A fé esta em crise

crise

A fé esta em crise

A palavra crise é uma das mais desgastadas no uso popular atualmente.

A crise busca definir várias substâncias ligadas a mudança, a palavra vem do grego KRISIS, “ponto de virada de uma doença”, como usado por Hipócrates e Galeno. Deriva do verbo KRINEIN, “separar, distinguir, julgar”, de uma base Indo-europeia KREI-, “colher, escolher, distinguir” (http://origemdapalavra.com.br).

Toda mudança e ruptura acabam gerando uma crise para o bem ou o para fim. Será que estamos preparados para mudar, para dar a volta por cima, para aceitar o diferente e as coisas que tomam outros rumos. Gostamos muito da aparente segurança, gostamos muito das coisas como elas estão e a mudança nos causa medo, desconforto e insegurança, mudança gera a crise. O desconhecido sempre nos assusta e nos tira da zona de conforto e o grande desafio é manter o equilíbrio e estabilidade emocional.

O homem esta em crise desde que o mundo é mundo, desde que o homem abriu mão de Deus e tenta viver por conta própria, por si mesmo. Viver por si mesmo na independência é a origem do medo, da dúvida, da insegurança e do pecado. (Genesis 3.17-19).

A crise não é nova, ela não é um acontecimento apenas desses dias e não vai para por ai até que essa história tenha um fim.

Transtorno obsessivo compulsivo é quando essa crise social em todos seus níveis acaba se tonando também nossa crise de fé, a crise em acreditar. Já foi pronunciado que: “por que só existe a crise porque existe a fé”.

A crise da fé acontece quando o acreditar é colocado à prova.

Um dos grandes exemplos de crise na fé foi o profeta Jeremias entre outros. Jeremias sofreu a crise quando foi chamado por Deus, ele não quis aceitar (Jr 1.5-6). Mesmo com grandes desafios que iria enfrentar, Deus deixou claro para ele o prevenindo dos esforços dos oponentes, mas que também iria capacitá-lo a encarar todas as dificuldades (Jr 1.18-19).

A pregação corajosa de Jeremias irritou muita gente que não queria de forma alguma ser exposto, inclusive religiosos hipócritas como nos dias atuais. Eles queriam matá-lo (Jr 11.18-23). Qual foi a orientação de Deus? “Jeremias, se você está cansado nesta corrida a pé com os homens, o que o faz pensar que pode apostar corrida com cavalos? E, se não consegue deixar a razão prevalecer em dias tranquilos, o que vai acontecer quando os problemas correrem solto como o Jordão na época da enchente? Os que estão mais próximos, seus irmãos e primos, estão trabalhando contra você. Eles querem apanhá-lo, e nada irá detê-los. Não confie neles, especialmente quando estão sorrindo.” (Jr 12.5-6).

Qual a diferença entre acreditar e fé?

Acreditar vem de dar crédito e crer (a+crédito+tar), faz parte também da fé, mas não é nem tem o mesmo conceito.

Quando se tem crédito ou se oferece o crédito, juntamente ele vem com a obra das próprias mãos feita por quem o adquire ou negocia com o credor. Exemplo: quando recebemos crédito financeiro do cartão de crédito ou do banco, se nós utilizarmos terá uma dívida com o credor. Podemos também através emprego gerar o crédito com o patrão, através dos serviços empregados por um credor ou mesmo ter o crédito para quem negociamos e ofertamos nossos serviços e talentos.

O crédito na religião não é diferente, as pessoas somam créditos com seus deuses através de pactos e rituais. Fazem-se os processos e rituais através dos orientadores como trabalhos de encruzilhadas, campanhas das sete semanas e outras mais. Você gera um crédito com o credor deus e depois cobra dele essa “benção” devido ao ritual oferecido e empregado como obra de si. Isso nem de longe é fé.

A fé não é um crédito apenas, a fé é conhecimento, consciência da vontade de Deus. Por que para o apóstolo Paulo a fé vem por ouvir e ouvir a palavra de Deus? (Romanos 10.17). Porque a fé não é simplesmente uma crença, a fé o conhecimento da vontade de Deus através da sua palavra revelada na Bíblia.

Se sua crença esta em crise profunda, provavelmente você esteja buscando seus créditos com Deus e se ruminando em dúvidas. Com Deus você não tem crédito, Ele pagou sua dívida através de Cristo de uma só vez, ele já foi seu crédito na cruz lhe dando vida e essa em abundância! Agora caminhe com sua fé, “andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar” (Gil).

Quando conhecemos a Deus como Jeremias, a fé pode ter suas crises, mas não falha, porque a vontade de Deus não falha e o que realmente falta para as pessoas hoje é conhecimento, “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento” (Oséias 4.6). Somos um país de muitas crenças e pouquíssimo conhecimento.

Quando passamos a conhecer a Deus como o apóstolo Paulo podemos também afirmar para qualquer crise:

“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.12-13)

Joaquim Tiago Bill

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Direitos e deveres

Entre o direito e os deveres esta também a luta pela sobrevivência. Entre todas as lutas na busca pelo sustento da fome de pão e da fome de existir, esta a fé, a graça, o merecimento e a vontade própria, a justiças de si mesmo. Em Deus temos graça, o que justifica a real sobrevivência e existência na FÉ e dependência no Cristo. Por si mesmo buscamos todos nossos direitos e lutamos incansavelmente para nos justificar, justificar a violência, a dependência em entorpecentes, a independência financeira servindo ao deus deste século (Mamon). Onde esta sua vida?

sexta, 24 de julho, 2015

Perdas e ganhos no caminho da vida e da morte

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Porque não queremos perder a vida enquanto estamos tentando ganhá-la?

Ganhar a vida é o que tentamos todos os dias quando vamos para luta, ganhar o pão de cada dia na disputa pela sobrevivência. Ganhar a vida ou da vida para vencer na lida com dignidade.

Você já ganhou sua vida e já se deu por satisfeito ou ainda esta no desafio e na tentativa constante?

O que seria de fato ganhar a vida nos padrões que conhecemos e no contexto cultural em que (sobre) vivemos? Um bom salário que garanta pelo menos um plano de saúde regular, um novo carro popular, os filhos em boa escola e uma “casa minha vida” para chamar de nosso canto, tudo isso com emprego que não tem risco, emprego estável como os almejados de função pública, os concursados.

Felicidades da classe média brasileira que esta ganhando a vida pode passar por aqueles que conseguiram uma televisão de 72 polegadas, ar condicionado no quarto, smartphone, internet banda larga e TV por assinatura, algumas idas ao shopping e quem sabe uma viagem para o nordeste brasileiro ou um pacote promocional para um país Latino-americana. Tenho nada contra, o que se pode fazer para o bem estar da vida de todos deve ser feito.

É justificável o mérito de quem luta para ganhar a vida, ou os atos comprovam o que se ganhou tentando ter uma vida modesta. Quando lutamos para ganhar a vida sem perdê-la é porque amamos viver. Amamos nossa vida e não queremos de forma alguma perder nada do que ela pode nos oferecer.

A sobrevivência também trava uma luta contra a morte, nosso organismo tem essa dinâmica ao combater um câncer, uma inflamação, uma enxaqueca e outros males que nos assolam. Travamos uma luta com nossa consciência, não aceitamos a realidade do mal e a transformação das circunstâncias pela violência.

Ganhar a vida é a tentativa que nos leva a vê-la salva, estamos tentando ganhá-la porque não queremos perdê-la e para não perde temos que vencer. O que é ganhar a própria vida em um grande mundo perdido? Existem pessoas que vão passar pela existência tentando salvar-se e no fim tudo ainda estará tentando existir. Nessa luta pela sobrevivência nesse mundo inóspito estamos nos matando.

Se fosse o contrário o que faríamos? E se para ganharmos a vida tivéssemos que dar um fim a todo o sistema que nos ensina como devemos fazer para ganhá-la? Quem sabe o que é a vida e que sentido ela deveria ter para que tenhamos realmente um ganho? Que luta é essa que estamos lutando? O que pode realmente justificar uma vida? Tudo que conseguimos e toda luta vencida e as melhores justificativas podem um dia deixar de ser.

A vida aqui se perde porque estamos cada um individualmente lutando para salvar a si mesmo, para não se perder estamos nos contendo, economizando e miseravelmente não compartilhando. Quando precisam de nós para sobreviver vendemos em condições. Estamos nos protegendo das ameaças e dos riscos que cada um representa na concorrência diária de quem também esta nessa disputa. Isso que se faz não é vida, é a morte das coisas que nos usam das quais precisamos ser para existirmos.

Neste sistema que tenta ganhar e preservar a vida para não perdê-la já se perdeu, adoeceu e pode esta morrendo lutando contra todos para salvar a si.

Quem poderá nos socorrer de nós mesmo?

Joaquim Tiago Bill