Pondé em entrevista a rev. Veja

Quando o cristianismo cruza o pensamento de esquerda, como no caso da Teologia da Libertação, a humildade se perde?

Sim. Eu vejo isso empiricamente em colegas da Teologia da Libertação. Eles se acham puros. Tecnicamente, a Teologia da Libertação é, por um lado, uma fiel herdeira da tradição cristã. Ela vem da crítica social que está nos profetas de Israel, no Antigo Testamento. Esses profetas falam mal do rei, mas em idealizar o povo. O cristianismo é descendente principalmente desse viés do judaísmo. Também o cristianismo nasceu questionando a estrutura social. Até aqui, isso não me parece um erro teológico. Só que a Teologia da Libertação toma como ferramenta o marxismo, e isso sim é um erro. Um cristão que recorre a Marx, ou a Nietzsche – a quem admiro –, é como uma criança que entra na jaula do leão e faz bilu-bilu na cara dele. É natural que a Teologia da Libertação, no Brasil, tenha evoluído para Leonardo Boff, que já não tem nada de cristão. Boff evoluiu para um certo paganismo Nova Era – e já nem é marxista tampouco. A Teologia da Libertação é ruim de marketing. É como já se disse: enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo pentecostalismo.

Esse entrevista esta rev. Veja, link click para ler

Potestade no ar da minha cidade

Joaquim Tiago

Tem uma potestade dominando a cidade de Ipatinga.

Não precisa assustar, não estou fazendo a tal da “espiritualização” ou promovendo um esquema de batalha “espiritual”.

Quando digo ou até sinto que uma dessas forças do mal esta governando a cidade é porque vejo as mazelas em cada canto que passo. Já vi tempos diferentes nesse lugarejo poluído com cinzas do minério mineiro.

Potestade é uma palavra que significa: Poder, potência, força. 2. A divindade, o poder supremo. Existe também o Potentado que é: Soberano de um Estado poderoso. Isso vai dar em potência e poder. “O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder.” William Shakespeare

Essa potestade que esta dominando a rica renda de Ipatinga, esta governando algo que não é deles, deveria ser de todos, pelo menos é para isso que se cobram tantos impostos. Estão esquecendo da população que agora sofre com a “falta” de recurssos dos básicos aos mais importante.

Os professores estão novamente em greve, os postos de saude estão jogado as traças. Uma construção caríssima aos cofres públicos municipal feita para oferecer cursos e assistência aos cidadãos em várias áreas do trabalho esta nesse momento abandonado em pleno centro. A biblioteca pública municipal extremamente desatualizada e esquecida, o que deveria ser um centro de cultura e conhecimento é um lugar feio e abandonado, sorte que ainda tem seus funcionários que amam o que faz e consegue dar luz para o lugar quase sem vida. Em cantos lixos abandonados, violência e descaso com praças públicas.

O que é pior nessa situação é constatar que em 20 anos (pelo menos ou mais) de potestade política, figuram os mesmos potestados. Não a nada novo e pelo que percebemos não haverá. O povo inerte não consegue enxergar e os que ali se aninham no poder querem sempre mais poder, poucas são as exessões.

E sabem por que eles precisam de tanto dinheiro assim? Para finciar suas campanhas para continuarem dominando as cidades do Brasil.

Onde fica esse lugar? clik.

Mansamente pastam as ovelhas

por: Rubem Alves

O telefone tocou. Era uma hora da madrugada. Quem poderia ser? O que poderia ser? Atendo. “Pai, acordei você…“ Era a voz da Raquel, minha filha. “Acordou“ – respondi numa mistura de mau humor e apreensão. “Pai, o nosso prefeito, o Toninho, acaba de ser assassinado…“ Para a Raquel o assassinato do prefeito era muito mais que um evento político. O Toninho tinha sido seu professor, na Faculdade de Arquitetura. Ela estava compartilhando comigo a sua dor e ódio pela perda de um amigo, um homem que ela admirava. Meus pensamentos, ainda mergulhados na sonolência, se transformaram num bloco de pedra: pura estupefação e horror.

Senti a dor da perda do Toninho. Ele era um homem manso que sonhava coisas bonitas para Campinas. Numa conversa, faz uns meses, ele me disse que estava imaginando um jeito de realizar, praticamente, aquela coisa de “política e jardinagem“ sobre que eu havia escrito na Folha. E fiquei contente…

Mas o que senti foi muito mais que a dor pela perda de um homem bonito. Já havia passado por experiências semelhantes. Quando meu amigo Elias Abrão, que havia sido secretário de meio ambiente de Curitiba, secretário de educação do estado do Paraná e era deputado, morreu num desastre automobilístico, chorei como nunca havia chorado em toda a minha vida. Mas a dor era diferente. Minha dor pela morte do Elias Abrão foi dor pela morte do Elias Abrão: nada mais. Dor num estado puro. Mas a minha dor pela morte do Toninho está sendo diferente. Porque a forma como ele morreu, assassinado, estabelece entre todos nós uma difícil comunhão… Nosso destino está ligado ao dele. Veio-me à memória um texto sagrado que diz que Jesus, “vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes como ovelhas que não têm pastor.“

Ovelhas são animais mansos, sem garras ou chifres, incapazes de se defender. Morrem mansamente nos dentes dos lobos. E dizem que nem mesmo balem. Morrem silenciosamente. Essa é a razão por que é preciso que haja pastores que as protejam. O pastor traz na mão o cajado, arma para a defesa do seu rebanho. E quando tudo está tranquilo, as ovelhas pastando, os lobos mantidos à distância pelo pastor, ele pode se dedicar a tocar a sua flauta. “Ainda quando eu andar pelo vale onde a morte está à espreita, não temerei mal algum; a tua vara e o teu cajado me defendem e consolam…“ (Salmo 23). Um dos corais mais lindos de Bach descreve essa cena: “Mansamente pastam as ovelhas…“

Ah! Que imagem linda! Seria bom que fosse assim! Os homens, as mulheres, os velhos, a crianças – todo mundo “pastando“ pelas ruas da cidade nas noites frescas, sem medo… Que mais poderíamos desejar? A vida pode ser assim, se não houver medo.

E é para isso que pastor existe: para que não haja medo. A ausência do medo é o pré-requisito para a vida boa a que estamos destinados. Isso mesmo! Nisso os místicos, os poetas e a psicanálise estão de acordo: o coração está em busca de um mundo que possa ser amado. Nas palavras de Bachelard “o universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade“. Mas essa imagem de felicidade que dava sentido à nossa vida comum se transformou numa bolha de sabão. Os poetas insistem em acreditar, continuam soprado e falando de esperança – mas tão logo se formam, as bolhas flutuam no ar e arrebentam.

O Toninho foi assassinado. O lobo ou os lobos – não sei – estavam à espreita. E ele era como uma ovelha – ia despreocupado, sem medo, inconsciente do perigo, sem pastor que o protegesse. Foi essa imagem, a imagem da fragilidade e do abandono diante dos lobos, que me comoveu. Sinto dor pela morte do Toninho. Mas sinto uma dor maior por nós mesmos, porque o que aconteceu com o Toninho é um símbolo da condição de todos nós: somos ovelhas sem pastor, à mercê dos lobos.

No tempo em que havia pastores os lobos eram trancados em jaulas e as ovelhas pastavam soltas, mansamente. Agora, sem pastores, as ovelhas se trancam em jaulas e os lobos caminham soltos, tranquilamente. O medo nos leva a nos encerrarmos em jaulas. Não nos atrevemos a andar pelas ruas, pelos parques, pelos jardins, pelas praças. Abandonados, deixaram de ser nossa propriedade. Tornaram-se habitação dos lobos que neles ficam à espreita. E eu me pergunto: de que valem todas as coisas boas que se possam produzir numa sociedade se estamos todos, todo o tempo, condenados ao medo?

Alguns explicam a nossa condição como sendo decorrente das estruturas injustas de distribuição de renda: a violência criminosa seria, então, uma simples consequência da violência estrutural econômica, que seria a causa. Duvido. Penso segundo a lógica dos negócios. Era costume dizer: “O crime não compensa“. Isso era verdadeiro num mundo onde os pastores protegiam as ovelhas. Mas a nossa situação é outra. Vale agora uma outra afirmação: “O crime compensa“. E compensa porque o Estado – pastor supremo! – se tornou um pastor sonolento, vagaroso, de cajado mole. O crime compensa por causa da impunidade. O crime se transformou num empreendimento econômico altamente lucrativo. E os que se dedicam ao negócio do crime não são os pobres, as vítimas das estruturas econômicas injustas. Será, por acaso, possível convencer os lobos a comer capim como as ovelhas? Os lobos só são convencidos pela força dos cajados.

A morte do Toninho me dá grande tristeza, Mas o que me dá tristeza maior é a falta de esperança. Por mais que eu pense não consigo imaginar as ovelhas pastando mansamente… Assim, só me resta uma alternativa: trancar-me dentro da segurança precária do meu apartamento e, enquanto escrevo esse artigo, ouvir o coral de Bach. “Mansamente pastam as ovelhas…“

(Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 12/09/2001.)

A institucionalização da inveja

Obs.: Acabei de ler esse texto no blog da Bacia. Esse maravilhoso texto extremamente profético completara a definição de nossa inveja contemporânea que relatei no texto “Meu bem querer”.

Antes de começarmos a analisar a saída cristã para o capitalismo, vale à pena explorar os modos através dos quais o capitalismo domina nossa vida comum, a fim de não nutrirmos a ilusão de que estamos saindo dele quando na verdade não estamos.

O disciplinamento do desejo e da imaginação

Como observado acima, uma das características distintivas do fascismo é que ele opera como movimento de massa, dentro do qual a maioria busca ativamente a sua própria repressão e deseja as próprias coisas pelas quais é dominada e explorada. Esta é uma descrição muito acurada do estado de coisas produzido pelo neoliberalismo.

Mas como pode ser isso? No ocidente onde nasceu o neoliberalismo de modo geral não opera através do uso de violência, de ameaça ou força coerciva (embora violência, ameaça e força coerciva façam parte integral da globalização do neoliberalismo). Então o que leva tantos a escolherem livremente a sua própria repressão? Essa busca da maioria pela própria repressão é melhor explicada pelos modos através dos quais o neoliberalismo, em vez de usar a violência para controlar as massas, disciplina tanto os desejos quanto a imaginação das massas de modo a que elas possam controlar a si mesmas (Foucault).

A sugestão de que o desejo possa ser manipulado vai contra a ideologia dominante da teologia do neoliberalismo, que afirma que o desejo é uma força encontrada no interior das pessoas, inteiramente livre de influência externas. Em conformidade com isso, o neoliberalismo alega que, em vez de disciplinar o nosso desejo, o que faz é nos prover de uma sociedade em que somos livres para perseguir qualquer desejo que seja [de forma inerente] nosso. Uma análise mais profunda, no entanto, revela que essa é uma falsa ideologia imposta por aqueles que deliberadamente manipulam o desejo, e sustentam sua habilidade de manipular o desejo precisamente proclamando que o desejo é livre.

Para começar, o neoliberalismo manipula o desejo colocando na raiz do desejo a noção deprivação/escassez. Nesse sentido, vale observar a aliança existente entre o liberalismo econômico e a moderna psicanálise (a qual, vale lembrar, nasceu do capitalismo): enquanto o capitalismo nos fundamentou num mundo definido por escassez, a psicanálise expandiu essa noção colocando a privação dentro da própria psiquê. Sigmund Freud deu início a esse processo com suas reflexões sobre desejo (ou seja, libido), em que a carência é a existência edipiana por excelência; a psicanálise, embora tenha se distanciado de Freud, continua a operar segundo a noção dessa carência interna essencial1.

Não apenas o desejo é definido pela privação; o neoliberalismo também apresenta o desejo como insaciável, precisamente porque – como a economia de mercado nos faz lembrar continuamente – existe sempre algo de que estamos desprovidos. Em particular, existe sempre algo de que estamos desprovidos em comparação a outra pessoa, e dessa forma a privação se torna parte de um processo interminável de competição com o próximo2.

Isto, por sua vez, conduz ao segundo ponto: o modo em que o desejo é disciplinado ao ser enraizado no interesse próprio3. Aqui o desejo é reduzido ao grito infantil de “eu quero, eu quero, eu quero” e “me dá, me dá, me dá”. Uma economia impelida por interesse próprio, no entanto, é uma economia impelida pela ganância4. O resultado é “a institucionalização da inveja” e a onipresença da cobiça5. Da mesma forma, nada disso é surpresa quando se entende o neoliberalismo como uma forma de paganismo, pois, de acordo com Paulo, a cobiça foi o pecado primal de Adão e é o emblema da humanidade adâmica6. Isso explica, além de tudo, tanto a competitividade quanto a parcialidade inerentes ao capitalismo, pois, como também observa Paulo, a cobiça se expressa em espírito de divisão e conduz de modo natural à violência7.

Em terceiro lugar, o desejo tem também sido condicionado porque tem sido alinhado à noção de merecimento: o indivíduo tem direito adquirido àquilo que deseja. Isso torna-se especialmente evidente no modo pelo qual o discurso dos “direitos humanos” foi sequestrado pelos ricos e poderosos e usado como meio de sustentar sua riqueza e seu poder8. O discurso dos “direitos humanos” tornou-se desculpa para justificar a busca pelo que se deseja sem qualquer consideração com os outros. Em consequência, “igualdade” tornou-se função de “desigualdade”9.

Dessa forma, ao fundamentar o desejo numa carência insaciável, ao reduzi-lo a ganância (inveja e cobiça) e ao alinhá-lo à noção de direitos adquiridos, o neoliberalismo produz uma forma de desejo que é completamente condicionada. O resultado é o inverso da noção platônica tradicional do corpo como prisão da alma. Quando o desejo é dessa forma condicionado, a alma é que torna-se a prisão do corpo10. Essa, ainda, é uma forma disciplinada de desejo que se torna radicalmente alienada. Como argumenta Zizek11:

O famoso truísmo de Jenny Holzer, “protege-me daquilo que desejo” pode ser lido como referência irônica à sabedoria convencional masculina-chauvinista que afirma que uma mulher deixada a seus próprios recursos se verá absorvida por uma fúria autodestrutiva, ou pode ser lido de modo mais radical, como apontando para o fato de que na sociedade patriarcal contemporânea o desejo da mulher é radicalmente alienado: ela deseja o que os homens esperam que ela deseje, desejos que são desejados por homens […] “Aquilo que quero” já foi imposto sobre mim pela ordem patriarcal que me diz o que devo desejar.

Tendo coberto o desejo, resta analisar os modos pelos quais o neoliberalismo disciplina nossa imaginação. Basicamente, ele o faz empregando a retórica da independência, da segurança e da responsabilidade, a fim de mascarar o modo como condiciona nossa imaginação (individual e coletiva) através de medo e desespero.

O neoliberalismo glorifica o indivíduo autônomo e define maturidade e sucesso pela capacidade de se viver de modo independente dos outros. Há, no entanto, uma grande dose de medo subjacente a essa apresentação. Quando a sociedade é dominada por indivíduos interessados apenas em si mesmos, restam poucas razões para uma pessoa cuidar de outra; o indivíduo é impelido em direção à independência porque, no fim das contas, não pode contar com quer que seja. Além disso, como o mundo é definido pela escassez, e como há tamanha disparidade dentro do sistema, passamos a temer o outro que irá tentar tirar aquilo que é meu e ele não tem. Diante disso o que o indivíduo faz é retrair-se e acumular bens, não apenas porque não pode contar com o outro, mas porque tem medo de perder o pouco que tem (quer por via de um desastre que leve minha casa, de um imigrante que leve o meu emprego, de um drogado que leve minha carteira ou de um terrorista que me leve a vida).

Porém, ao invés de dizer que é o medo que nos impele à independência, o discurso de “responsabilidade” é usado para justificar esse modo de vida. Conforme documentado por Max Weber e H. Tawney, associar independência econômica a responsabilidade está muito enraizado nas tradições puritanas e reformadas, e isso provê ao neoliberalismo uma fundação que vê a responsabilidade como virtuosa ao invés de fonte de temor12. Porém o que tem sido negligenciado é que o discurso da “mordomia” executa precisamente a mesma função dentro de grande parte da cristandade contemporânea. A ideia de “mordomia” provê agora os cristãos com um verniz religioso que justifica um modo de vida fundamentado no temor13. Cabe lembrar, então, as palavras de Eduardo Galeano: “O demônio do medo se disfarça a fim de nos enganar. O enganador oferece covardia como se fosse prudência e traição como se fosse realismo”14.

O outro meio pelo qual o neoliberalismo condiciona a imaginação é através do desespero. Precisamente porque nos apresenta uma teologia consumada, não nos resta esperança alguma. Não há escapatória e não há alternativa possível porque, a priori, não há alternativaimaginável. O capitalismo torna-se, assim, “o partido do desespero contrarevolucionário”.

Daniel Oudshoorn
Poser or Prophet

Via: Bacia das Almas

NOTAS

  1. Dentro do Complexo de Édipo o menino deseja aquilo de que é privado – a mãe – e a menina deseja aquilo de que é privada – o pênis. []
  2. Consequentemente, a noção de privação divorcia-se da noção de necessidade e se torna um processo de diferenciação competitiva entre nós mesmos e os outros (cf. Baudrillard, The Consumer Society, 61-67). []
  3. Como admite o próprio Adam Smith: “dirigimo-nos não à humanidade deles mas a seu amor próprio; nunca falamos com eles a partir das nossas necessidades, mas das vantagens para eles. []
  4. Requer, em particular, uma contínua ganância por lucro e, reciprocamente, ganância contínua para consumir mais e mais (Loy, 286). []
  5. Cf. Bell, 22. É significativo que, enquanto a primeira economia monetária nascia na europa ocidental, precisamente esse resultado foi profetizado pelos primeiros franciscanos (Francis of Assisi: Early Documents, Vol 1, The Saint, ed. By Regis J. Armstrong et al. [New York: New York Ciety Press, 1999], 541). O resultado, como observado por Lacan, é que o desejo do indivíduo, ao invés de ser livre, é transformado em desejar o que deseja o outro (cf. Ecrit, trans. by Bruce Fink [New York: W. W. Norton & Co., 2006], 79, 92, 98, 148). []
  6. Cf. Ro 7.7-8; 13.9; 1 Cor 5.10-11; 6.10; 2 Cor 9.5; Ef 5.5. Em contraste, o princípio fundamental da economia do Antigo Testamento está resumida no décimo mandamento: “Não cobiçarás”. (cf. Christopher Wright, 162). []
  7. Cf. Ro 1.29-30; 1 Cor 5.9-11; 6.9-10; 2 Cor 12.20; Gal 5.20-21; Col 3.5-8. []
  8. Foucault explora esse mecanismo em detalhe em Discipline and Punish, 80-87. Cf. Bell Jr., Liberation Theology After the End of History, 124-29. []
  9. Nessa linha, Baudrillard: “não existe direito a espaço enquanto há espaço para todos. Da mesma forma não houve ‘direito à propriedade’ até que deixou de haver terra para todos”. (The Consumer Society, 58). []
  10. Foucault, Discipline and Punish, 30; cf. Barber, 83. []
  11. Lacan, 38-39. []
  12. Max Weber, The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism, Routledge Classics, trans. by Talcott Parson (London: Routledge, 1992); R. H. Tawney, Religion and the Rise of Capitalism: A Historical Study (New York: Harcourt, Brace & World Inc., 1954). É por essa razão que os puritanos e aqueles de tradição reformada se opunham a cristãos, como os franciscanos, que abraçavam a pobreza. Calvino chegou a proibir a mendicância, e o grito de guerra dos puritanos era “dar esmolar não é caridade” (Weber, 108-109, 116, 240 n45; cf. Tawney, 200). É notável que, dentre as ordens mendicantes, os primeiros franciscanos tenham sido capazes de prever a conexão, não apenas entre responsabilidade e temor, mas também entre responsabilidade e ganância (cf. “The Sacred Exchange between Saint Francis and Lady Poverty,” 542-45, em que a Ganância aparece sob os nomes de Prudência e Previdência, e acusa a Dama pobreza de ser preguiçosa e depravada). []
  13. Cf. esp. Kelly S. Johnson, The Fear of Beggars: Stewardship and Poverty in Christian Ethics, The Eerdmans Ekklesia Series (Grand Rapids: Eerdmans, 2007). O discurso da mordomia foi frequentemente usado, por exemplo, para justificar o trabalho escravo. []
  14. We say No: Chronicles 1963-1991, trans. by Mark Fried and others (New York: W. W. Norton & Company, 1992), 237. []

O legado profético de Zilda Arns: outro mundo é possível

por: Leonardo Boff

Já se fizeram todos os elogios devidos à médica brasileira Zilda Arns, irmã do cardeal dos direitos humanos, Paulo Evaristo Arns, que sucumbiu sob as ruínas do terremoto no Haiti. Talvez a opinião pública mundial não se tenha dado conta da importância dessa mulher que, em 2006, foi apontada como candidata ao Prêmio Nobel da Paz. E bem que o merecia, pois dedicou toda sua vida à saúde das pessoas mais vulneráveis. Por 25 anos coordenou a Pastoral da Criança, acompanhando mais de um 1,8 milhão de menores de cinco anos e mais de 1,4 milhão de famílias pobres. A partir de 2004 iniciou a Pastoral da Pessoa Idosa, com mais de 100 mil idosos envolvidos. Com meios simples, como o soro caseiro e o alimento à base da multimistura, salvou milhares de crianças.

Seria longo historiar seu trabalho em mais de 20 países pobres. O que pretendo é enfatizar os valores do capital espiritual que sustentaram a sua prática. Nisso ela ia contra o sistema dominante e serve de inspiração para hoje.

É convicção crescente que não sairemos da crise de civilização atual se continuarmos com os mesmos hábitos e os mesmos valores consumistas e individualistas que temos. Ela mostrou como pode ser diferente e melhor.

A dra. Zilda honrou o cristianismo, vivendo uma mística de amor à humanidade sofredora, de esperança de que sempre se pode fazer alguma coisa para salvar vidas, de fé na força dos fracos que se organizam e na escuta de todos, até das crianças que ainda não falam.

Ela tinha clara consciência de que a solução vem de baixo, da sociedade que se mobiliza, sem com isso dispensar o que o Estado deve fazer. Problemas sociais se resolvem a partir da sociedade. Para isso, ela suscitou a sensibilidade humanitária que se esconde em cada pessoa e inaugurou a política da boa vontade. Mais de 250 mil voluntários se propuseram a assumir, sem ônus financeiro, os trabalhos junto com ela.

Uma ideia geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar. Não apenas pães e peixes, mas, nas condições de hoje, multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.
Multiplicar o saber implica repassar os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a medição do peso e a alimentação adequada às crianças. Esse saber reforça a autoestima das pessoas e confere autonomia à sociedade civil.

Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve partir dos últimos, buscando atingir as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai, tentar salvar a criança desnutrida e quase agonizante. Essa solidariedade é a que menos existe no mundo atual.

Multiplicar esforços, envolvendo as políticas públicas, as ONGs, os grupos de base, as empresas em sua responsabilidade social, enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem. Mas antes de tudo multiplicar a boa vontade generosa.

Ora, são esses conteúdos do capital espiritual que devem estar na base da nova sociedade mundial que importa gestar. O século XXI será o século do cuidado pela vida e pela Terra ou será o século de nossa autodestruição. Até agora globalizamos a economia e as comunicações. Temos que globalizar a consciência planetária e multiplicar o saber útil à vida, a solidariedade universal, os esforços que visam construir aquilo que ainda não foi ensaiado. Amor e solidariedade não entram nas estatísticas nem nos cálculos econômicos. Mas são eles que mais buscamos e que nos podem salvar.

A médica Zilda Arns, seguramente sem o saber, mas profeticamente, nos mostrou que esse mundo não é só possível, mas é realizável já agora.

fonte: O Tempo

Novo Destino

Uma das coisas mais estúpidas que já acreditei em termos de religião foi que a composição da população do céu podia ser mensurada pelo número de pessoas que dissessem sim a um apelo de conversão a Jesus Cristo feito nas bases da tradição do cristianismo protestante evangélico anglo-americano. Traduzindo: se você acredita que irão para o céu somente as pessoas que aceitam a Jesus como salvador depois de ouvir o evangelho pregado a partir da cultura anglo-americana, então você está em apuros: o seu céu é pequeno demais; o seu Deus é pequeno demais; o seu Cristo é pequeno demais; o seu evangelho é pequeno demais; o seu Espírito Santo é pequeno demais; o seu universo de comunhão é pequeno demais; seu projeto existencial é pequeno demais; sua peregrinação espiritual é pequena demais.

É urgente que se articule uma outra maneira de convocar pessoas para que se coloquem a caminho do céu. Uma convocação que considere que “nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus” – palavras de Jesus. Uma convocação que re-signifique o conceito de céu, que deve deixar de ser um lugar geográfico em outro mundo para onde se vai após a morte, para significar uma dimensão de relacionamento com o Deus Eterno para a experiência contínua do processo de humanização: estar em Cristo, ser como Cristo, ser Cristo. Com isso quero dizer que o convite para aceitar Jesus como salvador como credencial para ir para o céu não é a melhor convocação. A melhor convocação é um chamado para se tornar uma outra pessoa. A peregrinação espiritual cristã não é uma migração de um lugar para outro, mas de um estado de ser para outro. Nosso destino não é o céu. Nosso destino é Cristo. E tenho certeza de que muita gente vai chegar lá mesmo sem nunca ter ouvido o plano de salvação desenvolvido pelos teólogos sistemáticos anglo-americanos.

Ed René Kivitz
via: Fora da zona de conforto

Cartão de (DES)crédito

Amorim

por: Joaquim Tiago

Satanás fez uma reunião no inferno para infernizar a vida por aqui; tiveram uma idéia: Criaram o CARTÃO de (DES)crédito, isso é o purgatório;

CARTÃO de (DES)crédito, isso é o purgatório, as pessoas sofrem no mar dos JUROS, e as financiadoras promovem a festa da realeza consumidora;

CARTÃO de (DES)crédito, já tem o seu? Passe em uma das agências de Satanáz e pegue também o seu passaporte para o purgatório neste mundo;

E o que os sofridos trabalhadores de lojas podem oferecer para poderem pagar seus sofridos cartões também é: (IN)dividimos ou INDIVIDAMOS você!

Saímos felizes com os produtos da ilusão de um purgatório infernal, vamos entrar brevemente nos círculos infernais de multas e rotativos;

Satanázzz, esta a solta aproveitando do Espírito Natalino. Cuidado! Neste natal pode nascer um monstro em suas sagradas boletas bancárias;

Angeli

E para finalizar essa história suicida, pague para entrar e reze para sair, porque o aliado do inferno é o: SPC, ficha suja você será, hahaha!

Apêndice:

SPC significa: Satanázzz Pode Cobrar! Ele vai cobrar, não adiante chorar…

Satanázzz: Pai da mentira

(DES)crédito: Achei isso aqui na rede, clik

Copenhague vai responder quem deve cuidar do planeta?

por: Leonardo Boff

Vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez

Um teólogo famoso, no seu melhor livro, “Introdução ao Cristianismo”, ampliou a conhecida metáfora do fim do mundo formulada pelo dinamarquês Sören Kierkegaard, já referida aqui. Ele reconta assim a história: num circo ambulante, um pouco fora da vila, instalou-se grave incêndio. O diretor chamou o palhaço, que estava pronto para entrar em cena, que fosse até à vila pedir socorro. Foi, incontinenti. Gritava pela praça e pelas ruas, conclamando o povo para que viesse ajudar a apagar o incêndio. Todos achavam graça, pois pensavam que era um truque de propaganda para atrair o público. Quanto mais gritava, mais riam todos. O palhaço pôs-se a chorar e então todos riram mais ainda. Ocorre que o fogo se espalhou pelo campo, atingiu a vila e ela e o circo queimaram totalmente. Esse teólogo era Joseph Ratzinger. Ele hoje é papa e não produz mais teologia, mas doutrinas oficiais. Sua metáfora, no entanto, se aplica bem à atual situação da humanidade, que tem os olhos voltados para o país de Kierkegaard e sua capital, Copenhague. Os 192 representantes dos povos devem decidir as formas de controlar o fogo ameaçador. Mas a consciência do risco não está à altura da ameaça do incêndio generalizado. O calor crescente se faz sentir e a grande maioria continua indiferente, como nos tempos de Noé, que é o “palhaço” bíblico alertando para o dilúvio iminente. Todos se divertiam, comiam e bebiam, como se nada pudesse acontecer. E então veio a catástrofe.

Mas há uma diferença entre Noé e nós. Ele construiu uma arca que salvou a muitos. Nós não estamos dispostos a construir arca nenhuma que salve a nós e a natureza. Isso só é possível se diminuirmos consideravelmente as substâncias que alimentam o aquecimento. Se este ultrapassar dois a três graus Celsius poderá devastar toda a natureza e, eventualmente, eliminar milhões de pessoas. O consenso é difícil e as metas de emissão, insuficientes. Preferimos nos enganar cobrindo o corpo da Mãe Terra com band-aids.

Há um agravante: não há uma governança global para atuar de forma global. Predominam os Estados-nações com seus projetos particulares sem pensarem no todo. Absurdamente dividimos esse todo de forma arbitrária, por continentes, regiões, culturas e etnias. Sabemos hoje que essas diferenciações não possuem base nenhuma. A pesquisa científica deixou claro que todos temos uma origem comum pois que todos viemos da África.

Consequentemente, todos somos coproprietários da única casa comum e somos corresponsáveis pela sua saúde. A Terra pertence a todos. Nós a pedimos emprestado das gerações futuras e nos foi entregue em confiança para que cuidássemos dela.

Se olharmos o que estamos fazendo, devemos reconhecer que a estamos traindo. Amamos mais o lucro que a vida, estamos mais empenhados em salvar o sistema econômico-financeiro que a humanidade e a Terra.

Aos humanos como um todo se aplicam as palavras de Einstein: “somente há dois infinitos: o universo e a estupidez; e não estou seguro do primeiro”. Sim, vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez. Não é estúpido e insano que 500 milhões sejam responsáveis por 50% de todas as emissões de gases de efeito estufa e que 3,4 bilhões respondam apenas por 7%? É importante dizer que o aquecimento, mais que uma crise, configura uma irreversibilidade. A Terra já se aqueceu. Apenas nos resta diminuir seus níveis, adaptarmo-nos à nova situação e mitigar seus efeitos perversos para que não sejam catastróficos.

fonte: O Tempo

Marcha para quem?

sincretismo

Para Jesus! Uma Marcha com Donos e Palanques?

Há cerca de um quarto de século, um ministro anglicano no interior da Inglaterra, diante da divisão do Corpo de Cristo e do avanço do Secularismo, teve a feliz idéia de convidar colegas de outras Igrejas para fazerem uma passeata pública, como demonstração de unidade e expressão de fé. Já que a semana que precede o Dia de Pentecostes (no calendário das Igrejas Históricas) é dedicado à unidade dos cristãos, tal evento deveria acontecer sempre no sábado da semana anterior à festa dedicada ao Espírito Santo.

O evento foi denominado de ‘Marcha para Jesus’, e ele deveria ser espontâneo e informal. Organizações como a Jocum, a Primus e a Ichthtus compraram a ideia, e, em 1987, na cidade de Londres, promoveram o primeiro grande evento de massas. Em poucos anos a ideia se propagou por todo o mundo, arrastando multidões cada vez maiores, no que foi jocosamente chamado de “a procissão dos crentes”…

Como tudo no Brasil parece acabar em pizza, samba ou malandragem, eis que a nossa “Marcha” virou marca registrada, patenteada por uma esperta “denominação” pseudo-pentecostal de íntima convivência com o Poder Judiciário daqui e doutras terras. No Brasil a “Marcha” tem dono. Como é um evento único, e uma forma de peitar a sua concorrente a “Marcha do Orgulho Gay”, muita gente tem dela participado, embora a reboque do “apóstolo”, da “bispa”, ou de seus representantes.

E, o que é pior, um ato que em todo mundo é apartidário, aqui virou palanque para os políticos apoiados por seus organizadores, inclusive em ano eleitoral. Políticos a fim de faturar o voto evangélico, e que fazem acordos com os seus organizadores, mas que, conforme seja, não teriam problema em subir nos trios elétricos da colorida marcha concorrente.

O falecido ex-presidente da França, general Charles de Gaulle, afirmou certa vez não ser o Brasil “um país sério” (o que muito nos ofendeu). Mas que às vezes parece que o velho general tem razão, isso parece.

Que Jesus não seja um pretexto, não tenha donos e não seja usado como cabo eleitoral! Cada dia marchemos unidos pelo Evangelho de salvação e transformação.

Robinson Cavalcanti, bispo anglicano.

Via: PavaBlog

evangelicos-dilma

LULA, DILMA, CRIVELLA, A “BISPA” SÔNIA E O “APÓSTOLO” HERNANDES JUNTOS! MEU DEUS!!!

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Vejam que foto histórica esta publicada no Estadão Online. Lula instituiu ontem o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Participaram da cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o presidente da Câmara, Michel Temer; o senador e “bispo” Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, dono da Igreja Universal,;a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o casal da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes. Crivella é este que aparece à esquerda, contraindo os olhos enquanto entra em conexão, suponho, com o Espírito Santo. Nunca entendi por que certos religiosos, de qualquer denominação, quando julgam entrar em contato com a Pomba Sagrada fazem essa cara.

Há quem faça coisas ainda mais estranhas. É o caso da “bispa” Sônia e seu marido, o “apóstolo” Estevam. Quando o Espírito Santo está presente, eles desandam a falar línguas estranhas. Mangabeira Unger perde feio.  Não sei como se contiveram ontem. Estevam é essa cabeleira grisalha em primeiro plano; Sônia está à sua direita, a cabeleira castanha. Dilma é aquela com ar beato. A foto não deixa de ser um bom retrato do Brasil.

O casal da Renascer acaba de sair da cadeia nos Estados Unidos e já participa de uma solenidade ao lado de Lula e de sua candidata. Não sei se vocês estão lembrados: a dupla tentou entrar naquele país com dólares que não tinham sido declarados, escondidos na capa de uma Bíblia. O leitor cético dirá que estão todos entre iguais. Afinal, a “bispa” e o “apóstolo” apenas portavam “recursos não-contabilizados”.

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Trecho do texto de Reinaldo Azevedo, colunista da Veja.

PANDEMIA DE LUCRO


cleptomaniasuina

Por: Leonardo Boff

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe suína?… No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos. Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves – gripe aviária – …os noticiários mundiais inundaram-se de notícias… Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves. Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos… 25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25. Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves? Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande. A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas tranasnacionais farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro. – Antes com os frangos e agora com os porcos… – Sim, agora começou a psicose da gripe suína. E todos os noticiários do mundo só falam disso… – Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo …Só a gripe suína, a gripe dos porcos… – E eu me pergunto: se por trás dos frangos havia um “galo”, por trás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque… Os acionista das transnacionais farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú. A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação… Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução. Mais ética, sensata, responsável e humanamente justa, ao menos…

(PASSEM ESTA MENSAGEM COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS REFLITAM SOBRE UM ÂNGULO DIFUSO DA REALIDADE DESTA “PANDEMIA”.)

fonte: CEBsuai