acordo com Cristo quem andar junto com Ele. Cristo não é nome, é condição, é entrega, e é por amor. Amar é distribuindo direitos. Muitas pessoas já não estão juntas porque Cristo já não reina e as relações se tornaram um caminhar sem direção. Quem caminha com junto com Cristo sabe a direção dessa estrada.

Todos tem direito, todos merecem respeito e nesse acordo de Cristo cada um busca a justiça do seu próximo na distribuição do seu amor.

O problema maior é quando ninguém quer mais andar junto nem como Cristo, nem sua condição e nem com o próximo. O mundo anda sozinho e vejo todos correndo na mesma estrada, cada um seu caminho perdido.

Joaquim Tiago Bill

Não há ninguém que faça o bem

jovem rico

Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? ” Respondeu-lhe Jesus: “Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos”. “Quais? “, perguntou ele. Jesus respondeu: ” ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Disse-lhe o jovem: “A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? ” Jesus respondeu: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”. Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Então Jesus disse aos discípulos: “Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. (Mateus 19:16-23)

A pergunta desse jovem não foi apenas sobre o Reino dos Céus e como herdá-lo, mas também como ser uma pessoa boa, um homem bom.

Como ser bom e ter bondade, pois os bons herdarão o Reino de Deus.

Jesus tem respostas complexas e interessantes: “Quem é bom? Só existe um que é bom!”

Se quer ser bom é só realizar o que os mandamentos pedem. Todos eles o “Jovem Rico” praticava como crente fiel e zeloso, só lhe faltava uma gratidão, uma coisa.

Ainda existem pessoas boas, bondosas e amorosas, mesmo vendo a maldade aumentar diariamente e simultaneamente fazendo o amor esfriar.

Ser justo e fazer coisas boas é um dos princípios cristão de maior relevância e veio mudando a história de culturas injustas, esse é um fundamento deixado pelo próprio Jesus Cristo.

 

O que buscam as boas pessoas?

Porque ser bonzinho hoje? Qual a intenção dos cristãos contemporâneos? Que mérito uma bondade pode ter?

Existe um pensamento dominante nesta sociedade que afeta o comportamento das pessoas – o reconhecimento e o recebimento como retribuição. Essa ideologia ganhou ênfase maior nas redes sociais. Um pouco da atenção e da curtida já efetua parte desse reconhecimento.

Temos neste universo, os bons de ação, os melhores comentaristas fazendo suas análises dos problemas atuais, os profissionais privilegiados, os que sabem fazer festa, as melhores poses para self. Ser melhor quando se trata de parecer bom e se transformar na melhor propaganda das manifestações visuais.

Esse castelo de cartas se baterem com o evangelho vai cair e se as boas intenções bater de frente com o com Cristo e com o amor bíblico na conversão desmoronará.

Dos dez leprosos apenas um voltou para agradecer, o mesmo discípulo que viu todos os milagres acontecer ao seu lado e participou do circulo intimo de Jesus Cristo negociou cooperação com os inimigos por 30 moedas.

 

Fazer o bem para um mundo de injustiça não é tarefa simples e de pouca visibilidade.

Para quem quer ser justo precisa saber viver pela fé, ou nas palavras de Paulo em Romanos, “o justo viverá da fé” (Rm 1.17). Esse é o consolo!

 

O que busca o amor?

O amor… Não busca os seus interesses. (1 Coríntios 13:5)

O evangelho “corta na carne”, “bate na consciência” e ignora os méritos! Apesar da sociedade viver hoje de reconhecimentos, o evangelho de Cristo não é aquele sentimento de alegria esperando ser retribuída, a felicidade da bondade verdadeira esta apenas nela acontecer.

O amor não busca os seus interesses. Amar é entender o direito do outro, compartilhar o direito é atitude de justiça, todos têm direito a vida sabendo que foi Deus que nos capacitou pela fé para ser justo.

O interesse na justiça é quando direito do meu próximo a existir com dignidade e felicidade pode e deve acontecer.

 

Um coração agradecido

Quem não sabe retribuir, não sabe amar. A miséria é fruto da ingratidão, a miséria é fruto da avareza. A mesma pessoa que não é agradecida, não sabe retribuir o favor, é ingrato com a vida, com as pessoas e com Deus.

Avareza é a falta de generosidade, é mesquinhez, sovinice, insignificância e miserabilidade. O avarento tem problema com o medo da falta. O que falta para o avarento e amor. Medo de não ter mais para guardar, para não gastar com a prática do individualismo.

O avarento quando retribui e ajuda fica morrendo de medo de faltar na sua dispensa, na sua poupança. Ávidos e gananciosos se acham pleno e merecedor do que pensam possuir, mérito de suas posses. Agradecer, retribuir, contribuir para quê?  Para quer ser bom sem receber o mérito e o retorno? O que vou ganhar com isso?

 

Onde esta o seu tesouro? Onde esta sua paixão?

Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração. Um corpo iluminado Mt. 6,21

Ouvimos muito de um deus que existe para encher as vidas de boas garantias e um mundo de retribuições, socialmente financeiras. Esse deus não é o Pai de Jesus Cristo e esse nunca foi o seu amor. Cuidado para não adorar deuses estranhos e o deus errado!

Os desumanos são capazes de criar ídolos a sua imagem, ídolos bonzinhos refletidos no espelho das vaidades.

O que falta para quem não entendeu o fingiu não entender é a conversão! É necessário voltar- se para Cristo, se converter novamente e descobrir onde esta seu coração.

O evangelho é contra essa natureza, a velha maneira egoísta de ser. Ele é contra nós para ser a favor Dele, para ser transformado, viver de outra maneira, amando a justiça e a verdade para ser.

Não vai adiantar muito saber e praticar toda ordem de bondades morais e esconder o coração nas riquezas pessoais.

“Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” 1 Jo 4.7

Joaquim Tiago Bill

Qual o sentido da vida?

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“Nesta vida sem sentido eu já vi de tudo: um justo que morreu apesar da sua justiça, e um ímpio que teve vida longa apesar da sua impiedade.” (Eclesiastes 7.15).
 
A vida do grande rei e o homem mais sábio do mundo se tornou sem sentido mesmo depois de conquistar e ter o poder de possuir o que sua existência lhe permite-se.
 
Para o homem mais poderoso do mundo na sua época histórica tudo se esvaziou rapidamente. A vida é uma passagem rápida e dependendo da situação pode se tornar uma passagem sem rumo, um passagem perdida.
 
Para o escritor existencialista decidir sobre a vida e qual o seu lugar é a grande pergunta fundamental da filosofia.
“O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia.” (Albert Camus)
 
O sentido dessa vida é a grande reflexão que flutua entre todos mesmo depois de tantos anos nessa terra tentando buscar a resposta.
 
A vida precisa de um sentido? Quem sou eu, de onde eu vim e para onde vou? Essa base que sustenta nossa existência esta entre nós e busca se firmar, mesmo sendo soprada de outras formas nos ouvido e na disputa entre o ter e o ser.
 
Já ouvi de um sábio que não estamos mais em uma época de mudanças, e sim, em uma mudança de época, mudança da era. Diante desses fatos é necessário voltar à origem, a origem da vida e do seu Criador para entender novamente o seu propósito da criação.
 
Joaquim Tiago Bill

 

A Mensagem da Reconciliação

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“Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade.” (Gabriel García Márquez)

A humanidade escolheu a separação entre Deus e sua vontade, conhecer seu caminho por si. Assumir o caminho do bem e do mal por sua conta e risco, a humanidade não queria/quer Deus e sim ser seu próprio deus. O orgulho de ser individual.

Vivendo por sua escolha, seus passos foram/é tortuosos dentro de um sistema de injustiças, fracassos e muita dor. A terra nunca esteve em paz e a natureza geme e chora esperando a redenção, salvação de tantas desgraças semeadas, tanta semente de corrupção e egoísmo.

Como conciliar novamente os que se perderam? Como conciliar novamente essas partes separadas, como conciliar os passos dados e a mesma caminha da esperança e da paz? Como fazer andar junto à justiça e o amor? PERDÃO!

Se um dia a humanidade esteve conciliada com Deus e sua criação, juntos com Ele fomos de fato humanos. Hoje outra vez nasce à esperança que se chama RECONCILIAÇÃO.

 

Onde esta o perdão?

“Deus se reconciliou com o mundo por meio do Messias, permitindo um novo começo pela oferta do perdão dos pecados” (2Co 5.19). Amou-nos, nos perdoou e deu sua vida para nos salvar.

Quem deu ouvido, quem pode aceitar a reconciliação e deixar a separação? Quem vai aproximar do distanciamento e novamente poder andar com Deus? Ande os passos de Cristo e Ele mostrará o caminho até o Pai! A mensagem pascoal, da passagem e de libertação esta agora no cordeiro que entregou seu sangue, a nova aliança.

Aos reconciliados agora foi confiada à mesma mensagem da reconciliação, o anúncio das boas novas da conciliação com Deus e com os outros.

A humanidade separada de Deus e do próximo esta perdida, esta literalmente sem rumo, procurando se justificar e praticar a maldade da individualidade, desconciliar em benefício próprio usufruindo da terra e praticando toda falta de esperança.

A mensagem da reconciliação inicia em Cristo, esta em Cristo e apenas por Ele teremos a capacidade de perdoar, de dar os mesmos passos em rumo à mesma esperança.

Que mensagem você tem para hoje, para a páscoa?

Somos então como embaixadores de Cristo. E é como se Deus por nosso meio lançasse um apelo aos homens. Nós vos suplicamos então, da parte de Cristo, que se reconciliem com Deus!” (2Co 5.20)

Joaquim Tiago Bill

 

Planos

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“O homem mortal faz planos elaborados para a vida, mas é o Eterno que tem a última palavra.” (Pv 16.1)

As melhores respostas as pessoas já tem, todos os dias ouvem-se as melhores indagações e diagnósticos do mundo. Previsões, visões, experiências de coisas que podem da certo, sete passos para uma solução, um receita para ter a boa forma e ficar rico, nas redes sociais, um “post” do fim do mundo.

A pessoa fazer planos é correto, necessário e cristão (Lc 14.28). O risco são os mesmos planos se tornarem uma solução humana de quem se garante ou encontrou a segurança em si.

Os planos podem vir do Eterno, a fundamentação também. Dele e para Ele é a ultima palavra. Para não correr risco de decepção, pois os diagnósticos do mundo podem falhar e as respostas também, busquem sempre ouvir Deus.

Desligue as previsões das suas redes sociais e Ouça Deus!

 Joaquim Tiago Bill

Self

conhece a ti mesmoO famoso Aforismo “Conhece-te a ti mesmo” ecoa sobre nossos tempos para nos tirar de si, pelo menos do ego. O aforismo “Conhece-te a ti mesmo” está inscrito na entrada do templo de Delfos, construído em honra a Apolo, o deus grego do sol, da beleza e da harmonia. Segundo Platão, Sócrates esteve presente no Templo de Apolo em Delfos, onde o oráculo afirmou que ele era o homem mais sábio que existia. No entanto, a resposta de Sócrates foi a aquela que é provavelmente a sua frase mais conhecida: “Só sei que nada sei”.

Adolescentes estão fazendo as melhores Self diante do espelho para conseguir seus melhores conceitos, liks e curtidas.

Todo adolescente esta buscando uma afirmação e uma possível aceitação. Os adolescentes sempre estão se avaliando, olhando a self do outro, buscando ser melhor para pertencer ao grupo. Argumentar sobre o outro pode ser uma maneira de se proteger, de ver-se um pouco melhor, com alguma vantagem pessoal para se aceitar. Ninguém gosta muito de falar de si mesmo, mas consegue falar do próximo, dizer do outro para ressaltar suas possíveis virtudes.

 

Qual conceito cada um tem de si? Como pessoas podem de avaliar?

Com os adolescentes os conceitos estão em formação, por isso as avaliações estão em processo. Com os adultos temos rápidos julgamentos, intensas avaliações, e afirmações formuladas, tais como: “Dessa maneira nunca agiria, dessa água nunca beberia, nesse esquema de corrupção eu nunca faria parte”.

Muitos adultos ainda estão persistindo em sua adolescência e para esse caso temos os piores conceitos já formulados culturalmente. Vemos conceitos adolescentes feitos por adultos que já tem um julgamento pronto. A tendência da natureza caída é sempre se proteger, conseguir um elevado pensamento de si em detrimento ao pecador do lado.

Qual foi a reação de Adão em Gênesis após seu grave erro? Quando o Eterno pergunta para Ele sobre o que não deveria fazer qual foi sua resposta? A responsabilidade não é minha, foi à mulher que o Senhor me deu –  “Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.” (Gênesis 3.12). A famosa transferência de culpa, responsabilidade e a necessidade de isolamento comunitário.

 

“Conhece-te a ti mesmo”

“Sei que nada Sei” O que as pessoas sabem de si para conseguir avaliar os outros? O apóstolo Paulo responde: “Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” (Romanos 12.3)

Culturalmente predomina na sociedade entre pessoas que não amadurecem um conceito mais elevado de si, um self dos melhores momentos e das melhores paisagens, um self da estética e da maquiagem perfeita (qual adolescente que ser feio?), ninguém quer aparecer em um conceito pior e desgraçado pelos que estão assistindo e acompanhado em silêncio pelas redes sociais.

Qual é a self de um conceito equilibrado? Equilíbrio não é o que predomina na cultura do egoísmo, da vantagem e na sociedade do medo de ser menor e menos conceituado.

Definitivamente depois do erro cometido pela humanidade em Adão conceituando a sua companheira e tirando de si quem de fato é já não sabemos quem somos.

Todo equilíbrio vem da Fé e é Deus quem nos conceitua perfeitamente e nos faz amadurecer como pessoa. O individuo não tem uma bondade para apresentar a Deus, pelo contrário, é Deus quem concede toda bondade a humanidade e as pessoas justas.

Só iremos nos entender um dia como comunidade da fé quando amadurecermos e deixar a adolescência. O dia que entendermos o que Deus é e o que ele faz por nós e não pelo que fazemos por Ele. O que são nossas obras? Não adianta individualmente usar o erro do outro para se sentir melhor, o conceito não vem do outro, vem da medida de fé, de conhecimento dado por Deus de quem se é para servir em um corpo.

 

O self da comunidade Cristã vem de qual conceito?

O elevado ou o equilibrado? O problema maior não é como as pessoas estão nos vendo, mas sim como estamos nos vendo, isto é, vendo um ao outro na comunhão e no corpo! Somos maduros ou ainda agimos como crianças?

Ser comunidade numa sociedade alimentada pela cultura do egoísmo e pela adolescência que nunca termina esta cada vez mais desafiador, pois para ser corpo de Cristo com um conceito elevado de mais de si é tentar fazer a junção da arrogância com a prepotência, é como amarrar um cachorro e um gato, estão juntos, mas cada um quer uma coisa, cada um sabe o que é melhor para si, cada um tem um conceito melhor para si.

O que nos falta então como humanos carentes de sentido e em crise de identidade?

“O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom.” (Romanos 12:9)

Joaquim Tiago Bill

 

 

Oferta é Amor

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O amor é uma oferta, o amor é uma oferta e é gratuita, não espera nada em troca.

Quem NÃO ama nunca irá saber o que é ofertar, dar, oferecer sem esperar receber. Naturalmente que o amor é saber oferecer, ele é a oferta para suprir a necessidade. Todo amor é uma oferta e toda oferta para ser genuína é feita em amor.

Paulo escrevendo aos Coríntios em sua segunda carta, capítulo nove e versículo sete, anuncia em auto e bom som – “Deus ama quem dá com alegria, Deus ama o doador que se alegra com a doação”.

Tudo que é feito com/em amor não é feito esperando o que se pode ganhar, que retorno vai dar. Tudo que se tem na vida foi Deus quem deu para ser partilhado, Deus nos da á vida e quem não semeia não conhece a dádiva.

O coração é um órgão importante em nosso corpo, nele se realiza a circulação sanguínea, uma máquina divina. O coração é a base do funcionamento do sistema circulatório dos animais e seres humanos. Acreditava-se antigamente que o coração era o centro da vida, das emoções, consciência e pensamento, por sua grande importância para os seres humanos. O coração se tornou uma grande metáfora da nossa consciência e emoções.

 

A Lei do Amor

Existe uma grande preocupação teológica dos que querem escapar da fundamentação da oferta e dessa mesmo relacionado ao dízimo (10%). A argumentação mais explorada é que a prática do dízimo ficou na Antiga Aliança feita pela lei. O que ficou para a Nova Aliança e o que substitui a lei? A graça feita por amor ou o amor realizado pela graça.

Na Aliança de Deus feita pela Lei da consciência exterior instituída por Moisés, era separado do trabalho e produção 10% para administração dos que cuidavam do templo e ritos cerimoniais. Na Aliança feita pelo Sangue de Cristo, o que prevalece é o amor, os que amam e doam em louvor e adoração 100%. Por tanto Deus nesse momento ama quem pode dar segundo seu coração, isto é, segundo sua consciência da oferta como Cristo se ofertou e com alegria.

Dentro da ótica de Cristo é mais fácil ser consciente com 10% em disciplina para ajudar, do que fazer o amor acontecer 100% além. Não existe cálculo para amar, porque todo amor deve ser sem medida, ofertar o amor é dispor o que for necessário.

O grande risco de “segundo o coração do homem” é quando a o ser humano não se converte a Cristo, porque todo coração pode ser enganoso. Muitas deduções teológicas dizem que não precisa se preocupar mais com o dízimo, à lógica é correta desde que o amor tome esse lugar. Onde não a consciência do amor é necessário que a lei moral empreste a consciência exterior. Só é correto pensar dessa forma quando o amor que esta no coração domina a consciência! Se o raciocínio não for este o que sobra é apenas desculpas de quem não quer amar, se envolver e colaborar nem com 1%.

“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6.21) Nesses dias de consumo elevado e irrestrito, a parte da consciência e coração que tem muita dificuldade de converter é o bolso, porque esta muito ligada ao tesouro da vida, de onde se espera o resultado para ser e aparecer. O bolso é a falsa credibilidade da garantia do futuro. Acredita-se muito no celeiro, no depósito da alma como o jovem rico, hoje o consumo é a resposta para o coração solitário. A obra de Deus já não é mais um tesouro para corações consumidos de individualismo.  A obra de Deus já não é mais segundo o bom coração, boa consciência, a obra de Deus já não é mais uma oferta e essa crise generalizada inclue os que pedem e os que podem ofertar.

O que faz falta não é recursos para generosidade acontecer, o que impede o compromisso não é a falta de tempo e dinheiro, é a prioridade e o amor!

Deus só ama quem da com alegria (2Cor 9.7). Só se alegra com a oferta quem ama! O restante é religião.

Não precisa explicar que o dízimo foi uma lei disciplinar bíblica (quem não sabe disso?). Precisamos aprender e entender é qual é a necessidade real e como encarar seus desafios comunitários!

A oferta é de amor, a lei só funciona quando não sei amar e só é enriquecido quem for generoso, toda generosidade resulta em ação de graças para quem recebeu no amor de Cristo a vida para compartilhar.

Joaquim Tiago Bill

Quem não vai se Dobrar?

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Em uma leitura recente alguns dados foram levantados pelo seu autor em relação à cultura cristã, feito por uma profunda análise histórica, a obra constatou que a mesma cultura perdurou até meados do fim da década de 70, após esse período o ocidente veio se tornando uma cultura pós-cristã ou pós-cristianismo. Hoje estamos avançando em um secularismo forte onde igrejas estão perdendo seu campo de atuação cultural, temos a religião e a vida sem interferências do cristianismo. Tudo isso acontecendo mesmo quando algumas religiões avançam aprendendo com o mercado da fé, o que em sua essência não muda quase nada, porque muitas acabaram perdendo o cristianismo fundamental e essencial.

De outro lado, uma analise na área de doenças emocionais demonstra que saímos do século da depressão e esta cotado para este século, ser o da ansiedade endêmica, o da síndrome do pânico e o da sociopatia (quase) generalizada.

Medo, transtorno obsessivo causado pelo medo e pessoas desprovidas de sentimentos e emoções, pessoas frias e sem temores é o que nos espera dentro de uma cultura social também vista como pós-cristianismo. Essa cultura não sabe mais qual é o seu maior problema existencial o que afeta as pessoas e a dor que existe desde seu nascimento.

Quando o missionário for trabalhar no campo, ele pode ir para uma outra cultura que adora outros deuses, com outros processos existenciais. Aqui no ocidente e nas cidades mais urbanas o campo missionário da cultura pós-cristã enfrentará aqueles que conheceram Deus, mas por algum motivo não quer mais uma relação de comunhão. A realidade social o faz misturar Deus com deuses do entretenimento religioso.

Estamos entrando na cultura que vive com medo, a única violência que consegue enfrentar é a de seriados como “the walking dead” e jornais sensacionalistas, tudo feito atrás do controle remoto. A cultura que sofre com o pânico do amanhã, pânico de quando faltar dinheiro para seu ópio.

O sociopata moderno não sente um pingo de arrependimento quando tudo que domina seus sentimentos é levar vantagem, ultrapassar seus supostos concorrentes, atropelar quem estiver na sua frente. Sociopatas desprovidos de sentimentos odeiam a lei, são egoístas e frios, sentem prazer na derrota do próximo, no fim do casamento da pessoa invejada, na desgraça que acometeu a família do inimigo, na instituição que quebrou no dinheiro que ganhou levando vantagem e passando a perna no “amigo” bobo. Mas nessa terra tudo dá e o que se semeia é colhido.

E não adiante tentar responder com o celeiro cheio, hoje mesmo pedirão sua alma!

“Reservei para mim sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal” (Rm 11:4)

Joaquim Tiago Bill

A Fé que esta Morrendo

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Como se encontra o terreno do seu coração?

Qual motivo tem levado pessoas nestes dias a abandonarem a fé, digo a fé em Cristo. Não se arrependem e não existe temor, respeito e devoção. No fim, o que resta aos incrédulos que não se arrependem é apenas a religião dos rituais e negócios.

Cristo conta a história de um agricultor que estava trabalhando na semeadura, lutando para plantar e colher bons frutos. O trabalho do agricultor na plantação exige esforço e esperança que a semente encontre no solo um bom lugar onde possa ser germinado, crescer e dar o fruto necessário no seu tempo. Alguns fatores comprometeram o trabalho do agricultor, fatores que podem prejudicar as sementes até levar a sua morte.

Cristo explica a seus discípulos com essa parábola que o agricultor esta plantando a palavra da fé, mas algumas caíram à beira do caminho, outras em meio às pedras e outras estão sendo sufocadas por ervas daninhas.

 

A fé que esta morrendo a beira do caminho

A fé que esta morrendo ou já se findou esta a beira do caminho como uma semente que é pisada pelas pessoas e comida pelos pássaros. A palavra de Cristo não esta encontrando lugar para ser germinada, nem tem terreno para produzir a fé e nem a esperança. Nesse jeito de ser a verdade vai ficando na beirada como lixo ou entulho.

A beira do caminho a semente é apenas pisada por pessoas que passam por ali, que passam por você. A beira do caminho nas cidades mal educadas o que mais se encontra é o descarte do desnecessário para ser e recolhido e levado, usei e jogo fora. A beira do caminho, o perambulante dessa era, o inimigo da verdade que anda pisando nas pessoas e entulhando lixo em consciências arranca do coração essa semente, a palavra.

Tendências de um pós-cristianismo em um mundo de cultura secularizada. Deus esta aqui apenas como um bom prestador de serviços nas mais variáveis necessidades do consumo. Há um fenômeno de infantilização social, crianças desejosas com seus egos no tamanho do seu estomago, não sabem ouvir a palavra não dentro de um contexto da permissividade. Hoje é estranha a palavra disciplina espiritual, mas não é estranho ter o cego hábito das redes sociais.

Há os que preferem viver a beira do caminho, a beira da verdade, a beira da vida, mal direcionado, perambulando entre o sim para Deus e o sim de para si. No fim acontece o assalto dos dominadores dessa era, é quando a fé morre, uma multidão sem rumo vai pisando na palavra e a semente vira comida dos pássaros de rapinas.

“…Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? ” (Lucas 18:8)

Joaquim Tiago Bill